domingo, 25 de outubro de 2026

Vencemos. Vamos levar?

Uma interpretação dos fatos.

No segundo turno Lula cresceu e empatou.

Para tentar impedir sua derrota, no dia da votação a extrema-direita partiu escalou na violência e na sabotagem.

Como em 2022, o objetivo é impedir o voto do eleitorado.

Em 2022, nossa reação foi eficaz. E contou com a ajuda do então presidente do TSE.

Em 2026, nossa reação foi tardia. E contou com a sabotagem do atual presidente do TSE.

Zanin prorrogou a votação. Mas, na prática, grande parte das urnas já fecharam.

Poucas pessoas puderam aproveitar a prorrogação do horário de votação, para poder exercer o seu voto.

Mas mesmo que os efeitos práticos sejam pequenos, tivemos pelo menos três efeitos políticos.

Primeiro: houve uma sabotagem, nosso recurso foi atendido, os efeitos da sabotagem não serão corrigidos. Ou seja: o judiciário deliberou, mas o crime compensou.

Segundo: houve uma prorrogação, com efeitos que serão mínimos, mas o discurso de “golpe” voltou com tudo. Ou seja: o resultado da eleição será questionado.

Terceiro: a totalização foi interrompida. E, quando for retomada, o resultado sairá rapidamente. Ou seja: nós mortais não teremos muito tempo para reagir. Mas só o respeito à Lei impedirá o presidente do TSE e seus brothers de terem acesso antecipado a tendência do resultado. E prepararem sua reação.

Por tudo isso, espero que o PT, aliados e a coordenação da campanha não tenham dúvida que  vencemos. E do que se trata, agora, é levar.

Edinho e a Santa Ceia

Este texto foi escrito as 10h da manhã de domingo, 25 de outubro.

Deixei para postar depois das 17h00.

Peço atenção para a postagem abaixo:

https://www.instagram.com/reel/De6VeuRR4ES/?rpxt=a2JteTR0djNic3Vr

Peço atenção, não para o texto, nem tampouco para o entusiasmo, mas sim para imagem de fundo: a Última Ceia.

Não precisa ter lido a Bíblia, nem tampouco Dan Brown, para perceber que - salvo engano - não se trata de uma imagem adequada ao contexto.

Afinal, o quadro de Leonardo da Vinci retrata Jesus antes dele ser capturado, torturado e crucificado pelos romanos. Teria sido nesta ocasião que, segundo a Bíblia, Jesus fala que algum dos seus apóstolos irá trair.

Se alguém puder me explicar a escolha desta imagem, agradeço.

Virada em 13 x 3 minutos

Escrevo às 16h21 de domingo 25 de outubro.

Nos últimos dias, inúmeras pessoas me perguntaram a mesma coisa: “e aí, o que vai dar?”

A todas eu respondi, mais ou menos, a mesma coisa: “vamos ganhar, por um fiapo de votos”. 

Para alguns interlocutores, acrescentei: “150 mil votos de vantagem!”

A reação foi variada: alguns se assustaram; outros me acusaram - quase corretamente - de “conta de padaria”; três altos dirigentes praticamente me desenganaram; e um colega chegou a me chamar de “coach motivacional”.

Números à parte, minha resposta decorre de algo óbvio: numa disputa muito dura e equilibrada, o segundo turno será vencido por quem se mantiver mobilizado. 

E somos nós que estamos vencendo a batalha da mobilização.

Nesse contexto, o pessimismo e o derrotismo são especialmente daninhos, especialmente quando exibidos por dirigentes.

A prova de que o segundo turno será vencido por quem estiver mais mobilizado e, também, a prova de que estamos na frente e virando, é a onda de agressões; e, principalmente, a sabotagem ao transporte público, que afetou - neste domingo -  cidades como Salvador, Teresina e São Paulo, num conluio criminoso entre empresários e prefeitos.

Nós estamos virando, nós estamos ganhando, queremos que o povo vote.

O lado de lá quer impedir as pessoas de votar, porque sabem que estão perdendo.

O que vai prevalecer, o que vai aparecer como retrato final das urnas, depende agora da queda de braço que está em curso no país inteiro.

Cada minuto importa.

Bora Lula!

Vamos vencer!

13 horas no front

Às 13h de domingo, 25 de outubro, notícias de diferentes lugares do país informam que nosso povo está comparecendo em massa e que a abstenção está diminuindo. 

Mas, também, há notícias de que os inimigos estão praticando todo tipo de sabotagem e agressão.

Por exemplo:

-redução na oferta de transporte, especialmente ônibus, dificultando o acesso às urnas (segundo as pesquisas, nossos eleitores moram mais distante das respectivas seções);

-intimidação e violência explícita contra nossos apoiadores; 

-problemas variados, inclusive danos contra as urnas, por coincidência em seções eleitorais onde tivemos maioria no primeiro turno;

-etc.

A intimidação pretende, exatamente, nos colocar na defensiva, reduzir nossa presença nas ruas e manter os indecisos em casa.

Mas tanto a intimidação quanto a sabotagem revelam que o lado de lá está apreensivo.

E o medo da derrota traz à tona sua verdadeira e criminosa natureza. 

Frente a isso, nossa principal “arma” segue sendo a mobilização coletiva, desde a carona solidária até a presença física e avermelhada em tudo quanto é lugar.

Garantir que a maioria do povo possa exercer seu direito de votar e, assim, derrotar o candidato dos milicianos, dos corruptos e traidores da Pátria: este é o caminho da vitória!



sábado, 24 de outubro de 2026

“Obrigado”, DataFolha

Umas quatro pessoas me escreveram, preocupadas com os “resultados” de uma pesquisa DataFolha que teria sido divulgada neste sábado.

