quarta-feira, 16 de maio de 2012

Mais vídeos

Abaixo, entrevistas sobre temas diversos:


http://www.youtube.com/watch?v=UEs026Y8LPM&feature=related


http://www.youtube.com/watch?v=qV7YztHPm3M&feature=related


http://www.youtube.com/watch?v=9gM7rxUZJBM&feature=related


http://www.youtube.com/watch?v=LXFTRCbRklg&feature=related


http://www.youtube.com/watch?v=NI7J2R-aEXg&feature=related


http://www.youtube.com/watch?v=8Twb5FOkKEs&feature=related

Vídeos diversos

Os vídeos abaixo trazem entrevistas relacionadas ao Foro de São Paulo e/ou a atividades realizadas com partidos latinoamericanos e caribenhos:


http://www.youtube.com/watch?NR=1&v=oMXSJQqK2wY&feature=endscreen


http://www.youtube.com/watch?NR=1&v=yHOhUHz_li4&feature=endscreen


http://www.youtube.com/watch?v=hj0Vg031qg0&feature=related


http://www.youtube.com/watch?v=K4DA_L5ARRY&feature=related


http://www.youtube.com/watch?v=8yDmoK9mDE4&feature=related


http://www.youtube.com/watch?v=YduSOgSx69Y&feature=related


http://www.youtube.com/watch?v=7KQtDB_--rE&feature=relmfu


http://www.youtube.com/watch?v=CACJUO2U32E&feature=relmfu


http://www.youtube.com/watch?v=I06WCXP9uxI&feature=relmfu


http://www.youtube.com/watch?v=I06WCXP9uxI&feature=relmfu



http://www.youtube.com/watch?v=jqYhfk49VxA&feature=relmfu


http://www.youtube.com/watch?v=01_-KVRyU_s&feature=relmfu

http://www.youtube.com/watch?v=3g3grULA1do&feature=relmfu

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Entrevista para revista alemã


O texto abaixo é a primeira versão de uma entrevista concedida a revista alemã Welttrends.

- Os movimentos sociais eram um fator político importante na luta para que o PT e Lula ganhassem as eleições no ano 2002. Eles foram a base social para começar projetos de mudança no Brasil. Como foram justificadas as esperanças e lutas dos movimentos durante o governo de Lula?

Para responder a esta pergunta, é necessário lembrar que um movimento social é sempre um movimento político. Quando um setor social se movimenta em luta por suas reivindicações, ele provoca reações políticas nos demais setores sociais. Mesmo que as reivindicações não incluam nenhuma demanda política, a mobilização em si é um ato político, mesmo que seus atores não tenham consciência disto.  
Também para responder a esta pergunta, é preciso distinguir dois períodos. Um período começa no final dos anos 70 e vai até o final dos anos 80: é um período de fortes lutas sociais. Um segundo período começa no início dos anos 90 e de certa forma vem até hoje. É um período de descenso, de refluxos, de perda de intensidade das lutas sociais.
No primeiro período (anos 80), a luta político-eleitoral capitaneada pelo Partido dos Trabalhadores capitalizou grande parte das lutas sociais das classes trabalhadoras e de outros setores (tais como jovens, mulheres e negros, que são majoritariamente trabalhadores). Mesmo quando não havia esta intenção, mesmo quando esta conexão era indireta, as lutas sociais alimentaram, convergiram, se conectaram com as lutas político-eleitorais protagonizadas pelo PT.
No segundo período (anos 90), as lutas sociais foram reduzindo de intensidade. Mas isto não interrompeu o processo de formação de consciência. O que antes seguia um percurso (muita luta social e depois voto no PT), passou a seguir outro percurso (menos luta social e mesmo assim voto no PT), mas com o mesmo destino.
A questão é que este percurso era o de grande parte da classe trabalhadora, mas certamente não envolvia toda a classe trabalhadora. O que significa dizer que não é ele que explica a vitória eleitoral da candidatura presidencial de Lula em 2002. Para que aquela vitória tenha sido possível, foi necessário um outro processo de consciência, este causado não pela luta social, mas sim pela decepção com o neoliberalismo.
Este segundo processo fez com que setores importantes da classe dos pequenos proprietários urbanos, uma fração importante da classe trabalhadora (composta por assalariados de alta renda e mesmo setores minoritários da burguesia) votassem em Lula. Somados aos setores da classe trabalhadora descritos nos parágrafos anteriores, constituiu-se uma maioria em favor de Lula.
Portanto, os setores da classe trabalhadora mobilizados, organizados em entidades de massa como a CUT e o MST, foram parte do processo que elegeu Lula em 2002, mas não foram a única parte.
Aqui é necessário deixar claro o que entendemos por “movimentos sociais”. Existem algum que confundem movimentos sociais com as organizações de massa. Os que pensam assim confundem o movimento dos sem-terra brasileiros com a organização MST; confundem o movimento dos estudantes universitários brasileiros com a organização UNE; confundem o movimento dos trabalhadores brasileiros com a CUT.
Esta confusão gera dois equívocos. O primeiro equívoco é confundir o ponto de vista da maioria dos integrantes de um setor social, com o ponto de vista da base de uma organização que tenta dirigir aquele setor social ou com o ponto de vista dos dirigentes daquela organização. O segundo equívoco é não perceber que os movimentos são maiores e mais diversos que as organizações. Por exemplo: há várias centrais sindicais e vários movimentos camponeses no Brasil. A CUT e o MST não são os únicos e nem sempre são hegemônicos. Além disso, há uma grande parte, geralmente majoritária, da base social que não se organiza e muitas vezes não se reconhece nas organizações, nem participa dos movimentos de luta.
Podemos dizer, por exemplo, que em 2002 uma parte significativa da classe trabalhadora brasileira não estava em movimento (em luta), nem estava organizada. Parte importante destas pessoas não votou em Lula em 2002. Mas votou em Lula em 2006, compensando a perda de votos que tivemos no primeiro turno das eleições presidenciais daquele ano, quando parte dos setores médios e parte dos trabalhadores organizados se decepcionaram conosco.
Feitas estas considerações todas, posso responder assim a pergunta feita: a base social das organizações de massa melhorou de vida durante os dez anos em que um petista ocupa a presidência da República. Ao mesmo tempo, a maioria dos dirigentes das organizações de massa têm uma posição crítica sobre estes dez anos.
- Qual foi a participação dos movimentos durante a reeleição de Lula no ano 2006?

