domingo, 20 de setembro de 2026

Lula e os ricos

Duvido que as estatísticas e a “ciência” política respaldem esse aspecto do que ele diz, mas apesar ou por causa disso Lula é reincidente em se apresentar como alguém que teria sido generoso com os ricos.

Sua frase clássica a respeito parece ter sido publicada pela revista Veja, em setembro de 2006: “A única frustração que eu tenho é que os ricos não estejam votando em mim. Porque eles ganharam dinheiro como ninguém no meu governo".

Outra frase, sobre os banqueiros, foi publicada pela Folha de S. Paulo, em agosto de 2007: "Posso garantir que foram os que ganharam muito dinheiro neste país, no meu governo. Aliás, a parte mais pobre é que deveria estar mais zangada, porque ela teve menos do que eles tiveram". 

Quase vinte anos depois, em setembro de 2026, num comício em Florianópolis, Lula perguntou: “Por que o agro é contra nós? Só pode ser uma questão de eu ser nordestino, porque se fosse por dinheiro, deveriam se ajoelhar para mim, já que nunca houve tanto dinheiro para o agro como agora”.

É provável que estas perguntas de Lula sejam exclusivamente retóricas, assim como é possível que alguém já tenha alertado o presidente sobre a impossibilidade estatística dele - em três mandatos presidenciais, aos quais se deve somar os de Dilma - ter feito mais pelos de cima, do que fizeram os demais presidentes do Brasil, absolutamente todos vinculados, direta ou indiretamente, à classe dominante.

Mesmo assim, as frases citadas de Lula são uma excelente demonstração da contradição mortal existente, tanto na estratégia da tendência atualmente majoritária no nosso Partido dos Trabalhadores, quanto na estratégia que prevaleceu no movimento comunista brasileiro, pelo menos entre 1922 e 1990.

A saber: a ideia de que caberia à classe trabalhadora ajudar a desenvolver o “capitalismo brasileiro”, contribuindo para eliminar seus excessos, defeitos e obstáculos.

Os partidos comunistas nunca tiveram força suficiente para tentar levar à prática esta tese. 

Já nós petistas conseguimos conquistar, por cinco e logo mais por seis vezes, a presidência da República. E colocamos o governo federal à serviço, ao menos parcialmente, daquela tese.

Qual foi o resultado disso? 

Entre muitas outras coisas, descobrimos - embora a ficha ainda não tenha caído para boa parte da “cúpula” - que o maior obstáculo para reformar o capitalismo brasileiro é… o grande empresariado capitalista.

Podemos entupir essa gente de dinheiro. Eles não mudam. E não mudam porque - ao menos na época em que vivemos - o capitalismo realmente existente é isso aí que conhecemos. Portanto, inconciliável com a ampliação do bem estar, das liberdades, do desenvolvimento e da soberania de um país como o Brasil.

Podemos fazer ou falar o que quisermos. Os grandes capitalistas sempre darão um jeito de fazer com que nossa sociedade continue dependente, uma das mais desiguais do mundo, com pouca soberania e muita plutocracia política.

E os grandes capitalistas não se contentam com receber - palavras de Lula - muito dinheiro de nossos governos. Eles querem sempre mais, eles querem tudo.

Por isso o golpe e o governo golpista de 2016-2018, por isso o governo do cavernícola pai, por isso o ilegal parlamentarismo-de-emendas e o BC independente, por isso a candidatura do cavernícola filho tem o apoio que tem.

Sendo assim as coisas, precisamos escolher: ou o masoquismo que insiste nessa relação tóxica ou um divórcio litigioso que nos emancipe dessa lógica que leva o ministro Durigan a se sentir no direito e na obrigação de “justificar” que o recente aumento do bolsa família não foi “real”, foi apenas um reajuste para compensar a inflação.

Ouvindo tamanha merda, um velho anarquista espanhol provavelmente diria que “o Brasil só será realmente livre quando o último banqueiro privado tiver sido enforcado nas tripas do último latifundiário”.

