Nunca apreciei as análises do cidadão.
Nem mesmo quando ele foi convidado para “abrilhantar”, com trivialidades e equívocos, uma reunião do Diretório Nacional do PT.
Mas confesso que não acreditei ser verdade o que me contaram dele.
Até que “mataram a cobra e mostraram o pau”.
Aqui está:
Transcrevo o post:
“As pessoas querem saber em quem eu voto. Vou dizer”
“Voto nulo e branco (depende do humor no dia da eleição) há 30 anos, justamente porque sou analista político. Meu voto nunca fará diferença no resultado, nem se votasse no municípios de Borá em SP”
“Ademais, não goste de ver meus amigos e amigas cientistas políticos fazendo campanha nas redes. Acho que não deveriam dizer que são cientistas, ou não deveria fazer campanha. Isso é o Brasil, um país anti ciência, um país artístico, de músicos, artistas e celebridades.”
Direito dele votar como quiser.
Mas é um pouco demais alegar que seu voto “não fará diferença”, como se omitir-se diante do fascismo fosse equivalente a faltar na festa da firma.
Até porque está óbvio - pelas suas postagens - que Almeida está em campanha aberta contra Lula.
Mas inaceitável mesmo é ele afirmar que um cientista não pode tomar partido, não pode ter posição política
É inaceitável, entre outros motivos, porque ao contrário do que pode parecer, a tese segundo a qual a “objetividade científica” seria contraditória com assumir lado nos conflitos, permite a certos “cientistas” participar dos maiores crimes.
E alegar, depois, no tribunal ou perante a posteridade, que só estavam fazendo “ciência”, dando sua contribuição “técnica”.
Espero que a pessoa que insistiu em convidar este troncho para falar à direção do PT, perceba agora o tamanho da tolice cometida.
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