O primeiro governo Lula foi um choque para muitos dirigentes de organizações de massa, assim como para muitos dirigentes do PT. Apesar de todos os sinais em contrário, havia gente que imaginava que Lula iria dar um “cavalo de pau em transatlântico”. Esta gente não percebia, inclusive, a composição do voto que elegeu Lula em 2003, oriundo em boa parte de setores decepcionados com o governo neoliberal; setores que não eram os mesmos que haviam votado em Lula em 1989, 1994 e 1998. Ao não perceber a composição da votação de Lula, não percebiam adequadamente a correlação de forças existente no país em 2003 e 2004. Por outro lado, os que estavam dirigindo o governo percebiam esta correlação de forças, mas exageravam nas concessões aos novos aliados e nos agrados aos inimigos. O resultado final foi um governo muito mais moderado do que o necessário e uma decepção muito maior do que a inevitável naquelas circunstâncias.
Em decorrência disto, o que predominou num primeiro momento foi a expectativa. Depois, a decepção de alguns setores (minoritários no conjunto da classe trabalhadora e, também, minoritários nas organizações de massa) gerou mobilizações contra o governo Lula, especialmente por parte dos sindicados de trabalhadores nos serviços públicos.
Estávamos nisto quando o PT foi mal nas eleições municipais de 2004, perdeu a presidência da Câmara dos Deputados no início de 2005, a partir do que teve início uma campanha de desestabilização por parte da oposição, com o claro objetivo de derrubar o governo Lula.
Neste momento, a maioria dos dirigentes e militantes dos movimentos sociais se mobilizaram fortemente em favor do governo. Que, por sua vez, iniciou uma inflexão em direção a uma política mais progressista, menos neoliberal, com menos concessões do que a predominante em 2003 e 2004.
Nas eleições presidenciais de 2006, finalmente, ocorre um fenômeno curioso. No primeiro turno, Lula perde os votos de parte dos setores médios e de parte dos trabalhadores que o haviam apoiado em 2002. Em compensação, recebe o voto de parte dos trabalhadores mais pobres que não o haviam apoiado em 2002 e que agora, depois de quatro anos de governo, votam nele maciçamente. No segundo turno das eleições presidenciais, diretamente contra o candidato da direita, Lula recupera grande parte dos votos que perdera e obtém uma vitória estrondosa.
Quem são os trabalhadores mais pobres? Em parte eram aqueles que não faziam parte das organizações de massa, que não participavam dos chamados movimentos sociais. Não foram organizados e politizados pela luta, mas sim nos processos eleitorais. Podemos dizer que o movimento social e político deles seguiu um caminho diferente.
 - Ocorreram mudanças nas relações dos movimentos no governo de Dilma?

Sim. Lula foi dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC no final dos anos 70 e início dos 80, fundador e dirigente do Partido dos Trabalhadores, foi candidato nas eleições de 1982 (governador), 1986 (deputado), 1989, 1994, 1998, 2002 e 2006 (em todos estes anos, à presidência da República). O grau de conhecimento, confiança, entrosamento entre Lula e amplos setores da classe trabalhadora é muito maior do que o de Dilma.
Isto impacta de diversas formas na relação entre o governo Dilma e os movimentos. Na minha opinião, o impacto é estrategicamente positivo, pois reforça a idéia de que governo é governo, partido é partido, movimento é movimento, e que deve haver autonomia entre estas diferenças instituições.
- Um papel importante jogou o Movimento dos Sem Terra. Foram realizadas as exigências deste movimento para uma reforma agrária?