Confesso que não vi e não vou ver a pesquisa. Entre outros motivos, estava ocupado na imensa manifestação na Avenida Paulista (SP, SP).

Mas se os resultados forem os que me disseram, achei melhor assim.

Explico: a maioria esmagadora dos nossos apoiadores e eleitores não está nem aí para os resultados de uma pesquisa de véspera.

Mas tanto do lado de cá, quanto do lado de lá, tem gente que toma pesquisa como calmante: para relaxar.

Assim sendo, uma pesquisa dessas, saindo na véspera, mata dois coelhos com uma só paulada: tira nossos relaxados da zona de conforto; e coloca, na tal zona, os deles.

Isto posto, amanhã é dia de militância ativa, desde cedo até fecharem as urnas.

Depois, manter a calma na apuração (vamos virar no final) e festejar noite adentro (aliás, quem saiu das manifestações de sábado e segue festejando, recomendo ir dormir. Lembrem do Peru de Natal!)

Mais elementos, nos endereços abaixo:








Delgado: quem te viu, quem te vê

Em 1989, Paulo Delgado foi autor de  um espirituoso comentário sobre nossa derrota nas eleições presidenciais.


Ele falou algo do tipo: nós fomos de Woodstock, enquanto nossos inimigos vieram de Al Capone.

O tempo passou.

A última notícia que tive sobre Delgado é que ele estaria assessorando a FIEMG.

Não sei se procede.

Em 2026, na véspera do segundo turno, em entrevista publicada na Folha de S. Paulo, Delgado afirmou que o termo “exército de Lula” seria desrespeitoso com as vítimas da ditadura militar.

Sou neto de um militante assassinado e de outro preso e torturado. 

E não me sinto nem um pouco ofendido pelo uso do termo para falar do “exército de Lula”, nem di Exército Vermelho, nem do Exército Popular de Libertação.

Como tudo na campanha, o “exército de Lula” merecerá análise e críticas.

Mas essa que Delgado fez só demonstra que ele perdeu algo mais que a espirituosidade.


Comentaristas da luta de classe

No passado, acusar alguém de "comentarista da luta de classes" podia terminar em briga.

Afinal, por detrás do belo título, estava uma gozação ferina.

O comentarista da luta de classes era como aquele crítico literário capaz de demolir um texto alheio, mas incapaz de escrever algo que prestasse; ou como aquele locutor que dizia como um time devia ser armado, mas incapaz de dar um chute numa bola.

Mas a acusação também tinha seu lado perverso e aristocrático, a saber, o de preservar o monopólio de alguns. 

Todo mundo tem direito a ter opinião, ninguém tem o monopólio da crítica e as redes sociais permitem difundir de forma barata e rápida opiniões que, antes, se você não tivesse acesso aos meios de comunicação tradicionais ou a algum palanque do tipo, ficariam restritas às conversas com amigos e conhecidos.

E, num país onde há dezenas de milhões de técnicos de futebol e de juízes da suprema corte, nada mais normal e necessário que todo mundo tenha e emita opinião sobre absolutamente tudo, a começar pela política.

Entretanto, num certo sentido, a expressão "comentarista da luta de classes" segue sendo válida. Pois o problema de fundo não está no direito a comentar, nem mesmo está no mérito do comentário, mas sim na postura passiva, de observador não participante.

O máximo exemplo disso é o senhor Alberto Carlos Almeida, autoproclamado especialista na cabeça do povo brasileiro, que diz que não vota nas eleições para manter sua isenção científica. Para este senhor, não participar seria uma pré-condição para comentar.

Como sabemos, na prática ACA tem feito campanha para o Cavernícola. Por qual motivo, então, ele alardeia sua isenção? Minha tese é que isso o ajuda a vender seus serviços. Como diz uma dirigente petista com quem converso muito, business.

Esta tese - business - ajuda a entender as razões pelas quais há tantos "especialistas em pesquisas" que, até ontem, previam a vitória do Miliciano e, agora, dizem que pode dar qualquer coisa.

Faz parte. Digamos que são os ossos do ofício de quem escolheu ganhar (às vezes muito) dinheiro desse jeito.

O que não acho que faça parte é, a essa altura do campeonato, ler um militante de esquerda, eleitor declarado de Lula, na véspera da batalha decisiva, que vai decidir se seremos "colônia ou Estado soberano", terminar assim um texto: "VAI VIRAR? LULA VAI GANHAR? Ninguém sabe. Lula venceu o debate. Por nocaute, avalia Vera Magalhães, jornalista que nada tem de lulista. A refrega mostra-se absolutamente imprevisível. O que se vislumbra é um resultado provavelmente apertado, que criará outro foco de tensões. Mas essa é outra história. Desejar um bom domingo a todos significa, nessa hora, desejar os melhores e mais duros anos do resto de nossas vidas".

(O autor das linhas acima adora criticar determinado Partido, mas seu estado de ânimo não difere em nada do exibido por certos dirigentes que ele tanto critica.)

Enfim, cada um responde pelo seu estado anímico.

Eu prefiro deixar as dúvidas para dias melhores.

O meu desejo para este sábado 24 de outubro é: virar votos!

E para este domingo, 25 de outubro, o desejo é mais simples ainda: ganhar.

Boa luta, boa vitória!

https://www.instagram.com/reel/De4VVGJhnxC/?cplk=a3MyZXQzaDJjZnlt