A preços de hoje, me contentaria com um pacote de reformas estruturais que faça os capitalistas perderem bastante e faça o povo ganhar muito. E poderia começar, já, pelas BETS. Afinal de contas, gentileza com gentileza se paga. 

sábado, 19 de setembro de 2026

Supremo contubérnio

Na sessão do Supremo Tribunal Federal em que Flávio Dino tentou heroicamente restaurar o rito, o Procurador Geral da República, senhor Paulo Gonet, doravante PGR, disse todo pimpão o que segue: 

“Não existe e nem tive relacionamento de proximidade com o senhor Vorcaro. O único encontro que tive com o senhor Vorcaro se deu com várias autoridades em abril de 2024.”

É verdade que a foto disponível - no fone very smart de Vorcaro - demonstra que o tal encontro foi regado a uísque e charuto. 

Mas, tecnicamente, a presença de bebes e comes não desmente o dito pelo PGR.
 
Lendo essa e outras notícias sobre o ambiente festivo no qual Vorcaro fazia network, lembrei de uma palavra latina que ouvi, pela primeira vez, da boca de David Capistrano.

Não era suruba. 

Era “contubérnio”.

David usava o termo na sua acepção mais criminosa. 

Mas a origem do termo é por demais curiosa.

Segundo a Wikipédia, também conhecida como “neopAI dos burros”, contubérnio era a menor unidade militar da legião romana (algo similar ao pelotão moderno): oito legionários, uma mula, alguns escravizados e uma tenda.

E quem dirigia este grupo de “contubernais”?

Um “decano”!

Pois é, David sabia das coisas. 

Mas, tendo em vista tudo que veio e ainda virá à luz, acho que David - vivo estivesse - utilizaria outras palavras para designar as pessoas e as relações que se estabelecem na cúpula da sociedade brasileira, onde crime e dinheiro convivem de maneira indissociável.

Sendo essa a situação, Dino que me perdoe, não há rito que resolva.

E por falar em ritos e falta de rito, soube ontem de mais uma história genial acerca do “partido de lugar nenhum”.

Lembro que o que segue é ficção: qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.

No passado, tal partido tinha uma norma: todos os filiados tinham que contribuir para poder exercer seus direitos.

Em 2015 esta norma foi substituída por outra: só dirigentes, cargos comissionados e mandatários precisariam contribuir para poder exercer seus direitos.

Entre estes direitos estava poder concorrer às eleições em nome do Partido.

Em 2026 esta norma foi flexibilizada: inadimplentes poderiam concorrer, mas não poderiam receber recursos provenientes do fundo eleitoral.

Mas esta semana esta última norma foi mais uma vez flexibilizada: inadimplentes que “pagarem” agora, poderão receber fundo eleitoral.

Ou seja: faltando duas semanas para a eleição, se muda pela enésima vez uma regra.

E não qualquer regra, mas uma básica.

A mudança foi aprovada por maioria. 

Muitos integrantes da direção do tal “partido de lugar nenhum” votaram contra. 

E, a rigor, a decisão é ilegal, porque aprovada ao arrepio de regras aprovadas em instâncias superiores.

Como se vê, não é apenas no Supremo que falta rito.

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

A falta que um presidente faz

O que segue abaixo é um texto ficcional.

Qualquer semelhança com a realidade não passa de mera coincidência.

Ano passado, houve uma “guerra civil” na maior tendência de um determinado partido político. 

Em jogo, entre outras coisas, quem seria o candidato deles à presidência de sua direção nacional.

O desfecho da “guerra civil” foi um aparente acordo, donde a escolha “unânime” do candidato à presidência respaldado pela principal liderança do Partido. 

Na época, alguém disse que o escolhido “nunca seria presidente do Partido”.

Acontece que, na eleição interna do tal Partido, o tal escolhido foi consagrado por uma maioria esmagadura.

