terça-feira, 13 de agosto de 2013

Muito trabalho pela frente

(este texto é uma versão do texto publicado pela revista eletrônica Teoria e Debate)

Entre os dias 29 de julho e 4 de agosto de 2013, a capital paulistana recebeu o XIX Encontro do Foro de São Paulo, para debater como aprofundar as mudanças e como acelerar a integração regional latino-americana e caribenha. Antes, o Brasil já recebera o Foro em três outras ocasiões: 1990, 1997 e 2005.
O XIX Encontro foi organizado por partidos brasileiros que integram o Foro de São Paulo: o Partido dos Trabalhadores, o PC do B, o PSB, o PDT, o PPL e o PCB.
Formalmente, o PPS também é integrante do Foro de São Paulo, mas o último Encontro de que participou foi em 2010, em Buenos Aires.
Vale dizer, também, que o PCB divulgou um documento, assinado por seu Comitê Central, acusando o Foro de estar hegemonizado pelo reformismo. Quanto ao PSB e ao PDT, participaram com baixo perfil das atividades. Quem mais se empenhou, na organização e/ou na mobilização, foram o PT, o PCdoB e o PPL.
O XIX Encontro do Foro foi o primeiro realizado depois da morte do presidente venezuelano Hugo Chávez e da eleição de seu sucessor, Nicolas Maduro. Dois episódios que deixaram claro, para os que resistiam a perceber e reconhecer, que estamos em uma nova etapa política na região, marcada principalmente pela contra-ofensiva da direita local, apoiada por seus aliados nos Estados Unidos e Europa.
Para derrotar esta contra-ofensiva da direita, não bastam medidas táticas: é necessário, também, um salto de qualidade no processo de mudanças em cada país e também no processo de integração regional.
Isto se faz necessário e urgente porque, além da contra-ofensiva da direita, vivemos também o esgotamento do "padrão" que caracterizou a primeira etapa do ciclo progressista e de esquerda.
Esta primeira etapa se estendeu das eleições de Chávez e de Lula (1998-2002), até a eclosão da crise internacional e a posse de Obama (2008).
A partir de então, entramos em outra etapa, na qual estamos hoje, marcada exatamente pela combinação entre a crise internacional, a contra-ofensiva da direita e o esgotamento daquele “padrão", que basicamente consiste em redirecionar também para os setores populares a renda e a riqueza geradas em nossas sociedades.
Este redirecionamento foi possível de fazer, por algum tempo e com algum nível de êxito, como demonstra a comparação entre os indicadores desta etapa vis a vis o período neoliberal antecedente, em qualquer dos países governados pelas forças progressistas e de esquerda.
Ocorre que a organização política, social e econômica capitalista hegemônica em nossa região não permite --especialmente num contexto de crise internacional-- a ampliação continuada da igualdade, da democracia, da soberania e da integração regional.
É por isto que, à medida que o tempo passa, tende a diminuir o ritmo e a qualidade das “mudanças”, reafirmando-se as determinantes do status quo: a dependência, a democracia restrita e a desigualdade. A crise internacional não causou, mas certamente acelerou esta tendência ao esgotamento do padrão.
Por isto, falar em continuar as mudanças exige mudança de padrão. É isto que nos leva a falar da necessidade urgente de realizar reformas estruturais em nossas sociedades, que nos permitam ampliar qualitativa e rapidamente a produtividade social, o bem-estar, a democracia política e a integração regional. E a “sustentabilidade” destas reformas estruturais depende, em boa medida, da integração regional.
Destaco que a necessidade de mudança de padrão também se aplica para países como a Venezuela, altamente dependente da produção e comercialização do petróleo, o que é insuficiente frente às necessidades econômicas, sociais, políticas e militares da República Bolivariana.
O XIX Encontrou ocorreu logo depois da visita do Papa Francisco ao Brasil. Os governantes da região comemoraram um papa de nacionalidade argentina. E setores da esquerda regional chegam a alimentar expectativas positivas, o que é compreensível se lembrarmos do Papa anterior.
Mas há, também, setores muito preocupados, por três motivos: primeiro, devido ao papel da Igreja católica durante a ditadura militar argentina; segundo, devido ao papel jogado por outro Papa no combate ao socialismo, tal como existia no Leste Europeu; terceiro, devido à crescente influência dos conservadores no interior da igreja católica.
Reforçando estes motivos de preocupação, recordo o papel da Democracia Cristã no pós-Segunda Guerra, para neutralizar e combater a esquerda socialdemocrata e comunista em vários países europeus.
Durante o XIX Encontro, também foi muito discutido o processo de mobilização social ocorrido no Brasil no mês de junho, seus impactos presentes e futuros.
Havia uma grande curiosidade a respeito, especialmente por parte daqueles que ainda analisam a política regional em termos de "duas esquerdas". Vale dizer que um dos ensinamentos que se pode extrair das mobilizações de junho é que a direita brasileira, como a venezuelana, disputa a mídia, as urnas e agora também as ruas conosco. E que as esquerdas, apesar das diferenças existentes entre os vários países da região, enfrentam alguns dilemas muito semelhantes.
Sobre a integração regional, ficou claro mais uma vez tratar-se de um processo em disputa.
Primeiro, disputa contra o imperialismo, que deseja uma integração subalterna às metrópoles, como no projeto da Alca.
Segundo, disputa contra a grande burguesia, que deseja uma integração focada nos mercados e no lucro de curto prazo, o que levaria a uma integração que aprofundaria as disparidades regionais e sociais, o que por sua vez acabaria nos levando a uma integração subalterna aos gringos.
Terceiro, existe ainda a disputa, no campo progressista e de esquerda, entre diferentes ritmos e vias de desenvolvimento e integração. Um de nossos desafios é, precisamente, evitar que estas diferenças convertam-se em antagonismos --o que até agora temos conseguido.
A integração é, portanto, um processo “a quente”, no curso do qual a esquerda precisa operar, simultaneamente, no plano político, econômico e cultural. Para isto, os governos são fundamentais, mas insuficientes. Os partidos, assim como os movimentos sociais e o mundo da cultura são essenciais.
Outro dos desafios da integração, para além daqueles provocados pelo imperialismo estadounidense e europeu, pelos governos de direita e pelas burguesias locais, é a relação com a China, especialmente neste momento de inflexão em direção ao seu mercado interno.