Claro que não. O Brasil nunca viveu uma reforma agrária que mereça este nome, ou seja, na qual os latifúndios são expropriados e a terra entregue aos camponeses. O que existe no Brasil é um processo de compra de terras: o Estado paga aos latifundários e entrega terra aos camponeses. Este processo pode ser mais ou menos rápido, mais ou menos intenso, mas não é reforma agrária, pois ao pagar aos latifundários você está mantendo a correlação de forças em termos de riqueza e poder, apenas trocando terra por dinheiro.
Além de não ser reforma agrário, em termos quantitativos o processo de distribuição de terras durante o governo Lula não experimentou um salto de qualidade em relação ao que ocorria nos governos neoliberais. Há uma polêmica sobre a quantidade de terra distribuída, mas mesmo se tomarmos os números fornecidos pelo próprio governo, maiores do que os números aceitos pelo MST, ainda assim não se trata de um salto de qualidade. No final das contas, como devido ao boom internacional de comodities, o agronegócio viveu um período de vacas gordas durante 2003-2007, o fato é que a concentração de terras aumentou.
Mas atenção: se este fato irritou, com razão, a direção dos movimentos sem-terra, isto não quer dizer que a base dos sem-terra e outros movimentos camponeses tenha se decepcionado com o governo Lula. Pelo contrário. O conjunto das políticas econômicas e sociais do governo, mais o apoio creditício aos pequenos proprietários com-terra, mais as políticas sociais direcionadas aos sem-terra assentados, geraram um apoio muito forte ao governo Lula na base camponesa. Noutras palavras: a crítica existente nas direções das organizações não tinha grande respaldo na base social das organizações.
- Quais consequências tiveram os programas sociais realizados durante o governo de Dilma nos movimentos sociais? Como se refletem as políticas assistencialistas na situação social e política das camadas mais pobres do povo brasileiro?
Para responder a esta pergunta, é preciso primeiro considerar o conjunto dos 10 anos de presidência petista (Lula+Dilma). Nestes dez anos, a vida do povo trabalhador melhorou. Mas isto não foi produto de políticas assistencialistas. A vida do povo melhorou porque houve crescimento econômico, mais empregos, aumento do salário mínimo e das aposentadorias, mais crédito bancário para o consumo. Feitas as contas, as políticas assistencialistas contribuíram, mas contribuíram percentualmente menos, para a melhoria da vida do povo.
O efeito prático disto é que a pressão por lutas sociais diminuiu. Claro: se a vida está melhorando, diminui a necessidade de mobilizações e greves. Isto tem impacto sobre o funcionamento, a motivação e a orientação política das organizações sociais de massa.
No governo Dilma, começa a ocorrer uma mudança. A vida continua melhorando, mas a ritmos mais lentos. Esta redução no ritmo tem relação com a crise internacional, com o esgotamento dos recursos estatais (sem reforma nos impostos e sem reduzir o serviço da dívida pública, os recursos estatais não são suficientes para os investimentos necessários) e também com a reação dos setores conservadores (que mantiveram no geral intacto seu controle dos meios de comunicação, da Justiça, maioria no parlamento, nos governos estaduais e municipais).
Esta nova situação começa a se refletir num crescimento da mobilização social e numa atitude mais crítica e ativa por parte das organizações de massa.

- Ao lado dos Sem-Terra existem outros movimentos, como o movimento dos quilombolas, dos indígenas e outros. Qual é a situação destes movimentos na fase atual?
É bom lembrar que mais de 80% da população brasileira mora nas cidades. O Brasil é um país capitalista, urbano, industrializado. Logo, para que haja mudanças profundas, é preciso que haja movimento por parte da classe trabalhadora assalariada urbana. Os movimentos camponeses, os movimentos indígenas e outros movimentos de base rural têm importância, mas relativa.
No caso dos indígenas e dos quilombolas, ambos experimentaram ganhos durante o governo Lula, especialmente sob a forma de demarcação de reservas e titulação de terras. Hoje está em curso uma contra-ofensiva da direita. No caso dos quilombolas, por exemplo, o parlamento quer chamar para si responsabilidades que eram do governo; e como o setor ruralista é poderoso no parlamento, isto significa uma ameaça.

- Qual é a perspectiva de uma relação progressista, nos próximos anos, entre movimentos e o governo?

Depende. Como disse antes, há movimentos e movimentos. E o governo, por sua vez, é uma coligação entre forças de esquerda, centro e até direita. Não há nada garantido. Nós do Partido dos Trabalhadores trabalhamos para que o governo atenda as reivindicações dos movimentos sociais vinculados a classe trabalhadora e aos pequenos proprietários camponeses, com e sem terra, bem como as reivindicações do movimento de mulheres, jovens, negros e LGBT, entre outros.

sábado, 28 de abril de 2012

Versão da entrevista concedida à Rádio Nacional de Venzuela (RNV)

¿Capriles Radonski encarna la visión política de la revolución brasileña y del Partido de los Trabajadores?