Muitos meses depois, hoje é público que parte dos que apoiaram - com gosto ou contragosto - o escolhido, agora entenderam a citada previsão.

Afinal, uma coisa é vencer uma eleição interna. 

Outra coisa é presidir efetivamente o Partido, especialmente no meio de uma batalha titânica.

O Partido precisava de uma presidência efetiva, mas o disponível é algo difícil de classificar com palavras gentis.

Apesar disso, a vitória virá!

Venceremos, apesar dos pesares, inclusive da falta de material de campanha.

E apesar, também, da confusão causada pelos que tentam ocupar o vácuo de liderança deixado pela falta de uma presidência efetiva.

Desses ocupadores de vácuo, ganha destaque - pelo histrionismo de pregador - o cidadão que aparece no vídeo abaixo.

https://youtube.com/shorts/LkCk0cGGA6s?si=ituHWnXCoU3Px0Mx

Sorte aos que aceitarem ser “soldados” da empreitada desse autoproclamado comandante, que parece ter menos dinheiro, mas pelo menos tem mais “molho” do que o protagonista da campanha de deputado abaixo mencionada:

https://www.instagram.com/reel/DdZEK3XRTLP/?stkn=aG4yZndlbHY2aHBs

Seja como for, cabe de tudo na marcha que levará à uma vitória suada, no segundo turno.

Mas o que virá depois da vitória não será uma calmaria, mas novas tempestades, onde seguirá sendo necessária uma direção de verdade.

Felizmente, tudo o que foi dito acima é ficção, sendo qualquer semelhança com a realidade uma mera coincidência.

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

As sugestões de Quaquá para Lula

Quaquá, prefeito de Maricá (RJ), é também coordenador da campanha de Lula no Rio de Janeiro.

Quaquá é, ainda, o patrono e principal eleitor do atual presidente do PT do estado do Rio de Janeiro (que concorre à deputado federal).

Além disso, Quaquá é vice-presidente nacional do PT, tendo sido um dos principais eleitores da chapa e do presidente que foram vitoriosos na eleição que escolheu, em 2025, a atual direção nacional do Partido.

Acumulando tantas funções e poderes, além de uma intensa atividade empresarial, é surpreendente ver e ouvir o que Quaquá diz num vídeo postado recentemente em suas redes sociais.

O vídeo pode ser assistido aqui:


Não me surpreendo com o mérito das propostas que Quaquá apresenta no referido vídeo. 

Sem dúvida, como diz Quaquá, Lula foi o que mais fez pelos evangélicos (embora não pelos motivos citados, mas sim pelos relativos a vida material). Por quais motivos, então, Lula não é, também, o mais querido?  

Quaquá e outros parecem achar que o problema se resolverá, não pela conversa, mas pela “conversão”. A nossa. 

Sua proposta de uma reunião com o BOPE vai na mesma linha “se não pode vencer, una-se a eles”. 

Nada disto nunca deu e nunca vai dar certo, mas é coerente com a linha política adotada por Quaquá, de aproximação política e ideológica com setores da extrema-direita (Pazzuelo, Brazão e quetais).

A prova de que esse caminho não dá certo está em Maricá mesmo, onde ganhamos as eleições municipais, mas foi o cavernícola quem ganhou as últimas eleições presidenciais.

Não é nada disso, entretanto, que me surpreende no vídeo de Quaquá.

O que me surpreende mesmo é sua postura de “ombudsman de si mesmo”.

Afinal de contas, é público e notório que a campanha de Lula vai mal no estado do Rio de Janeiro. Todo mundo diz que as condições objetivas são melhores do que em 2022, mas a campanha não corresponde. Nesse contexto, espera-se de um coordenador que coordene, não que reclame no Instagram.

Claro que problemas parecidos há em todos os estados. Mas nem todos tem os meios de que Quaquá dispõe, como sabem os que acompanham seu intenso esforço para eleger uma bancada pessoal de deputados estaduais e federais, inclusive em outros estados do Brasil.