 Esta inflexão pode ter vários efeitos colaterais, entre os quais nos fazer voltar ao "estado normal" de economias dependentes, vítimas de desigualdade crescente nos termos de troca entre produtos de baixo e de alto valor agregado. Risco ao qual devemos responder, não reforçando o reclamo anti-China estimulado pelas “viúvas” dos EUA, mas sim optando para valer por um ciclo de desenvolvimento econômico interno e regional, impulsionado pelo Estado e baseado na ampliação de infraestruturas, políticas universais e capacidade de consumo, caminho para o que já foi dito antes: a ampliação qualitativa, rápida e “sustentável” da produtividade social, do bem-estar, da democracia política e da integração regional.
Observando de conjunto a situação, constata-se um acirramento da luta de classes na região, um acirramento no conflito entre alguns países da região, bem como um acirramento de nossa relação com as potências imperialistas.
O que foi descrito até agora tem como pano de fundo o deslocamento do centro geopolítico do mundo, do Ocidente em direção ao Oriente; o declínio da hegemonia dos Estados Unidos; e a crise internacional do capitalismo.
Trata-se de processos em curso, de desfecho incerto e que ainda podem ser revertidos em favor das classes sociais e dos Estados que hegemonizaram o mundo no período neoliberal.
Independente do desfecho, as três variáveis citadas criam um ambiente de instabilidade e crises, sociais, políticas e militares. O que conduz à formação de blocos regionais, inclusive enquanto instrumentos de proteção.
Este é, precisamente, o divisor de águas no continente americano: o conflito entre dois grandes projetos de integração regional. Por um lado o projeto de integração subordinada aos Estados Unidos, simbolizado pela Alca (Área de Livre Comércio das Américas); por outro lado, o projeto de integração autônoma, simbolizado pela Celac (Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos).
O projeto de integração autônomo não é, em si, socialista. Mas a integração é uma condição fundamental para o sucesso econômico e político de uma transição socialista.
A integração permite limitar as ações que o imperialismo e as classes dominantes de cada país promovem, de maneira permanente, contra a esquerda latino-americana.
A integração, por outro lado, cria a “economia de escala” e a “sinergia” indispensáveis para superar as limitações materiais, produtivas, econômicas, que dificultam a transição socialista em cada país da região.
Desde 1998, as forças favoráveis à uma integração autônoma da região conquistaram eleições em importantes países da região. Mas a partir de 2008, como já dissemos, começou uma contra-ofensiva das forças favoráveis à integração subordinada aos Estados Unidos.
Hoje vivemos uma situação de “equilíbrio relativo” entre os dois projetos de integração (autônoma e subordinada).
Politicamente, uma situação de equilíbrio relativo pode ser favorável às forças da esquerda. Mas historicamente, uma situação de equilíbrio relativo tende a favorecer as forças que representam o status quo, pois o equilíbrio significa a continuidade da ordem hegemônica, que em nosso caso ainda é capitalista, dependente e neoliberal.
Neste sentido, é fundamental buscar caminhos para seguir avançando.
É para isto que apontam as resoluções do XIX Encontro, quando falam em aprofundar as mudanças e acelerar a integração; ou quando falamos em buscar vitórias no ciclo eleitoral que começa em novembro de 2013 (Chile e Honduras) e prossegue até dezembro de 2014 (Bolívia); ou, ainda, quando falamos de fortalecer as lutas sociais, os partidos de esquerda e os governos progressistas da região.
Entretanto, para seguir avançando há que derrotar obstáculos poderosos. Vários deles foram objeto de discussão e deliberação pelo XIX Encontro, cujas resoluções, Declaração Final e Documento base devem ser estudados com atenção.
Mas há um obstáculo que não foi adequadamente debatido, a saber, nosso déficit teórico em pelo menos três grandes temas: o balanço das tentativas de construção do socialismo no século XX; a análise do capitalismo no século XXI; e a estratégia socialista, na América Latina de hoje.
Quando falamos em déficit teórico, nos referimos simultaneamente à necessidade de superar interpretações equivocadas e à necessidade de construir interpretações novas, que sirvam como núcleo central de uma cultura socialista de massas para este século XXI.
O imaginário da esquerda latino-americana é ainda fortemente influenciado por paradigmas que certamente contribuíram muito para que chegássemos até aqui; mas que, ao mesmo tempo, criam algumas dificuldades quando se trata de enfrentar os desafios presentes e futuros.
Ainda é muito forte, entre nós, a influência de paradigmas oriundos do idealismo religioso, seja na versão cristã, seja na versão “pachamamica”. Influências que levam alguns a confundir marxismo com “machismo”, como se a certamente indispensável dose de “sacrifício” e “valentia” fosse suficiente para superar qualquer obstáculo.
Outras fortes influências são o movimentismo, por um lado, e por outro lado o paradigma revolucionário representado pela heroica Cuba de 1953-1959, em boa medida representada na figura do Che.
Finalmente, há uma fortíssima influência tanto do nacional-desenvolvimentismo (base para defesa de “alianças estratégicas” com setores da burguesia), quanto do socialismo de Estado (fonte de muitas das dificuldades para entender o papel do mercado na transição socialista).
A formação de uma cultura socialista de massas, bem como a construção de um programa e de uma estratégia adequados ao período histórico que vivemos, exigirá superar (no sentido dialético do termo, o que implica também em preservar num patamar distinto) estas influências.
Nesta tarefa de superação, será muito útil estudar duas experiências históricas e o debate travado a partir delas: o cercano Chile da Unidade Popular (1970-1973) e a lejana China das reformas (1978-2013).
Afinal, na América Latina e Caribe de hoje vivemos, no fundamental, experiências nas quais não se tomou o poder revolucionariamente; onde se está tentando construindo um novo poder através de uma complexa guerra de posições; onde é fundamental impulsionar o desenvolvimento produtivo; mas onde também é fundamental definir a natureza deste desenvolvimento e qual o papel que o capitalismo pode e deve jogar nele.
Especificamente no caso do Chile, o aniversário dos 40 anos do golpe de Estado será uma oportunidade ímpar para discutir os caminhos para a construção do “poder popular” e da “área de propriedade social”, propostas pela Unidade Popular e que constituem temas atuais para as esquerdas agrupadas no Foro de São Paulo.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Entrevista em alemão & original em português