VP: Lo que está pasando en Venezuela es muy semejante a lo que pasa en otros países de Latinoamericana y el Caribe: la derecha tiene mucha dificultad de presentarse con sus consignas y busca metamorfosearse, mimetizarse y presentarse con un discurso distinto. Si no hace esto no tiene la menor posibilidad electoral y política.

En muchos países empezó a pasar esta cosa curiosa de un candidato de derecha decir que él quiere hacer aquí (en su país) lo que la izquierda está haciendo en otro país.

Estuve recientemente en Perú, en la primera vuelta de las elecciones y la señora dueña del hotel donde yo estaba hospedado me dijo que estaba enojada por Ollanta y que en Perú lo que hacía falta era un hombre como Lula. Le dije que en Perú Lula apoyaba a Humala y se quedó escandalizada pero le expliqué que los cambios que hicimos en Brasil en el sentido de más democracia, más soberanía nacional, más desarrollo económico, más justicia social, más integración continental es lo mismo que Ollanta Humala defendía en Perú.

Haciendo la comparación, la situación en Venezuela es la misma. Lo que hicimos en Brasil es lo que Chávez hizo acá, lo que está haciendo y que queremos que siga haciendo.
Hallamos gracioso que alguien de derecha quiera presentarse como si fuera nosotros en otro país

Yo comprendo los motivos por lo que lo hacen, pero no tiene el menor sentido.
RNV: Qué mensaje tiene a los sectores políticos:

VP: No tenemos dudas, para América Latina y el Caribe nos interesa que el Gobierno de Chávez siga. Brasil, Uruguay, Argentina, Peru, Nicaragua, El Salvador, Cuba, Paraguay, Ecuador y Bolivia son países y historias distintas, sociedades, cultura y geografías distintas, pero tenemos una unidad en torno a cuestiones fundamentales: estamos en contra del neoliberalismo, a favor de la integración y por eso la lucha de Chávez aquí es la que nosotros tenemos en Brasil, la que Mujica tiene en Uruguay, Lugo en Paraguay etc.
RNV: Papel de Venezuela y Brasil en la geopolítica mundial

VP: Vivimos un momento de transición porque Estados Unidos está en un momento de declive muy peligroso, y hay un ascenso de otras potencias que no van a jugar el mismo rol de Estados Unidos. Por otra parte, eso ocurre en un momento de crisis internacional del capitalismo. Es una transición que va a durar décadas. Hay dos maneras de posicionarse frente a esto: una es que cada país busque jugar un papel independiente; otro es que cada país busque concertar una integración con sus vecinos para que juntos jueguen un papel.
Venezuela tiene su importancia individual y Brasil también, pero la posibilidad de incidir verdaderamente en este proceso de transición y que nos protejamos de la agresión externa y que posamos cumplir un rol diferenciado en el futuro, sólo es posible si nosotros lográramos un nivel de unidad muy fuerte entre Venezuela, Brasil, Argentina, Uruguay, Paraguay, Bolivia, Ecuador, Peru, los países caribeños, centroamericanos, incluso Colombia, Chile y México.

RNV: ¿Qué gobierno cree que garantice esa unidad en Venezuela?

Por supuesto, que siga Chávez. La derecha latinoamericana, una parte de ella, está comenzando a tener interés en la integración, pero no tienen interés de una integración entre los pueblos, sino entre las empresas. Esa es una diferencia fundamental. No les interesa una integración que beneficie a los pueblos, esta depende de que sea una integración entre la izquierda.
Si me preguntas si el PT tiene opinión sobre lo que es mejor para América Latina y el Caribe yo no tengo dudas: que venza Chávez. Una victoria de la derecha en Venezuela causaría un problema enorme para los procesos de integración.
 


Comentando algumas idéias do Ricardo Antunes

O texto abaixo é parte de um debate travado, no grupo eletrônico da Articulação de Esquerda, acerca de algumas idéias do professor Ricardo Antunes.

(...)


Voltando ao texto do Ricardo Antunes: seu objetivo é compreender por que vem ocorrendo uma relativa desmobilização da sociedade brasileira e, em particular, dos organismos de representação da classe trabalhadora.

A questão traz, implícito, o seguinte raciocínio: o nível e a forma de mobilização existente entre o final dos anos 70 e o final dos anos 80 são paradigmáticos.

Infelizmente, este raciocínio é falso. O normal, o padrão, o paradigma, não é a luta intensa, a mobilização intensa, a organização intensa, a politização intensa.

O normal é a relativa desmobilização.

A questão traz implícita, também, uma certa mitificação sobre o que de fato ocorreu nos anos 70 e 80.

