sábado, 22 de abril de 2017

NOTA DE ESCLARECIMENTO À MILITÂNCIA DO PT ALAGOAS

01 - Esclarecemos aos filiados e filiadas do Partidos dos Trabalhadores de Alagoas que até o momento a Comissão Organizadora Estadual (COE), responsável por coordenar a etapa Alagoas do 6º Congresso Nacional do PT -  Marisa Letícia Lula da Silva, NÃO CONCLUIU a sistematização do resultado final que determina a composição das delegações ao Congresso Estadual de Alagoas.

02 - Encontra-se pendente a regularização da Chapa Partido Militante e de Luta (nº480), que na sua composição não cumpre os requisitos estatutários e regulamentares de paridade de gênero (50%) e de cota juventude (20%), conforme aponta o SISPED.

03 - A chapa MudaPT apresentou recurso para que se procedesse a regularização da Chapa Partido Militante e de Luta, sendo o mesmo aprovado por consenso em reunião da Executiva Estadual do PT Alagoas ocorrida no dia 03 de abril de 2017.

04 - Em 07 de abril de 2017 a Secretaria Nacional de Organização (SORG), por meio do ofício Nº 023/17, DETERMINOU que se cumprisse a regularização da Chapa Partido Militante e de Luta (nº 480).

05 - Desta forma a Chapa Partido Militante e de Luta (nº480), que inscreveu 17 filiados e filiadas jovens, tem o direito de credenciar até 86 delegados e delegadas no Congresso Estadual, obedecendo o percentual estatutário e regulamentar.

06 - Conforme o Regulamento, as vagas de delegados e delegadas remanescestes da Chapa Partido Militante e de Luta (nº480) serão preenchidas pelas demais chapas inscritas ao Congresso Estadual na proporção dos votos obtidos por essas.

07 - A etapa Alagoas do  6º Congresso Nacional do PT -  Marisa Letícia Lula da Silva, terá 250 delegados e delegadas assim distribuídos:
Chapa 410-  Unidade pela Reconstrução do Partido, 42 (16,8%);
Chapa 413- MudaPT, 122 (48,8%);
Chapa 480- Partido Militante e de Luta, 86 (34,4%).

08 - Conclamamos a militância petista para fazer da etapa Alagoas do  6º Congresso Nacional do PT -  Marisa Letícia Lula da Silva (05, 06 e 07 de maio de 2017), um importante espaço de revitalização para o PT, de organização da classe trabalhadora para as batalhas de enfrentamento ao Golpe, de defesa da democracia e dos direitos sociais e do nosso País.

Maceió, 19 de abril de 2017.
#MudaPT

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Texto publicado na tribuna de debates do congresso nacional do PT

NOTA CONTRA MANOBRA NA APURAÇÃO DE RECURSOS DO PED-SP

A Comissão Organizadora Eleitoral (COE) do PT-SP se reuniu nesta quarta-feira, 19 de abril, com uma pauta definida: analisar os recursos do PED. Para colaborar na discussão democrática sobre estes recursos, estiveram presentes representantes de chapas estaduais e as partes envolvidas.

Com uma hora e meia de atraso, a reunião foi instalada e iniciou com o informe da SORG-SP sobre a impossibilidade de apuração dos recursos pela COE, pois supostamente esta seria uma atribuição da Câmara de Recursos, que seria então convocada para o dia seguinte.  Entretanto, sob a coordenação da própria SORG-SP, a prática da COE tem sido analisar recursos e emitir parecer para a Comissão Executiva Estadual julgar, não havendo nada no regimento que a impeça de exercer esta função.

Mais grave: foi a Executiva Estadual do PT que encaminhou os recursos à COE. Portanto, a orientação da SORG-SP de instalar a Câmara de Recursos contraria decisão da Executiva.

O adiamento da análise dos recursos impõe arbitrariamente um prejuízo a quem busca a apuração das fraudes e a punição de seus responsáveis. Mais um dia sem acesso a informações como listas de municípios, por exemplo, significa extinguir o único dia útil que restava até a reunião da Executiva Estadual, marcada para a próxima segunda-feira (24), a quem caberia a palavra final do PT-SP sobre os recursos.

Cabe ressaltar que a Câmara de Recursos costuma ser convocada com uma semana de antecedência. Mas desta vez foi convocada com apenas 18 horas de antecedência. Qual a condição dos membros analisarem os casos? A COE está familiarizada com estes recursos desde o recebimento, solicitação de contrarrazões e convocação da reunião desta quarta-feira.