08.08.2013

Gegen Iran wird ein Krieg vorbereitet

Valter Pomar über das São-Paulo-Forum, rechte Gegenstrategien und linke Positionen zu Syrien und Iran

Valter Pomar ist Mitglied im Vorstand der brasilianischen Arbeiterpartei (PT), die seit 2003 an der Regierung ist. Pomar gehört zum linken Flügel der PT und ist zudem Exekutivsekretär des São-Paulo-Forums, eines 1990 gegründeten Zusammenschlusses lateinamerikanischer Linksparteien. Mit Valter Pomar sprach für »nd« Harald Neuber.

nd: Die Teilnehmer des 19. Forums von São Paulo haben kürzlich ihre Unterstützung für die progressiven Regierungen der Region erklärt. Wie spiegelt sich diese Solidaritätsbekundung in der Politik der Regierungen wider?
Pomar: Als das São-Paulo-Forum 1990 gegründet wurde, regierte die Linke gerade einmal in Kuba. Heute sind wir in einem bedeutenden Teil der Regionalstaaten an der Regierung. Das ist, zumindest teilweise, das Verdienst der Parteien, die im São-Paulo-Forum organisiert sind. Wir sind vor allem bereit, diesen Regierungen beizustehen und in den Gesellschaften die Unterstützung dafür zu mobilisieren, dass sie ein Programm tief greifender Umbrüche umsetzen können. Wir drängen auch auf eine rasche Integration. Es geht darum zu verhindern, dass sie auf halber Strecke stehen bleiben.
In den vergangenen Jahren sind in Lateinamerika einige neue Regionalorganisationen entstanden: CELAC, UNASUR, das ALBA-Bündnis. Welche Rolle spielt das São-Paulo-Forum noch?
Das São-Paulo-Forum ist weiterhin so etwas wie ein Laboratorium, in dem die Institutionalität der lateinamerikanischen Integration entwickelt wird, einer autonomen Integration. Deswegen kämpfen wir gegen das Integrationsmodell der USA, für das die Organisation Amerikanische Staaten (OAS) ein Symbol ist. Unsere Integration geht vom Volk aus. Das ist ein wichtiger Unterschied zu der Integration, für die sich die Großbourgeoisie einsetzt und die nur auf die Liberalisierung der Märkte zielt. Diese Politik würde nur weitere Ungleichheit schaffen.
Beim Treffen in São Paulo ging es auch um die erzwungene Zwischenlandung des bolivianischen Präsidenten Evo Morales in Wien. Was kann das Forum ausrichten?
Zunächst sind diese Erklärungen wichtig. Die für diesen Akt der Piraterie gegen Evo Morales verantwortlichen EU-Staaten haben wie Kolonien der USA gehandelt. Sie agieren so, weil ihre Regierungen die Interessen des transnationalen Kapitals vertreten, das sich gegen die Unabhängigkeit Lateinamerikas wendet. Das öffentlich auszusprechen ist wichtig. Aber die eigentliche Antwort muss natürlich darin bestehen, unsere politische, wirtschaftliche, ideologische und durchaus auch militärische Unabhängigkeit zu stärken.
Zuletzt hat militärisch eine andere Entwicklung Schlagzeilen gemacht: ein Kooperationsabkommen zwischen Kolumbien und der NATO. Was würde ein Vordringen des Nordatlantikpaktes nach Südamerika bedeuten?
Die entsprechenden Aussagen des kolumbianischen Präsidenten Juan Manuel Santos waren nur Nebelkerzen. Blickt man durch diesen Nebel, sieht man die Fakten: die britische Militärbasis auf den Malwinen (Falklandinseln), den Wiederaufbau der Vierten Flotte der US-Kriegsmarine, den Ausbau von Militärbasen in den europäischen Kolonien in der Karibik, ausländische Militärspezialisten in mehreren Ländern, darunter Kolumbien. All das soll den Druck erhöhen und alle denkbaren Perspektiven freihalten. Angesichts dieser Entwicklung ist es mehr als wichtig, den Verteidigungsrat der Union der Südamerikanischen Staaten (UNASUR) zu stärken.

Zugleich gibt es in Gestalt der Pazifik-Allianz mit ihren Mitgliedern Chile, Costa Rica, Kolumbien, Mexiko und Peru eine Art neoliberale Gegenintegration. Sind die progressiven Staaten in die Defensive geraten?
Es gibt seit 2008 tatsächlich eine Gegenoffensive der Rechten. Die Gründung der Pazifik-Allianz gehört dazu. Unter wirtschaftlichen Gesichtspunkten betrachtet, ist sie keine Bedrohung. Sie ist aber eine politische Bedrohung, weil sie einen Keil in die Regionalbündnisse MERCOSUR und UNASUR treibt. Um diesen Keil zu brechen, müssen wir die Wahlen in Chile gewinnen, die peruanische Regierung für uns gewinnen, den Frieden in Kolumbien erreichen und die Opposition in Mexiko stärken.
Die Haltung zu Syrien und Iran ist in der europäischen Linken sehr umstritten. Das Forum hat sich gerade mit beiden Führungen solidarisiert. Wie erklären Sie das Ihren europäischen Genossen?
Die Position des São-Paulo-Forums zielt nicht auf die Unterstützung einer bestimmten Regierung. Das Forum ist in erster Linie solidarisch mit den Menschen in Libyen, Syrien und Iran. Wir setzen uns dafür ein, dass sie das Recht haben, frei über ihre Regierung zu bestimmen. Und wir sind gegen jede ausländische Einmischung, unter welchem Vorwand auch immer. In Libyen bestand dieser Vorwand in der Unterstützung der Menschen gegen einen Diktator. Es folgte ein Massaker der NATO, der im Fernsehen übertragene Lynchmord an Gaddafi und die Destabilisierung der gesamten Region. Auch in Syrien heißt es nun, man wolle den Menschen gegen einen Diktator beistehen. Was aber geschieht? Die europäischen Staaten bewaffnen fundamentalistische Gruppen.
Auch im Fall Irans wird unter Verweis auf den Fundamentalismus ein weiterer Krieg vorbereitet. Die europäische Linke darf sich nicht von der Arroganz der dortigen Bourgeoisie einnehmen lassen. Europa hat kein Recht, irgendjemandem Lektionen in Demokratie, Zivilisation und Menschlichkeit zu erteilen. Seit Jahrhunderten haben europäische Mächte andere Völker in Amerika, Afrika, Asien und Ozeanien überfallen. Das Ergebnis war, gelinde gesagt, nie besonders günstig für den Menschen und die Demokratie dort.


Versão original da entrevista

1.     La XIX edición del Foro de Sao Paulo, los de asistentes manifestaron su apoyo a países progresistas. ¿Cómo se traduce este apoyo en la política de los gobiernos?
Quando o Foro foi criado, havia apenas um governo encabeçado pela esquerda: Cuba. Hoje governamos parte importante dos países da região. Isto se deve, ao menos em parte, a ação dos partidos que integram o Foro. Nossa postura é apoiar estes governos, trabalhar pela sua continuidade, criar apoio na sociedade para que eles executem um programa de mudanças profundas, pressionar para que eles acelerem a integração, trabalhar para que eles não se tornem prisioneiros do status quo.

2.     También se debatió el aterrizaje forzado del presidente Evo Morales en Viena. ¿Qué puede hacer el FSP aparte de publicar declaraciones de solidaridad?
As declarações são importantes. Os países europeus responsáveis pelo ato de pirataria contra Evo agiram como colônias dos Estados Unidos. E agiram assim, porque seus governos expressam os interesses dos capitais transnacionais europeus, que não querem que América Latina seja independente. Denunciar isto é importante. Mas, é claro, a verdadeira reação está em continuar no caminho de nossa independência, política, econômica, ideológica e também militar.


3.     En los últimos años se fundó varias organizaciones regionales como la CELAC, UNASUR o ALBA. ¿Qué papel juega el FSP en este contexto?
O Foro de São Paulo foi e segue sendo um dos laborátorios onde se desenha a institucionalidade da integração. Nossa integração é autõnoma. Por isto combatemos a integração desejada pelos Estados Unidos, uma integração cujo símbolo é a OEA, subalterna aos gringos. Nossa integração é popular. Por isto, combatemos a integração tal como desejada pela grande burguesia latinoamericana, que quer integrar apenas os mercados, o que resultaria numa integração que geraria ainda mais disparidades. 

4.     Al mismo tiempo hay una contra-integración de los países aliados de los EE.UU. – la Alianza del Pacífico. ¿Eso significa que la izquierda latinoamericana se mete a la defensiva?
Há uma contraofensiva da direita, iniciada em 2008. Esta contraofensiva assume diferentes formas, entre as quais a criação desta Aliança do Pacífico. Esta aliança não é uma ameaça do ponto de vista estritamente econômico, mas é claro que é uma ameaça política, uma cunha enfiada no coração do Mercosul e da Unasul. Para quebrar a cunha, precisamos vencer a eleição no Chile, reconquistar o coração do governo peruano, fazer a paz na Colômbia e ampliar a força da oposição no México.