Exemplo clássico: é verdade que houve avanços significativos na luta pela autonomia e liberdade dos sindicatos. Mas é bom lembrar, sempre é bom lembrar, que o novo sindicalismo que predominou nos anos 80 não foi o das oposições sindicais, mas sim o sindicalismo tipo ABC, do qual Lula é o exemplo principal: alguém que virou diretor e virou presidente do sindicato, a partir de uma diretoria convencional, para não dizer pelega.

Juntando os dois raciocínios: os anos 80 foram uma exceção na história do Brasil, na história da esquerda brasileira e na história do sindicalismo brasileiro, um período no qual setores formados principalmente na luta sindical foram empurrados para uma ação política.

Nos anos 90, quando a exceção refluiu, aqueles setores voltaram para seu leito natural, para seu comportamento normal. Foi esta esquerda anos 90 (normal) que chegou ao governo em 2002.

Onde está a diferença entre isto que estou falando e aquilo que Antunes fala? Poderia resumir a diferença nas aspas. Vejam o que ele diz: a vitória da “esquerda” no Brasil ocorria quando ela estava mais fragilizada, menos respaldada nos pólos centrais que lhe davam capilaridade, como a classe operária industrial, os assalariados médios e os trabalhadores rurais.

Veja: quem ganhou as eleições de 2002 foi a esquerda realmente existente. E ganhamos entre outros motivos porque esta esquerda estava respaldada nos pólos centrais que lhe davam capilaridade, como a classe operária industrial, os assalariados médios e os trabalhadores rurais.

Ao usar aspas na palavra esquerda, ao duvidar do respaldo que o PT tinha em 2002 (e segue tendo) na classe trabalhadora, Antunes revela que ele trabalha com conceitos apriorísticos, não com as classes realmente existentes, na luta de classes realmente existente.

Qual é o problema deste tipo de análise?

O problema não está no excesso de adjetivos. O problema está em que ela nos remete para um beco sem saída.

Pois uma coisa é dizer que ganhamos as eleições de 2002 num cenário completamente diferente de 1989, com um PT completamente diferente, com uma classe trabalhadora completamente diferente, com um cenário internacional e nacional totalmente diferente.

Outra coisa é não aceitar, não perceber que, apesar disto tudo, a realidade segue contraditória.

Se o PT é o Partido da Ordem, o PSDB é o que mesmo? Se o Brasil estava desertificado em 2002 e o PT desvertebrado, por qual motivo contabilizamos alguns progressos na vida da classe trabalhadora, de 2003 até hoje?

Na análise, como na realidade, a quantidade se transforma em qualidade. Uma coisa é listar todos os fenömenos conservadores que atingiram o mundo, o Brasil e o PT nos anos 90. Outra coisa é recusar-se a ver o óbvio: que apesar disto tudo, apesar de todos estes fenômenos, ainda sim conseguimos impedir o neoliberalismo de ir até o fim, conseguimos impor derrotas eleitorais a eles, conseguimos reverter parcialmente algumas políticas etc.

Vejam a síntese que Antunes faz do governo Lula: sua política econômica ampliou a hegemonia dos capitais financeiros; preservou a estrutura fundiária concentrada; deu incentivo aos fundos privados de pensão; determinou a cobrança de impostos aos trabalhadores aposentados, o que significou uma ruptura com parcelas importantes do sindicalismo dos trabalhadores, especialmente públicos, que passaram a fazer forte oposição ao governo Lula.

Suponhamos que isto tenha sido 100% assim. Pergunto: foi só isso?

Antunes sabe muito bem que não foi só isto. Mas vejamos o que ele diz: A sua alteração mais significativa, no segundo mandato, foi uma resposta à crise política aberta com o mensalão, em 2005. Era necessário que o novo governo ampliasse sua base de sustentação, desgastada junto a amplos setores da classe trabalhadora organizada. Foi então que ocorreu uma alteração política importante: o governo ampliou o programa Bolsa-Família, uma política social de perfil claramente assistencialista, ainda que de grande amplitude, que atinge mais de 12 milhões de famílias pobres com renda salarial baixa e que por isso recebiam um complemento salarial. E foi esta política social – assumida como exemplo pelo Banco Mundial – que ampliou significativamente a base social de apoio a Lula, em seu segundo mandado. Ela atingia os setores mais pauperizados e desorganizados da população brasileira, que normalmente dependem das políticas do Estado para sobreviver.

O parágrafo anterior está fundamentalmente errado.

O erro fundamental está no seguinte: depois de 2005, o governo Lula promoveu uma inflexão na política macroeconômica, reduzindo as concessões ao setor neoliberal e ampliando as políticas de corte desenvolvimentista.

A bolsa-família faz parte destas políticas, mas está longe de ter sido a política mais relevante, nem macroeconomicamente, nem microeconomicamente. O relevante foi a política de elevação do salário mínimo, com impacto nas aposentadorias, mais a geração de empregos, mais a formalização.