Por que não aproveitar que a COE estava reunida, com a presença das partes envolvidas e dos representantes das chapas, para emitir os pareceres para a Executiva Estadual? Presenciamos uma manobra escancarada para esvaziar o espaço de debate, desperdiçar a organização de companheiros e companheiras que vieram acompanhar os recursos e limitar a reunião à mera aferição dos recursos protocolados.

Depois de horas de atraso e debates, chegou-se a um ponto injustificável de encaminhamento. Dada a falta de consenso, ao invés de uma votação clara e objetiva das propostas apresentadas – remeter os recursos à Câmara ou analisá-los na COE – a SORG-SP, que coordenava a reunião, ignorou os pedidos de registro em ata e de votação das propostas e decidiu monocraticamente que nada seria discutido ali e que os recursos serão julgados nesta quinta-feira, às 10h, pela Câmara.

O motivo de tudo isso é evidente: como as decisões da Câmara de Recursos que obtém mais de 75% de votos tem caráter terminativo e não são encaminhadas à Executiva Estadual, aos interessados em apurar as fraudes e punir seus responsáveis restaria apenas a instância nacional para recorrer das decisões tomadas. Além disso, pretendem realizar a reunião da Câmara a portas fechadas, restringindo a participação dos representantes das chapas e membros da COE.

Denunciamos a manobra conduzida pela SORG-SP e convidamos a militância a cerrar fileiras contra as fraudes que prejudicam o 6º Congresso do PT.


São Paulo, 20 de abril de 2017.

Alessandra Dadona – secretária estadual de movimentos populares do PT-SP
Aline Andrade Rocha – representante da chapa “Mudar o Partido – Oposição pra valer!”
Elói Pietá – representante da chapa “Renovar o PT para transformar o Brasil”
Januário Figueiredo de Almeida – representante da chapa “Optei por um partido construído pela base”
João Paulo Rillo – deputado estadual
José Américo – deputado estadual
Rodrigo Cesar – representante da chapa “A esperança é vermelha em SP”
Sérgio Zimke – membro da chapa “Mudar o Partido – Oposição pra valer!”
Silvana Donatti – secretária estadual de assuntos institucionais do PT-SP
Tiago Soares – membro do diretório estadual do PT-SP

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Eles querem rachar o PT?

Participei no dia 17 de abril de um debate sobre a reforma da previdência. 

Neste debate, um dos participantes afirmou que a reforma da previdência seria um "tiro no pé" do capitalismo brasileiro, pois estaria nos levando para um capitalismo sem consumidores. 

É uma tese sedutora, mas incorreta, sustentada na fantasia de um capitalismo harmônico, equilibrado, baseado na produção e venda de mercadorias a consumidores cujos salários provém das empresas produtoras das tais mercadorias.

Lembrei do ocorrido neste debate ao ler o texto de Rochinha, Florisvaldo e Farina, publicado no dia 18 de abril na "tribuna de debates" do Congresso do PT. 

A íntegra do texto assinado pela troika pode ser lida ao final destes comentários.

Qual a relação entre uma coisa e outra? 

Explico. 

Os três integram uma tendência chamada "Construindo um novo Brasil". 

Esta tendência é atualmente majoritária na direção nacional do PT. 

Logo, deveria ser a maior interessada no sucesso do Congresso do Partido. 

Sucesso que supõe enfrentar com o rigor do regimento as inúmeras denúncias de que teria havido fraudes na eleição partidária dia 9 de abril. 

Especialmente na situação política que estamos atravessando, não pode pairar nenhuma dúvida sobre a legalidade e a legitimidade do processo de eleição dos delegados e delegadas, bem como das direções e presidências partidárias.

Entretanto e contraditoriamente, em muitos dos estados em que há denúncias de fraude, tem prevalecido o desprezo olímpico pelas provas e evidências (por exemplo, cidades com 100% de participação e 99% de votos numa determinada chapa), a desatenção com os procedimentos e principalmente uma atitude burocrática e desatenta às consequências políticas disto tudo. 

Por exemplo, o risco de que o Congresso nacional seja contaminado pelo debate acerca das fraudes.

Frente a isto, a primeira reação é acreditar que alguns dirigentes da CNB estariam dando um tiro no pé, ou seja, estariam agindo contra seus próprios interesses.

Infelizmente, como no caso da reforma da previdência, esta é uma tese sedutora, mas errada. 