5.     (Pero) hay incluso intentos de la OTAN de instalarse en América Latina. ¿Qué efectos tendría y cómo se lo puede evitar?
Existe a cortina de fumaça, que foi a declaração do Juan Manuel Santos, e existem os fatos: base militar da Inglaterra nas Malvinas argentinas, reconstrução da IV Frota dos EUA, ampliação das bases nas colônias européias no Caribe, mais recursos e especialistas militares em vários países, entre os quais a Colombia. Eles se posicionam para pressionar e para, nas palavras deles, ter todas as alternativas sobre a mesa. Para evitar isto, é preciso reforçar o Conselho da Defesa da Unasul.

6.     Mientras la posición hacía Siria e Irán es bastante controvertida dentro de la izquierda europea, el FSP se solidarizó con estos gobiernos. ¿Cómo explicaría a sus compañeros europeos la solidaridad con estos países, tomando en cuenta el carácter neoliberal del liderazgo de Assad y la represión contra la izquierda en Irán?
São duas coisas diferentes. O Foro de São Paulo é solidário com os povos da Líbia, da Síria e do Irã. Entendemos que estes povos tem o direito de definir, livremente, o que desejarem. E somos contra toda e qualquer ingerência externa, a qualquer pretexto. 

Na Líbia, a pretexto de apoiar o povo contra um ditador, houve um massacre organizado pela Otan, com direito ao linchamento televisionado de Kadafi e a desestabilização da região inteira. Na Síria, a pretexto de apoiar o povo contra um ditador, as potências européias estão armando grupos fundamentalistas. No Irã, a pretexto de conter o fundamentalismo, preparam outra guerra. 

A esquerda européia não pode incorporar a arrogância da burguesia européia. A Europa não tem lições de democracia, civilização e humanidade a dar a absolutamente ninguém. Há séculos, sempre em nome de alguma causa sublime, potências européias invadiram as Américas, a África, a Àsia e a Oceania. E o resultado sempre foi desfavorável para o povo e para a democracia.

A posição do Foro não é de apoio a este ou aquele governo. A posição do Foro é contra, absoluta e totalmente contra, qualquer ingerência externa. Até porque sabemos que por trás das tropas supostamente libertadoras dos europeus e dos ianques, caminham os interesses mais vis do grande capital.
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terça-feira, 6 de agosto de 2013

Plan de Acción aprobado por el XIX Encuentro del Foro de São Paulo



El Plan de Acción debatido y aprobado por el XIX Encuentro del Foro de São Paulo contiene dos partes.

La primera parte relaciona los objetivos principales del Foro en el próximo período. La segunda parte detalla alguna de las acciones que serán hechas por el GT, por la Secretaría Ejecutiva y por las secretarías regionales para alcanzar estos objetivos principales.

No se incluye, por tanto, las acciones que deben ser ejecutadas por las organizaciones miembros.


Objetivos principales

1. Aunar esfuerzos para que en los procesos electorales 2013-2014, las fuerzas de izquierda, democráticas y progresistas salgan victoriosas, con mejores posicionamientos y con mayores espacios de poder. Así como también mantener y ampliar los espacios ya conquistados, en especial con los gobiernos nacionales.

2. Profundizar los cambios donde gobernamos.

3. Seguir luchando para desplazar de los gobiernos a las fuerzas conservadoras, neoliberales y excluyentes, allá donde estas gobiernan.

4. Fortalecer el proceso de unidad e integración regional.

5. Luchar concertadamente para derrotar el contraataque del imperialismo y de las fuerzas reaccionarias dentro de los países de la región.

6. Apoyar y buscar ampliar las luchas sociales. Estimular los procesos de unidad popular entre las fuerzas progresistas y de izquierda política y social en cada país.

7. Contribuir al avance de una solución política y pacífica para la situación de Colombia.

8. Apoyar las fuerzas políticas de Paraguay que son miembros del FSP.

9. Sostener los esfuerzos de los sectores progresistas, democráticos y de izquierda de Honduras.

10. Expresar firmemente nuestra solidaridad con la lucha de Haití y apoyar las fuerzas de izquierda en aquel país, para superar las condiciones ancestrales de pobreza y marginalidad, y a favor de la plena democratización de la sociedad haitiana, sin injerencia extranjera y en respeto a su soberanía nacional.

11. Reafirmar nuestro compromiso con la causa de la descolonización, autodeterminación e independencia, unidad e integración de nuestros pueblos, destacando los casos de Puerto Rico, Aruba, Curazao, Guyana Francesa, Martinica, Guadalupe, Malvinas y otras colonias en el Atlántico Sur.

12. Mantener como una causa central del Foro de São Paulo la solidaridad a Cuba, contra el bloqueo, por la libertad de los Héroes Cubanos y exigir a los Estados Unidos de América que sean liberados inmediatamente. Rechazar fuertemente la clasificación de Cuba como país terrorista.

13. Promover la solidaridad a Venezuela, a su pueblo, a su gobierno y al Presidente Nicolás Maduro.

14. Promover la solidaridad a Ecuador, a su pueblo, a su gobierno y al Presidente Rafael Correa, en especial en los litigios que libra con las transnacionales petroleras.

15. Fortalecer las Secretarías Regionales del Foro de São Paulo (Cono Sur, Andino Amazónica, Mesoamérica y el Caribe). Para cumplir con este objetivo, debe debatirse las medidas necesarias para mejorar su dinámica y garantizar un funcionamiento democrático.

16. Fortalecer la Secretaría Europa del Foro de São Paulo y ampliar nuestros vínculos con los movimientos en defensa de los migrantes y sus familias, de resistencia contra la crisis, y los distintos sectores de las izquierdas europeas, en especial partidos y movimientos sociales de resistencia anti neoliberal.

17. Consolidar la Secretaría Estados Unidos de América del Foro de São Paulo y fortalecer nuestros lazos con los movimientos de resistencia en Estados Unidos, particularmente con los movimientos de defensa de los migrantes y los de resistencia contra la crisis.

18. Mostrar nuestra solidaridad a los pueblos que luchan, empezando por Palestina y República Saharaui.

19. Ampliar nuestro diálogo con las izquierdas de África y del Oriente Medio y movilizar acciones por la paz y contra la intromisión externa

20. Expresar nuestra solidaridad con los pueblos de Siria e Irán que sufren el asedio del imperialismo y exigir que se respete el principio de autodeterminación.

21. Ampliar el nivel de diálogo y de acuerdos con los partidos de China, Rusia, India y África del Sur.

22. Luchar por los derechos humanos, todas las formas de violencia contra los derechos humanos, inclusive la violencia de Estado, y mejorar los mecanismos de solidaridad para que sean oportunos, eficientes y agiles.

23. Expresar nuestro apoyo al derecho boliviano de una salida soberana al mar como aspecto fundamental para la integración sudamericana y de la Patria Grande latinoamericana.