Materiais de campanha e mobilização, por exemplo: alguém tem dúvida de que Quaquá, se realmente quisesse, poderia ajudar a resolver o problema?

Já que gosta tanto do BOPE, Quaquá devia é “pedir para sair”. Vantagem: ele poderia continuar criticando. Mas pelo menos não posaria de hipócrita, defeito que até então eu não achava possível imputar a ele.

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Durigan e a mediocridade social-liberal

Até onde eu sei, Durigan não é filiado ao PT.

Mas, como ministro da Fazenda, tem mais influência no governo federal do que a média dos petistas.

Dessa influência decorre uma das muitas ameaças que pairam sobre o quarto mandato Lula.

Ameaça futura e também presente, inclusive sobre o discurso de campanha.

Sem falar que, ao contrário do que muita gente acreditava, a “politica econômica” não é um ativo positivo na campanha presidencial de 2026.

E, afinal, o que pensa Durigan? 

Uma mostra está disponível no link abaixo, que dá acesso a um texto publicado pela revista Piauí.


Evidente que devemos dar três descontos: o texto é da Piauí, o cidadão é ministro e estamos no meio de uma campanha eleitoral.

Mas nada disto justifica a mediocridade de horizontes. 

O mundo está em chamas, o Brasil envolto em profundos conflitos, nosso futuro está em jogo… e mesmo assim tudo gira em torno de “arbitrar” os conflitos entre mercado e sociedade, para determinar o tamanho do “ajuste”.

Já tivemos tecnocratas mais audaciosos.

Mas o que esperar do social-liberalismo, senão mediocridade, temperada com um discurso protocolar contra os juros excessivos?












Os BRICS e a guerra

Leio sempre que posso (e recomendo a leitura) de La Tizza.

Não necessariamente por concordar com tudo o que se posta lá.

Mas pela qualidade dos textos e da polêmica.

É o caso do texto intitulado “Viendo pasar el cadáver de los BRICS”.

Tal texto pode ser lido aqui:


O autor informa que “é cubano e (sobre)vive em Cuba”. 

O texto tem ótimas tiradas, úteis para despertar quem acredita demais na retórica diplomática, inclusive a utilizada pelas declarações dos BRICS.

Mas partes do texto supracitado, especialmente o desfecho, me fazem recordar algumas críticas de Chávez ao Foro de São Paulo e, também, o que disse Delcy - antes da última posse de Maduro - contra os governos “tíbios” que, segundo ela, existiriam na América Latina.

A saber: vastas emoções, mas alguns pensamentos bem imperfeitos.

Por “desfecho”, refiro-me ao seguinte trecho:

“Pensé: después de tanto papel, el cierre traerá cuatro medidas que den contenido a tanto vocabulario. Traté de redactarlas, por adelantado, en la cabeza:

  1. Un corredor humanitario protegido por fuerzas de varios países del bloque en torno a Gaza, y una fuerza de protección del sur del Líbano frente a nuevos bombardeos sionistas.
  2. Un proceso de enjuiciamiento y exigencia de indemnización que examine la responsabilidad de los Estados Unidos ante Irán por los ataques contra poblaciones civiles y otras violaciones del derecho internacional.
  3. La exigencia de la liberación inmediata de Nicolás Maduro y Cilia Flores, capturados por fuerzas estadounidenses el 3 de enero y trasladados a los Estados Unidos.
  4. Una flota de petróleo suficiente, protegida por las armadas de varias naciones, rumbo a Cuba; y un mecanismo financiero alternativo que permita a la Isla acceder a los flujos del comercio mundial en igualdad de condiciones.”

Os itens 2 e 3 propostos acima são politicamente corretos. Mas, embora desejável, sua eventual inclusão não alteraria qualitativamente a declaração emanada da cúpula dos BRiCS. Afinal, é apenas enfática a diferença entre fazer “exigências” e afirmar princípios “em tese”. 