A leitura do texto da troika (que, curiosamente, é escrito na primeira pessoa) mostra que o que está ocorrendo é perfeitamente compatível com a concepção que os signatários -- e, portanto, de um setor da tendência hoje majoritária -- têm acerca da política e do Partido. 

Vamos aos pontos que revelam isto.

O texto comemora o "comparecimento de quase 300 mil filiados" e a realização de "encontros municipais em quase quatro mil municípios".

Na verdade, encontros não houve em lugar nenhum. Houve votação em urnas, algo bem diferente. Além disso, se é verdade que o comparecimento deve ser comemorado, também é verdade que foi o menor comparecimento relativo desde 2001.

O texto afirma, então, que "o jogo está só começando. Temos que ter a grandeza e deixar exigências pontuais de lado, pensar no Brasil que passa por um momento extremamente difícil e preservar a unidade da corrente CNB no partido, porque ela é a principal ferramenta para a assegurar e legitimar a democracia interna do PT".

Repito: "preservar a unidade da CNB no partido", porque ela é "a principal ferramenta para a assegurar e legitimar a democracia interna do PT".

Dito de outra maneira: o que é bom para a CNB é bom para o PT

Eis o porquê da atitude desassombrada e sobranceira frente às fraudes.

Eis o porquê, também, da confusão entre o Partido e a tendência, explícita na seguinte frase: "Peço aos dirigentes e delegados/as da CNB que se apressem em resolver pendências políticas que ficaram dos encontros municipais, para que a Secretaria Nacional de Organização possa concluir rapidamente os seus trabalhos".

Não é genial? Um artigo escrito ou pelo menos assinado pelo secretário nacional de organização do Partido, o companheiro Florisvaldo, deixa claro que para que a Sorg (uma instância do Partido) possa "concluir rapidamente os seus trabalhos", é preciso que a CNB (uma tendência) se apresse em resolver suas "pendências políticas".

O texto fala, também, que os dirigentes e militantes da CNB foram orientados a "procurar não errar para não dar munição àqueles que historicamente em todos os PED´s tentam ganhar no tapetão, se utilizando de usinas de recursos". 

Ao assinar este texto, o secretário nacional de organização destrói a legitimidade de sua atuação na Câmara de Recursos. 

Pois está clara qual sua posição sobre os recursos que porventura afetem a votação de chapas vinculadas a CNB: "Tapetão" e "Usina de recursos".

Mas o grande momento do texto da troika está ao final: "o momento é grave e exige paciência, tolerância e tomada de decisões firmes. O mundo externo tenta nos eliminar".

O mundo externo tenta nos eliminar???

Não é a classe dominante, o empresariado, a direita, a mídia, os coxinhas.

É o "mundo externo". O mundo!!!

Paranoias a parte, quem acredita nisto é levado a tratar, da mesma forma, o inimigo de classe e o adversário interno.

Por isto, as fraudes não são um tiro no pé. 

São consequência direta de uma orientação que trata os adversários internos como inimigos do Partido. Mesmo que o preço seja colocar em questão a legitimidade das instâncias e, no limite, rachar o Partido.

Já que a troika falou do "mundo externo", eu concluo citando Snoopy, que num quadrinho célebre afirmou: "desisti de tentar entender o mundo, agora ele que tente me entender".

Eu entendi a troika e até onde ela pretende chegar. E não gostei nada do que entendi. 

Espero que o restante da CNB discorde publicamente da troika, desautorize o fracionismo e garanta a unidade partidária.




Segue o texto citado.

http://www.pt.org.br/florisvaldo-rochinha-e-farina-a-historia-ja-nos-deu-muitas-licoes/

Antes dos encontros municipais encaminhei um texto aos militantes do Partido pedindo esforço na mobilização para a realização dos mesmos.

O esforço dos dirigentes e da militância fez acontecer um PED plenamente vitorioso no comparecimento de quase 300 mil filiados ao PT para exercerem o seu voto. E diante do momento grave que nós estamos vivendo – ante as perseguições da elite e da polícia em relação aos petistas e ao partido – conseguimos realizar os encontros municipais em quase quatro mil municípios.

O resultado é a prova cabal de um partido que tem as suas raízes fincadas em um projeto histórico de ação e de luta nos movimentos social e sindical e nas comunidades.

Mas o jogo está só começando. Temos que ter a grandeza e deixar exigências pontuais de lado, pensar no Brasil que passa por um momento extremamente difícil e preservar a unidade da corrente CNB no partido, porque ela é a principal ferramenta para a assegurar e legitimar a democracia interna do PT.