24. Contribuir al fortalecimiento del movimiento sindical y apoyar los procesos de unidad en cada país para mejorar las condiciones de sus luchas reivindicativas.

25. Actualizar los reglamentos y procedimientos de funcionamiento del Foro de São Paulo, incluso los Encuentros, reuniones del GT y de las secretarias regionales.

26. Ampliar la capacidad de elaboración de las izquierdas latinoamericanas y caribeñas, intensificar el debate sobre el rumbo de los cambios en la región, su carácter y objetivos a corto, a mediano y a largo plazo, estudiar las alternativas al neoliberalismo y al capitalismo, conocer mejor el papel de las diferentes expresiones regionales de unidad e integración.

27. Mejorar el funcionamiento orgánico del Foro de São Paulo, fortaleciendo las instancias de coordinación para conducir el debate, coordinar posiciones y difundirlas cada vez más a nivel regional y global, así como lograr mayor cooperación en acciones concretas entre los partidos que forman parte del mismo.

28. Mantener nuestra permanente exigencia y articular una campaña por la pronta liberación de los presos políticos y de conciencia, así como la presentación con vida de las personas desaparecidas forzadamente.


Acciones en 2013-2014

29. Realizar, en el segundo semestre de 2013, una reunión organizada por la SE y la SAA en Colombia, con el propósito de planificar la campaña continental por la paz en ese país, tomando como base lo debatido por el Foro, GT y las reuniones realizadas por el Foro en Colombia; así como tomando en consideración los avances en el proceso de negociaciones que se celebran en La Habana, Cuba; y teniendo como criterio el consenso entre las organizaciones colombianas integrantes del Foro. En septiembre, participar de un evento de apoyo al proceso de paz en Bogotá y apoyar el encuentro por la paz convocado para Caracas.

30. Realizar, en el segundo semestre de 2013, en Brasil, un seminario organizado por la SE y la Comisión Electoral, para constituir procedimientos y mecanismos permanentes de apoyo mutuo. Antes del seminario, la Secretaría Ejecutiva y las respectivas secretarías regionales deben realizar las reuniones indicadas en los puntos 3 a 12 de este plan y en correspondencia con el objetivo 1.

31. Realizar, en el segundo semestre de 2013, en Brasil, el Seminario sobre Medio Ambiente, Desarrollo y Soberanía Nacional.

32. En torno a la fecha del 40 aniversario del golpe de Estado en Chile, realizar una actividad de reflexión sobre la experiencia de la Unidad Popular chilena.

33. Coordinar con las organizaciones argentinas vinculadas al Foro con la finalidad de seguir el desarrollo de los procesos relativos a las elecciones legislativas argentinas (octubre de 2013).

34. Implementar las medidas aprobadas en el XIX Encuentro, de apoyo a la elección de Xiomara Castro para la Presidencia de Honduras (noviembre de 2013).

35. Coordinar con las organizaciones chilenas vinculadas al Foro con la finalidad de seguir el desarrollo de los procesos relativos a las elecciones presidenciales chilenas (noviembre -primera vuelta- y diciembre -segunda vuelta- de 2013).

36. Realizar una reunión con las organizaciones venezolanas vinculadas al Foro, con la finalidad de seguir el desarrollo de los procesos relativos a las elecciones municipales en Venezuela (diciembre de 2013).

37. Realizar una reunión con las organizaciones de Costa Rica, con la finalidad de seguir el desarrollo de los procesos relativos a las elecciones presidenciales costarricenses (febrero de 2014).

38. Implementar las medidas aprobadas en el XIX Encuentro, de apoyo a la elección de Salvador Sánchez Cerén para la presidencia de El Salvador (febrero de 2014).

39. Realizar una reunión con las organizaciones colombianas vinculadas al Foro, con la finalidad de seguir el desarrollo de los procesos relativos a las elecciones presidenciales y legislativas colombianas contra la reelección de Juan Manuel Santos y sus efectos políticos para la zona, la afiliación de Colombia a la OTAN y sus TLCs (marzo -legislativas- y mayo -presidenciales- de 2014).

40. Realizar una reunión con las organizaciones panameñas vinculadas al Foro, con la finalidad de seguir el desarrollo de los procesos relativos a las elecciones generales de Panamá (mayo de 2014).

41. Realizar una reunión con los partidos brasileños, con la finalidad de seguir el desarrollo de los procesos relativos a las elecciones presidenciales brasileñas (octubre de 2014).

42. Coordinar con el FA Uruguay con la finalidad de seguir el desarrollo de los procesos relativos a las elecciones presidenciales y legislativas uruguayas (octubre de 2014).

43. Realizar una reunión con las organizaciones ecuatorianas vinculadas al Foro de São Paulo, con la finalidad de seguir el desarrollo de los procesos relativos a las elecciones de Ecuador.

44. Realizar una reunión del GT en el segundo semestre del 2013, en Bolivia, dedicada prioritariamente al diálogo con las entidades continentales de los movimientos sociales, para discutir un plan de cooperación mutua.

45. Debatir y acordar con las fuerzas políticas de Paraguay miembros del FSP acciones dirigidas a llevar adelante un seguimiento de la situación en Paraguay dirigidas a evitar la persecución y el hostigamiento sobre dichas fuerzas y el movimiento social, exigiendo que se respeten los derechos humanos y las garantías imprescindibles para el trabajo político y social.

46. Realizar, en el segundo semestre de 2013, una visita de la SE + SAA + SCS + SMAC + los partidos que deseen participar, al Haití, para debatir con las organizaciones haitianas un programa de cooperación entre el Foro y la izquierda y progresistas de aquel país.

47. Elaborar y lanzar, bajo coordinación de la SE + SAA + SCS + SMAC, una campaña de información pública sobre la causa de la descolonización, autodeterminación e independencia, unidad e integración de nuestros pueblos, destacando los casos de Puerto Rico, Curazao, Aruba, Malvinas y otras colonias en el Atlántico Sur, Guyana Francesa, Martinica y Guadalupe.

48. Realizar, en el primer semestre de 2014, una gira de una delegación SE + SAA + SMAC + SCS + los partidos que deseen, a África y al Oriente Medio, y en esta ocasión lanzar una campaña de información pública por la paz, contra la injerencia externa y la solidaridad a los pueblos que luchan. Empezar las giras por, respectivamente, Palestina y República Saharaui.

49. Realizar en el primer semestre de 2014 una visita de la SE y las secretarias regionales a Siria e Irán, para tomar contacto directo con la situación.

50. Realizar en el primer semestre de 2014 una gira de la SE y las secretarías regionales, para dialogar con los partidos, movimientos sociales, gobiernos e intelectualidad de China, Rusia, India y África del Sur.

51. Realizar en el primer semestre de 2014 una nueva bilateral entre el Foro y las izquierdas africanas.

52. Encargar a la SE y las secretarías regionales de dar seguimiento a los acuerdos organizativos aprobados en el XIX Encuentro del FSP, así como en los encuentros de jóvenes, mujeres y afro descendientes.
En el segundo semestre de 2013, la Secretaría Ejecutiva hará una propuesta a las Secretarías Regionales de cómo sistematizar, ejecutar y dar seguimiento a los acuerdos y resoluciones que resulten de todas las mesas, talleres, encuentros o seminarios y de cómo estos se articularán con la SE y las SRs.