Os dados comprovam isto. Mas admitir isto contradiz a tese, tão adorada pelos esquerdistas e pelos tucanos, segundo a qual a popularidade de Lula provém do assistencialismo.

Mas como não dá para negar a realidade, Antunes concede que em comparação ao governo de FHC, a política de aumento do salário mínimo, ainda que responsável por um salário vergonhoso e inconcebível para uma economia do porte da brasileira, significou efetivos ganhos reais em relação ao governo tucano.

Antunes também reconhece que, em 2007/08, o governo tomou medidas claras no sentido de incentivar a retomada do crescimento econômico (...) expandindo fortemente o mercado interno brasileiro.

Mas, insisto: a quantidade se converte em qualidade. Ao superestimar o papel do bolsa família (ou seja, daquilo que Antunes chama de assistencialismo) e ao subestimar o papel do emprego, do salário mínimo e do reajuste nas aposentadorias, Antunes chega a conclusões políticas equivocadas sobre o governo Lula.

Uma destas conclusões, também implícita, é a seguinte: como os pilares da tragédia brasileira não foram tocadas pelo governo Lula, como a classe trabalhadora está supostamente em luta contra estes pilares, logo  a classe trabalhadora só não se chocou contra o governo Lula porque as direções sindicais foram cooptadas.

Veja: a cooptação sindical pelo Estado é a regra, no Brasil, desde os anos 30. Apesar disto, em várias conjunturas o movimento sindical cumpriu um papel firme em defesa da classe trabalhadora. E, em todas as conjunturas, a classe trabalhadora sofreu mais pela ausência dos sindicatos (mesmo que cooptados) do que pela presença deles.

Evidente que devemos lutar por um sindicalismo independente do Estado. Mas atenção: frente a política sindical neoliberal, a postura hegemônica no governo Lula é um avanço relativo, não um retrocesso.

Podemos e devemos dizer que está muito, muito longe, do que defendemos. Mas eu prefiro um governo que reconhece e repassa verbas para o movimento sindical, do que um governo que tem como política sistemática asfixiar e destruir o movimento sindical.

Por fim um detalhe curioso: Antunes, assim como a Veja, não gosta de que centenas de ex-sindicalistas passaram a participar, indicados pelo governo, do conselho de empresas estatais e de ex-estatais, com remunerações polpudas.

Eu acho que as remunerações polpudas deveriam ser cortadas e são sim um fator de corrupção pessoal, política e ideológica. Mas não acho que seja um defeito do governo Lula indicar ex-sindicalistas para cargos importantes. O defeito é o oposto: ter mantido tantos tucanos, tantos direitistas, tanta gente ligada ao empresariado.

Por fim: Antunes fala que para a retomada de um sindicalismo de classe e de esquerda, há um bom caminho a percorrer. Mas talvez seu primeiro desafio seja criar um pólo sindical, social e político de base que não tenha medo de oferecer ao país um programa de mudanças profundas, capazes de iniciar a desmontagem das causas estruturantes da miséria brasileira e de seus mecanismos de preservação da dominação.

Certamente temos um bom caminho a percorrer.

Uma analogia: trata-se de fazer existir, nos dias de hoje, exista um pólo sindical, social e político que cumpra papel semelhante ao que cumpriu o ABC no final dos anos 70.

Mas para que isto ocorra, o primeiro desafio não é o de ter uma vanguarda que não tenha medo.

O primeiro desafio é o de perceber que, como nos anos 70, uma nova vanguarda vai surgir das lutas da classe trabalhadora realmente existente. E não da classe trabalhadora dos nossos sonhos, na conjuntura dos nossos sonhos.

(...)







sábado, 21 de abril de 2012

Entrevista para um jornal de Goiás

http://www.jornalopcao.com.br/posts/reportagens/china-ultrapassara-eua-ate-2020

Entrevista | Valter Pomar

“China ultrapassará EUA até 2020”
Historiador e dirigente nacional do PT diz que Lula não volta em 2014, quer que a Comissão da Verdade puna torturadores e traz revelações sobre a Chacina da Lapa , ocorrida em 1976
Fernando leite/Jornal Opção
Secretário-executivo do Foro de São Paulo, o historiador Valter Pomar diz que a crise econômica já atingiu o Brasil