A prioridade é discutir política, propor ações para dar ao conjunto do partido condições de avançar, sobretudo na preparação das eleições gerais de 2018.

Quero chamar a atenção dos integrantes da CNB para que façam uma profunda reflexão e trabalhem a unidade de suas direções, delegados e filiados na escolha das direções estaduais e da direção nacional. É bom lembrar que o registro dos delegados e delegadas para participar das escolhas de direções estaduais e nacional termina no próximo dia 20 de abril.

Todo o cuidado é pouco. Peço aos dirigentes e delegados/as da CNB que se apressem em resolver pendências políticas que ficaram dos encontros municipais, para que a Secretaria Nacional de Organização possa concluir rapidamente os seus trabalhos.

A princípio, os acordos políticos internos para a formação de direções, aonde tiver mais de uma linha de pensamento, devem se dar em torno das CNB´s estaduais. Depois devemos avançar para correntes que sempre tiveram maior aproximação conosco. Isto não quer dizer que não devemos conversar e procurar acordo com as demais frentes, pelo contrário, devemos sim, desde que esses acordos estejam pautados em princípios gerais nacionais, e não em visões mesquinhas que priorizem exclusivamente os seus projetos individuais ou de grupos locais, tanto internamente quanto externamente, em disputas eleitorais e especialmente sobre troca de delegados. Para nós isto não é acordo, é acerto. Já vimos este filme e ele não deu certo.

No documento anterior, chamei a atenção dos/as dirigentes e militantes da CNB para fazer uma fiscalização firme, procurar não errar para não dar munição àqueles que historicamente em todos os PED´s tentam ganhar no tapetão, se utilizando de usinas de recursos. Lembrem-se que o momento é grave e exige paciência, tolerância e tomada de decisões firmes. O mundo externo tenta nos eliminar.

Mais vale um pássaro na mão do que dois voando.

Bons encontros, companheiros e companheiras da CNB.

Um abraço!

VIVA A LUTA!

Por Francisco Rocha da Silva, Rochinha, Coordenador Nacional da CNB; Florisvaldo Raimundo de Souza,
Secretário Nacional de Organização/PT e coordenador da CNB;  João Paulo Farina, Secretário Nacional de Juventude e coordenador da CNB, para a Tribuna de Debates do 6º Congresso. 

Fraudes comprometem o congresso do PT em Minas Gerais

MANIFESTO DA CHAPA MUDA PRA VALER
FRAUDES COMPROMETEM O CONGRESSO DO PT EM MINAS GERAIS

Se não praticamos a ética em nosso próprio partido, com qual credibilidade nos apresentaremos ao povo brasileiro?

1. O processo de eleições diretas (PED) do PT de Minas Gerais está sob suspeita e a credibilidade do Congresso do Partido está comprometida. Durante e após o PED, a chapa Muda Pra Valer impetrou diversos recursos junto à Comissão Organizadora Estadual e à Comissão Organizadora Nacional, apontando indícios de fraudes generalizadas, mas nenhum deles foi respondido ou contestado. Os recursos apontam para duas vertentes de fraudes sistêmicas.

2. Em primeiro lugar, o caso de municípios inscritos para realizar a eleição de delegados ao Congresso Estadual sem que neles houvesse inscrição de chapas para a eleição dos respectivos diretórios municipais. Neste caso, baseada no regimento do Congresso, a chapa Muda Pra Valer impetrou recurso solicitando os nomes dos responsáveis pelas inscrições, bem como os seus comprovantes. O recurso não foi atendido. Participaram do PED, nesta situação, 239 municípios dos 335 habilitados. Neles, a taxa média de comparecimento dos filiados aptos a votar foi de inacreditáveis 63,37%, contra uma taxa média de comparecimento de 31,81% na totalidade dos municípios que participaram do PED, e de 25,78% nos municípios onde ocorreram, simultaneamente, eleições para os diretórios municipais. Não é crível que em municípios que não tiveram condições de eleger suas direções locais houvesse tamanha capacidade de mobilização. Nesta situação, participaram, supostamente, quase 14.000 filiados – um terço dos que votaram oficialmente no PED –, destinando inacreditáveis 93% dos votos a uma das chapas: Frente Petistas Minas Contra o Golpe.

3. Em segundo lugar, o caso de municípios onde o PED foi realizado sem nenhuma fiscalização e com taxas de comparecimento flagrantemente acima da média. A chapa Muda Pra Valer solicitou a impugnação das votações em 89 municípios nesta situação, nos quais a taxa média de comparecimento dos filiados foi de mais de 77%, atingindo, em um deles, São Gonçalo do Rio Preto, impossíveis 275%. Neste caso, estão sob suspeita os votos de mais de 11.000 filiados, mais de 98% deles destinados a uma única e mesma chapa, acima nominada.