53. Encargar a la SE mantener la página electrónica del Foro de São Paulo, enviando un boletín informativo quincenal.

54. Encargar a la SE y la Comisión de Arte y Cultura elaborar una propuesta detallada para, a partir de 2015, organizar un Festival político cultural anual del Foro, que será realizado un año en cada país. El primero será en México.

55. Encargar a la SE elaborar y someter al GT una propuesta de creación de una Fundación del Foro de São Paulo, teniendo como objetivos principales realizar las Escuelas de Formación, los seminarios de evaluación de los gobiernos progresistas y de izquierda, así como el trabajo de observación y solidaridad electoral. Activar la Comisión de Investigación y Formación.

56. Realizar la III Escuela del Foro de São Paulo en Bolivia, en la misma fecha del XX Encuentro.

57. Realizar en 2014, en Bolivia, el XX Encuentro del Foro de São Paulo.


SECRETARIA EUROPA

58. Participar del Seminario organizado por el FSP y el PIE con el tema: La Izquierda Europea y de América Latina y Caribeña frente a la situación en el Magreb y Oriente Medio.

59. Realizar el III Encuentro de la Secretaría Europa del Foro de São Paulo. En esa ocasión, aprobar el plan de trabajo y definir la estructura organizativa de la Secretaría Europa, encargando la SE de elaborar y el GT de aprobar la propuesta preliminar.

60. Realizar, en el primer semestre de 2014, un Encuentro de la Secretaría Europa del Foro de São Paulo con los distintos sectores de las izquierdas europeas, en especial partidos y movimientos sociales de resistencia anti neoliberales.

61. Realizar a lo largo de 2014, reuniones en los países de Europa donde haya partidos del Foro, para las cuales serán invitadas las organizaciones integrantes del Foro de São Paulo, para presentar el plan de trabajo aprobado en el XIX Encuentro, destacando los puntos relativos a la Secretaría Europa del Foro de São Paulo. Al final de estas reuniones, construir "delegaciones nacionales" de la Secretaría Europa, integradas por todos los partidos latinoamericanos y caribeños organizados en cada respectivo país.

62. Realizar a lo largo de 2014, reuniones en cada país de Europa con todas las organizaciones partidarias y sociales europeas con las cuales el Foro de São Paulo mantiene relaciones, para presentar el plan de trabajo aprobado en el XIX Encuentro, destacando los puntos relativos a la Secretaría Europa del Foro de São Paulo.

63. Apoyar las actividades que el Foro de São Paulo promueva, a través del GT y/o de la Secretaría Ejecutiva. Apoyar las campañas y demás actividades previstas en el plan de trabajo del Foro de São Paulo.

64. Fortalecer el trabajo para integrar en la Secretaría Europa a aquellas organizaciones políticas que tienen estructura orgánica en Europa y que siendo parte del Foro todavía no lo han hecho.

65. Realizar en Europa, en el primer semestre de 2014, un Seminario debate con el tema: Análisis de los procesos de cambios en América Latina y el Caribe, frente al capitalismo y su crisis sistémica, así como su relación con Europa.


SECRETARIA ESTADOS UNIDOS

66. Realizar, en el primer semestre de 2014, el II Encuentro de la Secretaría Estados Unidos del Foro de São Paulo, invitando particularmente a los movimientos de defensa de los migrantes y los de resistencia contra la crisis.

67. Encargar a la SE + SMAC + Secretaría Estados Unidos organización de una campaña de información pública de solidaridad con Cuba, de lucha contra el bloqueo y por la libertad de los Héroes Cubanos, exigiendo a Estados Unidos, por las vías necesarias, su liberación inmediata.

68. Hacer un llamamiento a las y los legisladores de partidos miembros del Foro, para que le demanden al gobierno de los Estados Unidos de América la garantía de los derechos humanos, laborales y de unificación familiar de los migrantes, de acuerdo con la Convención Internacional sobre los Derechos Humanos de los Trabajadores Migrantes y sus Familias de las Naciones Unidas.

69. Exigirle al gobierno mexicano, en su conjunto, la garantía inmediata de la seguridad, la integridad y los derechos humanos de todas las personas en tránsito en su territorio.

70. Crear un espacio que atraiga, coordine y reúna a las organizaciones civiles de izquierda en los Estados Unidos de América, que trabajan en la defensa de los migrantes en este país, haciendo uso de las herramientas tecnológicas disponibles para agrupar, comunicar y convocar a los miembros de la sociedad civil que trabajan por los derechos de los migrantes.


Resolución del Grupo de Trabajo del Foro de São Paulo sobre la composicion de la delegación que representa Argentina en el GT

El Foro de São Paulo es parte importante del proceso de cambio en curso en América Latina y el Caribe.

La influencia positiva del FSP se debe, entre otros motivos, a nuestra diversidad, a nuestra pluralidad interna.

Para el FSP, la diversidad es nuestra fortaleza, no un obstáculo que nos impide de tener posiciones claras en las batallas decisivas trabadas en nuestra región.

Una de estas batallas decisivas fueron las recientes elecciones presidenciales venezolanas, en octubre de 2012 y en abril de 2013.

En estas elecciones, el Foro de São Paulo apoyó las candidaturas de Hugo Chávez y de Nicolás Maduro y condenó la violencia promovida por la candidatura Capriles.

Esta fue la posición de todas las fuerzas progresistas del mundo: contra el retroceso, contra la derecha, contra el fascismo.

Por supuesto, ni siempre el Foro adopta posiciones unitarias sobre procesos electorales.

En muchos de nuestros países, partidos del FSP apoyan y participan de gobiernos, al mismo tiempo en que otros partidos del Foro son parte de la oposición.

Pero cuando todos los partidos nacionales apoyan a una sola candidatura, como ocurrió en Venezuela en los casos mencionados, se espera la solidaridad de los partidos del Foro actuantes en los demás países de la región.

Se espera, además, que ningún partido del Foro manifieste su apoyo, directa o indirectamente, a las fuerzas de derecha.

Especialmente cuando esta posición -de apoyo a la derecha- nunca fue presentada, defendida, sustentada o explicada en ningún espacio del Foro.

Por estas razones, el Grupo de Trabajo del Foro de São Paulo apoya la recomposición de la delegación argentina, presentada en nuestra reunión del 3 de agosto de 2013.

Grupo de Trabalho do Foro de São Paulo, 3 de agosto de 2013


Aprofundar as mudanças e acelerar a integração regional

DECLARACIÓN FINAL
XIX ENCUENTRO DEL FORO DE SÃO PAULO

PROFUNDIZAR LOS CAMBIOS Y ACELERAR LA INTEGRACIÓN REGIONAL

Nosotras y nosotros, delegadas y delegados presentes al XIX Encuentro del Foro de São Paulo, realizado entre los días 31 de julio y 4 de agosto de 2013, ratificamos más que nunca nuestra disposición de hacer frente a los desafíos que surgen a partir de la grave situación internacional, conscientes de que la unidad en la reflexión y en la acción es fundamental para avanzar en los cambios democráticos y vencer los actuales ataques del imperialismo y de la derecha.