Renato Dias

Especial para o Jornal Opção

A crise econômica que atingiu os EUA e contaminou a Europa já chegou ao Brasil, informa ao Jornal Opção o doutor em História e secretário-executivo do Foro de São Paulo, Valter Pomar (SP). Segundo ele, o que há é um esgotamento do modelo neoliberal e uma crise cíclica do capitalismo. Pomar avalia que a China poderá ultrapassar os EUA até o ano de 2020 e se tornar a maior potência econômica mundial. O historiador não acredita que o vendaval da economia mundial, os escândalos de corrupção na Esplanada dos Ministérios e a rebelião da base aliada ameacem a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT). Mais: aposta que Luiz Inácio Lula da Silva não retornará em 2014. Ele diz querer que a Comissão da Verdade puna acusados de violar os direitos humanos à época da ditadura civil e militar (1964-1985), traz revelações sobre a Chacina da Lapa (1976) e lembra que Pedro Pomar, morto em 1976, apontou que a guerrilha do Araguaia (1972-1975), organizada pelo PCdoB, com inspiração maoísta, ocorrida no Norte de Goiás (atual Tocantins) e Sul do Pará, foi um erro estratégico. Aos 46 anos de idade, anuncia a realização de mais uma edição do Foro de São Paulo, lembra que as Farc (da Colômbia) não integram a instância e analisa que existe possibilidade real de a guerrilha colombiana depor as armas, celebrar armistício e integrar-se à vida política institucional do País.


A crise iniciada nos EUA em 2008 e que afetou a Europa em 2012 pode atingir o Brasil?
A crise já atingiu. Ela afeta a capacidade de compra dos EUA e da Europa. Com isso, eles compram menos produtos brasileiros. Os EUA para atacarem a crise imprimem dólar, para baratear as suas exportações.  O que faz com que entrem mais produtos dos EUA aqui. O Brasil tem mais dificuldade para vender lá fora seus produtos porque eles passam a ficar mais caros em dólar. Mais: empresas brasileiras começam a tomar empréstimos lá fora, já que os juros estão muito baixos e muitas empresas estrangeiras que operam no Brasil ampliam as suas remessas de lucros para fora, para compensar os prejuízos que as matrizes estão tomando. A crise já bateu no Brasil. Mas como Lula e Dilma adotaram medidas de proteção da economia brasileira ela não pegou com tanta intensidade. A tendência é de EUA e Europa tentarem descarregar a crise nas costas das periferias do mundo e, inclusive, nas costas do Brasil.


O que motivou a crise na Europa?
Nas décadas de 50, 60 e 70, eles tinham economias poderosas, com elevado grau de industrialização. Com o Estado do Bem-Estar Social consolidado, muito forte. Ao longo dos anos, a taxa de crescimento acabou diminuindo. Cada vez mais. Com Margareth Thatcher (1979-1991), eles descobriram a fórmula mágica neoliberal: reduziram o Estado do Bem-Estar Social, hipertrofiaram o poder do setor financeiro, expandiram empresas para o resto do mundo. O resultado, num primeiro momento, foi positivo. Depois, esse crescimento fundado no endividamento, no setor financeiro e na desregulamentação, esse modelo entrou em crise e mostrou seu lado perverso. Os países mais pobres são os primeiros a quebrar. Os governos conservadores jogam a crise nas costas dos trabalhadores. Cortam salários, destroem conquistas. A Grécia está, por exemplo, à beira da explosão social.


A crise é do modelo econômico ou do modo de produção capitalista?
As duas coisas. O capitalismo que existe no mundo desde os anos 70 é neoliberal. Com o setor financeiro dominante, liberdade total dos capitais e com um peso reduzido da intervenção do Estado na área social. O circuito não fecha. Com baixos salários não há consumo dos produtos. Esse modelo está em crise. Por isso, a crise é tão profunda.


Até quando a China continuará sendo o motor da economia mundial?
A China ultrapassará o PIB dos EUA até 2020, 2025. Isso começou com o acordo entre Mao-Tsé-Tung e Nixon, há 40 anos. De 1972. Desde que seja mantido o ritmo de crescimento atual. Graças a esse acordo, a China recebeu investimentos externos que ela colocou em zonas protegidas. Nos anos 80 houve mudanças na economia, com abertura seletiva e controlada para o capital estrangeiro. Há 30 anos a China cresce a uma média de até 11% ao ano. A tendência é de que a China continue sendo a fábrica do mundo. Mas os EUA ameaçam reagir: com armas e dólares.


Cuba tende a adotar o modelo chinês: economia de mercado, abertura ao capital estrangeiro e monopólio do poder político pelo PC?
Eles dizem que não. Os comunistas de Cuba e do Vietnan dizem que os seus respectivos modelos têm diferenças importantes em relação ao modelo chinês. Mas a inspiração é a mesma.  A de que nessa etapa de construção do socialismo é necessário  contar em algum nível com as empresas privadas e com cooperativas de trabalhadores. O Estado deveria controlar o que é geral.


Fernando Haddad ameaça a hegemonia do PSDB em São Paulo?
Espero que sim. O PT administra o Brasil desde 2003 e obteve indicadores econômicos e sociais relevantes: redução da pobreza, ampliação da classe média, participação da renda na riqueza nacional. Mas em São Paulo essas alterações acontecem num patamar inferior ao restante do Brasil.