4. A tabela abaixo fala por si só:
 Eleitores aptosVotos válidosComparecimento
Apuração oficial135.67343.15631,81%
Municípios sem eleição para diretórios municipais21.77013.79663,37%
Municípios com eleição para diretórios municipais113.90329.36025,78%
Municípios com fortes indícios de fraude e sem fiscalização11.3188.74577,27%

À guisa de comparação, em Belo Horizonte – capital do estado, onde o PT elegeu prefeitos por dezesseis anos consecutivos, tem uma bancada de vereadores, disputou as últimas eleições municipais com candidato próprio e mantém uma presença ativa na vida política –, a taxa de participação dos filiados aptos a votar foi de 9,28%.

As fraudes denunciadas pela chapa Muda Pra Valer alteraram significativamente a votação das chapas inscritas no PED e sua representação no Congresso Estadual, como se constata na tabela abaixo. Alteraram, também, o quorum com base no qual serão eleitos os delegados ao Congresso Nacional, aumentando grandemente a participação de delegados mineiros. A votação da chapa Muda Pra Valer, com a impugnação das fraudes, irá de 11,52% para 20,67%. A votação da chapa Frente Petistas Minas Contra o Golpe, beneficiária das fraudes, cairá de 85,92% para 75,16% dos votos, encolhendo em espantosos 21.462 votos – mais de 50% dos votos válidos registrados na apuração oficial.

 Votos válidosChapa 400Chapa 410Chapa 420Chapa 430
Votos%Votos%Votos%Votos%
Apuração oficial (A)42.01036.09585,92%6861,63%3880,92%4.84111,52%
Municípios sem eleição para diretório (B)13.79612.86793,27%1040,75%940,68%7315,30%
Municípios com fortes indícios de fraude e sem fiscalização (C)8.7458.59598,28%350,40%290,33%860,98%
Resultado real
(A – B – C)
19.46914.63375,16%5472,81%2651,36%4.02420,67%

6. As forças presentes nacionalmente no Muda PT lutaram, desde 2016, pela convocação de um Congresso Extraordinário do partido, com o objetivo de retirá-lo da crise de identidade e da paralisia política em que encontrava, e ainda se encontra. Esta proposta acabou por prevalecer, mas a maioria do Diretório Nacional decidiu que as eleições de delegados ocorressem no plano municipal pelo voto em urna dos filiados, sem exigência de prévio debate partidário. Prevaleceu, assim, um sistema despolitizado e permeável a todo tipo de irregularidades.

7. Agora, no entanto, o mais relevante não é discutir o impacto das fraudes na representação das diferentes chapas no Congresso Estadual. O que de fato importa é questionarmos o significado delas. O que significa, em meio a mais violenta campanha de criminalização já sofrida pelo PT em sua história, dirigentes partidários em busca de controle de cargos e de recursos fraudarem de forma tão inaceitável a democracia do PT? Se não praticamos a ética em nosso próprio partido, com qual credibilidade nos apresentaremos ao povo brasileiro?

8. Não abrimos mão do PT, de sua história, das suas lutas memoráveis. O PT não pode ser o partido da fraude.
Neste momento de graves desafios, conclamamos a serem revistos os votos que não resultaram de procedimentos democráticos e de acordo com o regulamento do Congresso. A não anulação destes votos fraudados retirará inevitavelmente a legitimidade tanto dos delegados mineiros eleitos ao 6º Congresso, quanto da nova direção estadual.

Conclamamos a um pacto de responsabilidade e de unidade de todas as forças e lideranças do PT que não abriram mão de seus valores fundamentais. Mais do que nunca, reafirmamos que a derrota do golpe passa pela mudança e pela unidade do PT!

Subscrevem este manifesto:

Deputada Federal Margarida Salomão
Deputado Federal Padre João
Deputado Estadual Jean Freire
Deputada Estadual Marília Campos
Deputado Estadual Rogério Correia
Vereador de Belo Horizonte Arnaldo Godoy
Articulação de Esquerda – AE
Democracia Socialista – DS
Esquerda Popular Socialista – EPS
Militância Socialista – MS

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Deodato divulga nota pública

O presidente eleito do PT em Fortaleza, Deodato Ramalho, divulgou a seguinte nota:

NOTA À MILITÂNCIA PETISTA EM FORTALEZA

Conforme esperado, com base no que vinha sendo indicado por declarações públicas de membros da Executiva Estadual na imprensa e em redes sociais, desde a semana passada, contrariando a Comissão Eleitoral, a Executiva Estadual do PT-CE, decidiu por maioria, em reunião na noite desta terça-feira, 18, acatar o recurso do candidato perdedor da eleição interna para presidência do diretório municipal em Fortaleza, alterando, provisoriamente, o resultado final da apuração pela comissão eleitoral.