Sin embargo, desde el final del siglo XX está en curso un proceso de cambios en nuestra región que ofrece esperanzas y alternativas para este mundo en crisis, al desarrollar políticas de gobierno que navegan contra la corriente del neoliberalismo, al promover medidas contra cíclicas en la economía y de inclusión social de millones de personas que anteriormente vivían en la miseria. América Latina y el Caribe en su conjunto viven hoy no sólo una época de cambios, sino un cambio de época, que implica transformaciones de la propia estructura de nuestras sociedades.

Este ciclo político ha forjado la unidad y la integración latinoamericana y caribeña, a través de mecanismos múltiples y complementarios que, al profundizar y converger, podrán promover condiciones más favorables al curso de nuestros proyectos nacionales de desarrollo, en un sistema internacional en transición, cuyo desenlace es incierto. Este proceso de cambios en el mundo todavía no está consolidado y tendrá un largo camino, pero frente a la crisis del sistema, la construcción de alternativas representa nuestras oportunidades para colocar el debate político de la izquierda latinoamericana y caribeña, así como de nuestros gobiernos, en nuevos niveles.

Debemos profundizar y alcanzar nuevas conquistas de las fuerzas políticas favorables a los cambios en América Latina y el Caribe, promoviendo la estabilidad regional y defensa de la soberanía y la independencia nacionales, así como manteniendo el énfasis en opciones dirigidas al desarrollo, crecimiento, distribución del ingreso y combate a la pobreza y a las desigualdades. Tenemos que reposicionar el Estado y profundizar la democracia, asegurar la hegemonía y la estabilidad política para la realización de los cambios y generar nuevos espacios de participación popular en la gestión pública y en el cumplimiento de los derechos básicos de la población.

El XIX Encuentro se realiza este año en Brasil, país que está viviendo una serie de manifestaciones populares en demanda de transformaciones en las estructuras, así como más derechos y mejoras en las políticas públicas. Entendemos que dichas demandas son justas e importantes pues, a pesar de los grandes avances conquistados desde el inicio del gobierno Lula en 2003, éstos revelan la necesidad de ampliar los espacios de participación y expresión política de sectores sociales que han alcanzado un progreso económico gracias a las políticas implementadas por su gobierno. Nuestros partidos y organizaciones sociales deben ser capaces de asumir dichas transformaciones y encontrar la manera de abrir estos espacios.

Al final de este XIX Encuentro tenemos varias tareas por cumplir para asumir los temas analizados durante estos cinco días del evento, que incluyen los desafíos de profundizar las movilizaciones por la realización de los cambios en nuestros países, así como enfrentar y vencer las disputas electorales con la derecha que ocurrirán en el próximo periodo, particularmente en las elecciones presidenciales en Honduras, Chile, El Salvador, Costa Rica, Colombia y Panamá.

El capitalismo vive una profunda crisis, derivada de su propia dinámica estructural, marcada por fuertes conflictos sociales, crisis políticas agudas y conflictos militares cada vez más peligrosos. No se vislumbra una salida de esta crisis en el corto plazo y tampoco está claro cuál será su desenlace. Sin embargo, estamos seguros que la humanidad no puede y no debe aceptar el costo de la superación de esa crisis poniéndolo sobre las espaldas de los trabajadores, la creciente concentración de ingreso, la profundización de las diferencias entre los países desarrollados y países en desarrollo y las guerras inherentes a la tentativa de retomar la acumulación capitalista.

La crisis ambiental es parte integrante de la crisis capitalista. La defensa del medio ambiente debe tomar en cuenta los intereses de los trabajadores, la sustentabilidad y la soberanía nacional pues la derecha y el imperialismo han utilizado la bandera ambiental para atacar a los gobiernos de izquierda en América Latina y Caribe.

La gran novedad del escenario internacional -por ellos admitida- es la pérdida relativa de poder de los Estados Unidos de América, como gran potencia imperialista. Sin embargo, también es verdad que insiste en mantener su hegemonía militar, política y económica de forma agresiva y radical. En el plano económico, busca inclusive maniobrar en el sentido de ganar nuevo aliento. En las maniobras por retardar su pérdida relativa de poder, no es ninguna sorpresa la reciente denuncia de espionaje del gobierno estadounidense de sus propios ciudadanos por medio de Internet, así como de los demás usuarios en el mundo en su ansia de controlar todo, así como la utilización de estos medios para evaluar ventajas comerciales para sus conglomerados internacionales, a través del espionaje industrial o, aún, espionaje ubicando objetivos estratégico-militares. Varios gobiernos fueron monitoreados a través de sus representaciones diplomáticas o durante eventos internacionales importantes. Rechazamos totalmente este tipo de injerencia en nuestros países y exigimos que las agencias de seguridad de las grandes potencias quiten las manos de las redes sociales de Internet, que debe tener una gestión universal y transparente.

Nuestra respuesta a esos actos debe ser la defensa intransigente de la paz, la autodeterminación de los pueblos y el fin de todo tipo de colonialismo. De esta forma, defendemos el fin de las intervenciones en Afganistán, Irak y África del Norte. También reiteramos nuestro incondicional apoyo a la autodeterminación de los pueblos palestino y saharaui y sus derechos a un territorio libre y soberano.

Denunciamos con vehemencia la sanguinaria agresión promovida por las potencias occidentales y sus aliados regionales contra Siria, las reiteradas amenazas y sabotajes contra Irán y la constante violación de la soberanía del pueblo egipcio. En especial en la ya larga guerra en Siria, cínicamente las potencias occidentales arman terroristas fundamentalistas ligados a Al Qaeda en la tentativa de violar la soberanía del país.

En nuestro continente, reiteramos nuestra exigencia por el fin del bloqueo de los Estados Unidos de América a Cuba y que lo saquen de lista de países terroristas. De la misma forma exigimos la inmediata liberación de los luchadores antiterroristas cubanos presos en las cárceles estadounidenses. De la misma manera, denunciamos las intervenciones y golpes de Estado contra gobiernos legítimamente electos, como ocurrió en Honduras y Paraguay, en expresión de los ataques de las fuerzas del imperialismo y de la derecha.

Reafirmamos nuestro apoyo a los Diálogos de Paz que se realizan en La Habana entre las FARC y el gobierno de Colombia y abogamos por la incorporación de otras fuerzas insurgentes en el proceso de paz. La mejor forma de superar el conflicto armado, ofrecer   una vida digna para los millones de víctimas y refugiados del conflicto y fortalecer la estabilidad en nuestra región es alcanzar un acuerdo de paz y excluir la presencia de fuerzas militares extra-regionales. La paz en Colombia será una contribución fundamental para la paz en América Latina y alcanzarla es un compromiso de gran alcance histórico para la izquierda colombiana, latinoamericana y caribeña, Al mismo tiempo, repudiamos la decisión del gobierno de Colombia de solicitar su incorporación a la OTAN, lo que coloca en grave riesgo la paz en nuestra región.

