sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Panelar ou não panelar, eis a questão!

Um dilema percorre milhares de grupos de zap e quetais, nesta sexta-feira, 16 de outubro: bater ou não bater panela?

O bom senso já seria o suficiente para perceber que bater panela seria chamar atenção para a entrevista do inimigo.

Sem falar noutros efeitos colaterais e interpretações dissonantes do ato de bater panelas.

Mesmo assim muita gente se perguntou: panelar ou não?

O incrível é que ninguém sabe ao certo de onde saiu a ideia, mostrando o lado B e os limites de uma linda campanha de massas, mas com uma direção pouco presente e menos reconhecida ainda.

O problema não se limita às redes. No “mundo não-virtual”, numa importante capital do país, um ato de rua está sendo convocado, para um local de alta visibilidade, mas não se sabe exatamente por quem.

Frente a isso, a direção formal fica no dilema de validar ou não algo sobre o quê não tem a menor governabilidade. E que pode ser tanto um sucesso, quanto um fracasso ou até mesmo palco de uma provocação.

Isso para não falar do exemplo mais vistoso de certa iniciativa que correu por fora, engajando milhões de pessoas que estão buscando ajudar de alguma forma, mas cujo modus operandi gera crescentes preocupações - em quem conhece o “general” envolvido - acerca do que será o day after.

Enfim, são as dores e as delícias de uma campanha que cometeu todos os erros possíveis no primeiro turno e agora está caminhando para vencer, em grande medida porque dezenas de milhões de trabalhadores e trabalhadoras decidiram que não podemos e não vamos perder.

E ainda bem que decidiram assim, pois se dependesse do entusiasmo e capacidade dirigente de certos próceres, estaríamos lascados.

Que falta nos faz, numa hora dessas, o genial Paulo Leminski, autor do insuperável “distraídos venceremos!”






Nenhum comentário:

Postar um comentário