Tal posição comete o equívoco de desconsiderar a grave interferência de agentes externos ao partido, comissionados e terceirizados ligados ao gabinete do prefeito Roberto Claudio (PDT), além da ausência de registro imprescindíveis para a legalidade da votação em duas zonas, pela ausência de ata nas mesmas.

Num cenário delicado de ataques externos ao partido, temos a expectativa de que as instâncias dirigentes nacionais apurem com rigor os atos grotescos , afrontosos e inadmissíveis de interferência externa, que somam-se aos ataques que ora tentam desconstituir a identidade política do partido dos trabalhadores e destruí-lo como instrumento popular da luta de classes.

Nessa perspectiva , encaminharemos  recurso à instância nacional, que se fará acompanhar de um conjunto robusto de provas das distorções no processo eleitoral, incluindo algumas que infelizmente chegaram a ser publicadas em redes sociais e fóruns por apoiadores do candidato adversário, vangloriando-se por seus feitos do vilipêndio ao Código de Ética do PT.

Assim sendo, cabe ainda esclarecer que a decisão definitiva do caso caberá a instância nacional, dada a possibilidade regimental de revisão em grau recursal superior, perdurando a decisão da Comissão Eleitoral que proclamou a nossa vitória, já que a decisão da Executiva Estadual não tem efeito suspensivo.

Diante das tarefas políticas postas pelo processo de nosso 6° Congresso Nacional, para redefinição da estratégia partidária, para enfrentar o golpe e fazer a disputa contra-hegemônica por uma alternativa da classe trabalhadora, faz-se imperioso convocar a  militância do PT, que constrói nossas lutas cotidianas e gerais, a permanecer mobilizada.

Sigamos nessa linha de resistência, para defesa de nossa construção autônoma diante de projetos submissos ao domínio das poderosas oligarquias locais, que querem usar o PT para alçarem novos voos e projetarem seus esquemas de poder tradicional e negociatas no plano nacional. Iludem-se os que acreditam que representam algo além do "mais do mesmo" de tudo o que aí está.

Desta forma, neste momento crítico da política nacional e dessa nossa disputa interna, reafirmamos nossa contestação à alteração do resultado, e confiança no julgamento de nossa direção nacional que certamente não irá compactuar com a submissão do Partido a interesses de forças externas.

Deodato Ramalho
Presidente eleito do PT Fortaleza

http://deodato500.blogspot.com.br/2017/04/manter-mobilizacao-contra-interferencia.html

terça-feira, 18 de abril de 2017

É preciso desarmar as bombas

Na grande política, a situação se complica cada vez mais.

Como era previsível, o crescimento de Lula nas pesquisas provocou um furioso contra-ataque, causando danos e confusão em alguns setores.

Ao mesmo tempo, há fissuras no lado de lá, como demonstrado pela votação sobre a reforma trabalhista ocorrida neste 18 de abril, na Câmara dos Deputados.

Neste contexto, a greve de 28 de abril, as manifestações de Primeiro de Maio e a mobilização em Curitiba jogam papel fundamental.

Mas ninguém se iluda: se tivermos imenso sucesso nestas três datas, haverá a devida reação. 

Os golpistas foram longe de mais e a queda de braço entre nós e eles irá prosseguir por muito tempo ainda, em busca de um desenlace cujo prazo e forma ainda não está totalmente claro. 

Mas que, se depender de nós, se dará no ambiente de eleições diretas e numa Assembleia Constituinte.

Os congressos estaduais do PT -- que vão ser realizados simultaneamente, nos dias 5, 6 e 7 de maio -- serão uma ótima oportunidade para fazer um balanço da situação e articular os próximos passos.

Até por isto, é fundamental que a direção nacional do PT atue para desarmar as situações que estão criadas em vários estados, devido a fraudes cometidas no dia 9 de abril.

Se o assunto for tratado de forma burocrática, corremos o risco de gastar tempo precioso nas próximas semanas, em torno de garantir direitos e deveres democráticos que deveriam ser óbvios num partido de esquerda.