Já os itens 1 e 4 exigiriam mobilização militar direta. Fazer tal mobilização poderia fazer os EUA e Israel recuarem sem combater? Em tese, sim. Mas também poderia ser mais um degrau na escalada da terceira guerra mundial.

Deixemos de lado que os BRICS não são uma aliança militar, nem têm unidade política para ações como as propostas, nem se propõem a assumir tarefas que eles mesmos dizem caber à ONU.

Deixando tudo isso de lado, analisemos o núcleo do problema: nossa estratégia para derrotar o imperialismo estadunidense passa pelo confronto militar direto entre dois blocos de nações? Em caso positivo, Cuba e Gaza jogam um papel similar ao que a Polônia teve para França e Inglaterra, em 1939? Seja como for, qual o plano estratégico de conjunto? Ou a linha é “napoleônica”: a gente engaja e depois vê no que dá?

O debate sobre a dimensão militar da luta contra o imperialismo é legítimo, necessário e urgente. Até porque os EUA estão impondo isso: num certo sentido, a terceira guerra já começou. 

Mas não é a presença explícita dessa dimensão, numa declaração de uma cúpula descoordenada pela Índia, o fator que define a vitalidade ou não dos BRICS enquanto articulação. 

Aliás, os EUA são os primeiros a reconhecer - nas suas definições estratégicas de segurança e defesa - o quão fundamental é a dimensão econômica. A escalada militar dos EUA não é e nunca foi um fim em si mesmo, nem agora, nem na época da chamada Guerra Fria. Também por isso, os EUA não consideram que os BRICS sejam um “cadáver”.

Evidente que, como bem diz o texto publicado em Lá Tizza, devemos recusar a “espera mesiánica del colapso ajeno”: o imperialismo, quando morrer, será de morte matada. Não de morte morrida.

Evidente, também, que os cubanos e palestinos de 2023-2026, assim como os republicanos espanhóis de 1936-1939, têm todo o direito do mundo a vituperar contra a solidariedade protocolar e hipócrita. 

Evidente, por fim, que muita coisa poderia e deveria ser feita, a começar por nós do Brasil, sem implicar necessariamente em conflito militar direto.

Isto tudo posto, não se deve pedir “pêras aos olmos”. Não impugnemos os BRICS por não serem o que nunca serão. Até porque a derrota do imperialismo, inclusive no plano militar, exigirá muito mais do que tijolos.


terça-feira, 15 de setembro de 2026

Três opiniões sobre a suprema sessão

sessão do Supremo Tribunal Federal realizada nesta terça-feira, 15/9, merece uma longa avaliação.

Mas por enquanto me limito a três curtas opiniões.

Primeiro: apesar do heroico esforço de Flávio Dino, a judicialização da política e a partidarização da (in)justiça seguem a pleno vapor, comprovando que o judiciário precisa de uma reforma profunda.

Segundo: a divisão na Corte é brutal, o que a preços de hoje favorece a extrema-direita, entre outros motivos porque aumenta a margem de manobra do presidente do TSE (imaginem o que poderia ter ocorrido em 2022, se o presidente fosse outro).

Terceiro: o espaço ocupado pela “crise no STF”, tendo como pretexto as práticas absolutamente indefensáveis de muitos ministros, dificulta o debate que nos interessa: a pauta do povo, a defesa da soberania e o futuro do Brasil.

Em resumo: o que já estava ruim, pode ficar ainda pior, principalmente se levarmos em conta que o lado de lá tem o apoio - inclusive espionagem e mídia - dos EUA, de Israel e da “Internacional da Extrema Direita”.

Tudo isto junto e misturado aumenta a necessidade da esquerda mudar de tática, corrigir os erros e, principalmente, ocupar as ruas e conversar diretamente com as pessoas, olho no olho.

Se fizermos isso, venceremos - por pouco - no segundo turno. O que nos permitirá enfrentar em melhores condições o que virá em seguida à nossa vitória.