A crise econômica mundial, os escândalos de corrupção na Esplanada dos Ministérios e a rebelião da base aliada ameaçam o projeto de reeleição de Dilma Rousseff?
Não. Esse quadro é muito complexo. Primeiro, uma situação internacional que exige medidas extraordinárias. Medidas de proteção do câmbio, de fortalecimento da indústria nacional, que o governo federal tomará, que criará problemas com a base, em um ano de eleições municipais. Não vejo que esses fatores chegarão a atrapalhar a popularidade de Dilma, Lula e de aprovação do PT


Lula volta em 2014?
Nenhuma chance. Lula será o primeiro cabo eleitoral de Dilma Rousseff. Ela será a candidata do PT em 2014.


A Comissão da Verdade deveria punir torturadores?
Acredito que sim. Mas a lei é controversa. A Anistia de 1979 era de uma anistia recíproca. O problema é de que essa versão, pelo Direito Internacional, hoje, é de que tortura é crime imprescritível e que desaparecimento forçado é crime de sequestro continuado. As leis de anistia não cobrem crime continuado. A Comissão da Verdade poderá fornecer elementos para o julgamento e condenação dos acusados de violações dos direitos humanos à época da ditadura civil e militar no Brasil.


Qual sua leitura sobre a atual inquietação nos quartéis?
Indecente.


Há algo a ser revelado na Chacina da Lapa?
Duas informações fundamentais já foram reveladas: a de como a casa onde ocorria a reunião do comitê central do PC do B, em dezembro de 1976, foi descoberta: um militante, Jover Telles, teria sido preso e informou à repressão do local e data do encontro. Quando o Exército cerca a casa, em dezembro de 1976, eles esperam a saída de algumas pessoas e quando imaginavam que estavam na casa apenas os sobreviventes da guerrilha do Araguaia — Ângelo Arroyo, Pedro Pomar, João Amazonas — eles a invadem para matar. É preciso dizer que um dos presos, João Batista Drummond, foi morto sob tortura. A sua fuga e morte por atropelamento foi um farsa que precisa ser desmascarada. É preciso encontrar essa documentação. Mesmo que a Comissão da Verdade não resulte em punição é preciso que a verdade venha à tona.


Qual a posição de Pedro Pomar sobre a guerrilha do Araguaia?
Pedro Pomar tinha uma posição, que ficou relatada em documento apresentado ao Comitê Central do PCdoB, que considerava a guerrilha do Araguaia um erro do ponto de vista estratégico. Primeiro porque a guerrilha do Araguaia não foi uma guerra popular prolongada, não era como os chineses tinham feito, mas um foco. Essa experiência cometeu um equívoco, em um país de maioria urbana, sem apoio de massas, no campo, onde a classe operária tinha um peso significativo. Ele tinha uma posição muito crítica. Ele disse isso em 1976, dois anos antes das greves do ABC, que acelerou o fim da ditadura militar. Mas acabou prevalecendo no partido uma posição distinta defendida por João Amazonas, que à época estava fora do Brasil.


Qual o destino do Foro de São Paulo?
Criado por iniciativa de Lula e de Fidel Castro, pelo PT e pelo PC Cubano, o Foro de São Paulo nasceu em 1990. Com a participação de partidos de esquerda, socialistas, comunistas, nacionalistas... Um leque ideológico variado. Já está em sua 18ª edição. Em seu 23º ano. Ele possui uma estrutura simples, enxuta: grupo de trabalho formado por 32 pessoas, de 16 partidos políticos. Ele funciona com uma secretaria-executiva. O Foro de São Paulo encarregou o PT de gerenciar a secretaria-executiva. Desde 2005 o PT me indicou. O próximo encontro ocorrerá dias 4, 5 e 6 de julho, em Caracas, Venezuela.

As Farc integram o Foro de São Paulo?
As Farc não fazem parte do Foro de São Paulo. Da Colômbia, quem o integra é o Polo Demo­crático Alternativo.


Há possibilidade de celebração do fim da guerrilha e de assinatura de um acordo de paz na Colômbia?
Nós trabalhamos por isso. Por uma paz justa, negociada, na Colômbia. A reintegração da guerrilha à vida política e social. Com reformas estruturais no País. Para acabar com as desigualdades econômicas e sociais. A guerrilha emitiu um sinal de que está disposta a negociar uma posição de paz. Agora, para a ultradireita colombiana é útil, interessante, para receber apoio, financiamentos norte-americanos. Agora, quem mais morre na Colômbia é sindicalista.

sábado, 14 de abril de 2012

Atividade em Lima

No endereço abaixo, está um resumo de atividade realizada em Lima, no princípio de abril.

http://puntodevistaypropuesta.blogspot.com/2012/04/valter-pomar-foro-de-sao-paulo-y.html
Além desta, também participei de duas reuniões, uma com Ciudados por el Cambio e outra com os partidos peruanos que integram o Foro de São Paulo, a saber: o Partido Socialista, os dois partidos comunistas e o Partido Nacionalista.

Uma correção ao resumo feito por César Aching Guzmán: Felipe Cossio del Pomar não é meu avô e sim meu bisavô, pai portanto de Pedro Pomar.