Exigimos la eliminación definitiva de la herencia colonial representada por la situación de las Malvinas, Puerto Rico y demás naciones caribeñas colonizadas y de la llamada “Guyana Francesa”. De la misma forma, la eliminación del racismo y de la discriminación contra los pueblos originarios y afro descendientes debe ser asumida por todos nuestros partidos y los gobiernos progresistas de nuestra región.

Ante la agenda económica neoliberal del imperialismo, de la liberalización financiera, de la enorme transferencia de recursos públicos para bancos y especuladores diversos y de las políticas de austeridad que están eliminando una serie de derechos sociales y castigando a los trabajadores con altas tasas de desempleo, así como a la retomada de los Tratados de Libre Comercio como la Asociación Transpacífico y el Acuerdo Transatlántico, nuestra respuesta debe ser la aceleración de la integración regional latinoamericana y caribeña.

Ésta -nuestra respuesta- debe contener la perspectiva de alcanzar la complementariedad económica, reducir las asimetrías y promover el desarrollo económico y social de nuestro continente. Los procesos de integración que están en marcha, como UNASUR, CELAC, MERCOSUR, ALBA, entre otros, responden con contundencia a dicha complementariedad, representando movimientos de convergencia de los proyectos nacionales de desarrollo.

Denunciamos las tentativas, inspiradas por potencias extra-regionales, en el sentido de fracturar y sabotear la integración regional, como es el caso de la llamada Alianza del Pacífico -que no por casualidad está conformada por países que poseen tratados de libre comercio con Estados Unidos- y la búsqueda incesante por generar crisis y estimular divisiones en el MERCOSUR.

El multilateralismo e iniciativas como los BRICS también deben tener nuestro apoyo, por su papel en la construcción de nuevos centros de poder y de un mundo multipolar en contraposición al imperialismo estadunidense y europeo, que constantemente buscan imponer sus intereses unilaterales al resto del mundo.

Realizado en Brasil, el XIX Encuentro del Foro de Sao Paulo denuncia las maniobras políticas de la derecha brasileña, a través de los medios y de otros mecanismos, en el sentido de sabotear al gobierno de la Presidenta Dilma Rousseff y poner fin a esta experiencia marcada por importantes avances conquistados en los últimos diez años. Nos solidarizamos con la posición de la Presidenta Dilma Rousseff y de las fuerzas de izquierda y progresistas brasileñas de reconocer la importancia de la voz de las calles, para avanzar por el camino de los cambios y evitar que ese camino conduzca a un retroceso en las conquistas ya alcanzadas.

Defendemos la adopción de políticas específicas para asegurar la defensa de los derechos plenos de todos los migrantes y de sus familias. La gran presencia de migrantes latinoamericanos en Estados Unidos de América se está convirtiendo en un elemento político trascendente y cada vez más capaz de definir resultados electorales. Ante ello, saludamos la iniciativa del Grupo de Trabajo de articular las representaciones de los partidos del Foro en Estados Unidos y Europa, como forma de promover el debate e incidir políticamente sobre lo que ocurre en estas regiones a partir de nuestra perspectiva.

En otro orden de ideas, reconocemos que aún es un desafío para los partidos del Foro de São Paulo diseñar políticas, estrategias y programas que garanticen de jure y de facto desterrar totalmente todas las formas de discriminación y violencia en contra de la mujer, para lograr la igualdad real entre los géneros como condición indispensable para la construcción de una sociedad verdaderamente socialista.

Las delegadas y delegados presentes a este XIX Encuentro del Foro de São Paulo rinden un cálido homenaje al Comandante y Presidente de la República Bolivariana de Venezuela, Hugo Chávez Frías. El proceso de cambios en Venezuela continúa bajo la presidencia del compañero Nicolás Maduro. Manifestamos nuestro profundo reconocimiento por el papel fundamental del Comandante Chávez en las transformaciones políticas ocurridas en nuestro continente a partir de su primera elección en 1998, así como su apoyo al Foro de São Paulo, inclusive como anfitrión de la edición anterior de nuestro Encuentro.

Destacamos su compromiso con la democracia y la movilización popular, su internacionalismo y antiimperialismo militantes y su importante visión sobre la historia de nuestra región y el socialismo.

Del Comandante Chávez recordamos especialmente su papel a favor de la integración regional, la denuncia del ALCA, el impulso dado al ALBA y la defensa de la integración de su país al MERCOSUR, así como a otros procesos de integración y solidaridad entre los pueblos de la patria grande latinoamericana y caribeña.

Manifestamos nuestro integral apoyo y solidaridad al mandato del Presidente Nicolás Maduro, escogido por la mayoría del pueblo venezolano para suceder al Presidente Chávez, y registramos nuestro rechazo a las acciones de la derecha venezolana e internacional, que intentan cuestionar y desestabilizar su mandato claramente emanado de las urnas el último mes de abril.

Nos solidarizamos y condenamos enérgicamente el secuestro del compañero Presidente de Bolivia, Evo Morales, perpetrado por cuatro gobiernos europeos en flagrante violación de la soberanía boliviana y de las leyes internacionales, inclusive poniendo en riesgo la vida del Presidente y de toda la delegación que lo acompañaba, lo que constituye una afrenta a toda América Latina.

Felicitamos al Presidente Rafael Correa por su reelección este año a la presidencia de Ecuador, seguros de que representa la reafirmación de la voluntad del pueblo ecuatoriano de proseguir en la ruta del rechazo al neoliberalismo y en la construcción de alternativas que lleven al desarrollo y a la justicia social, en los marcos de su profunda revolución ciudadana. Nos solidarizamos con su pueblo y su gobierno que enfrentan las tentativas de empresas petroleras de imponer sus intereses por encima de la soberanía ecuatoriana por medio de fallos en instancias internacionales.

Igualmente felicitamos el pueblo y el gobierno nicaragüense por los 34 años de la Revolución Sandinista, que marcan el inicio de las grandes transformaciones en este país.  

También expresamos nuestra solidaridad al pueblo y al gobierno sudafricano en este momento de grave enfermedad de su compatriota y ex presidente Nelson Mandela, una de las personalidades políticas de la mayor importancia de nuestro tiempo.

La guerra de posiciones entre las tentativas de avances de los cambios y profundizaciones de la integración regional por un lado y, por otro, los ataques de las fuerzas de la derecha y del imperialismo, definirán la consolidación y la continuidad del actual ciclo político avanzado, instalado hace quince años en nuestra América Latina y el Caribe.

Tenemos la convicción de que, continuando con la profundización de los cambios y acelerando la integración regional, podemos recorrer caminos hacia el socialismo en nuestra América Latina y el Caribe, lo que será una obra original de nuestros pueblos.

Reiteramos el valor fundamental de la unidad latinoamericana y caribeña y de la unidad del pueblo en cada uno de nuestros países para continuar por este camino de las transformaciones necesarias, para profundizar y consolidar los cambios y para que podamos avanzar aún más en el XX Encuentro del Foro de São Paulo, a realizarse en 2014 en Bolivia.

Brasil, São Paulo, 4/8/2013