quarta-feira, 13 de maio de 2026

Registro de uma situação surreal

Alguém achou por bem me incluir num grupo de zap.

Milhares de mensagens trocadas.

Você lê algumas, outras não.

Num único momento, se envolve num debate.

Tudo muito tranquilo.

Algumas vezes, vc encaminha para este grupo algumas textos de sua autoria e vídeos também de sua autoria sobre temas que você acredita serem relacionados ao assunto do grupo.

Aí, de súbito, sem aviso prévio, você é retirado do grupo.

Sem saber o que ocorreu, você escreve para a pessoa que te tirou do grupo e pergunta: "Oi, boa tarde. Infringi alguma regra? Pergunto, porque vc me removeu do grupo. E gostaria de saber o motivo".

A pessoa que me excluiu do grupo responde o seguinte: "Sim. Você não está interagindo. Usa o grupo para postar os mesmos POST que envia na sua lista de whatsapp. Eu nunca postei lá artigos do site [...] que divulgo diariamente em grupos de whatsapp. Se você quiser posso te inscrever novamente".

Perguntei de volta: "Essa regra foi explicitada em algum lugar? A rigor, se vc ler a lista, verá que interagi com (...). Quero, mas se a lista é sua, com regras estabelecidas por vc e que são desconhecidas por quem participa, não acho que valha a pena. Portanto, faça o que vc quiser, mas eu só respeito regras que me são informadas com antecipação".

A pessoa que me tirou diz então o seguinte: "Está informado. Vou te inscrever novamente".

De fato a pessoa me devolveu ao grupo. 

Não sei se a decisão de tirar & por foi individual (da pessoa citada acima) ou coletiva (do conjunto dos administradores), então encaminho para os demais administradores o relato acima.

É incrível ter que perder tempo com isso, a essa altura do campeonato, mas frases como "você não está interagindo" e "está informado" me lembram as que eu ouvia (sou desse tempo) do bedel. 

Acima de tudo, são inapropriadas e geram uma inútil perda de energia num momento em que precisamos de unidade e foco.



terça-feira, 12 de maio de 2026

Quaquá: quem sai aos seus, não degenera

 



Nada contra o cidadão aprender a atirar.

Alguma coisa contra o cidadão querer disfarçar suas reais intenções, posando para três fotos num CAC ao mesmo tempo que crava uma legenda onde diz: "sou de esquerda, seguidor de Che Guevara, Lamarca, Fidel Castro e Marighela".

Muito contra fazer tudo isso trajando uma camisa vermelha com a cara do Lula, enquanto as mãos seguram uma "arminha" de respeitável calibre.

Gostaria que tudo não passasse de uma bizarra manifestação de oportunismo eleitoral, uma tentativa canhestra de conseguir os votos do bolsonarismo carioca em prol de um certo pré-candidato a deputado federal, que ostenta o mesmo sobrenome de um certo prefeito.

Mas, infelizmente, o problema parece ser de outra natureza, parecido com aquele que levou Benito Mussolini a transitar do socialismo para o fascismo.

De concessão em concessão, de gesto em gesto, a pretexto de converter os inimigos, se converte em inimigo.


Infelizmente, até agora nada foi feito por Edinho, nem por Henrique Fontana, nem por nenhum dos demais integrantes da comissão especial criada pela comissão executiva nacional do PT para analisar o "dossiê Quaquá".

Como nada foi feito, os problemas vão se avolumando. Até quando, quem viver verá. 







segunda-feira, 11 de maio de 2026

Textos de Elias Ishy

Trabalho, transparência e compromisso com a população


Elias Ishy é bacharel em Direito, bancário aposentado e detentor de sete mandatos como vereador em Dourados-MS e, atualmente, pré-candidato a deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores (PT).


Tem a família como sua base sólida. É casado há 38 anos com a professora Rosana Palhano e, juntos, têm três filhos: Amanda, Bianca e Lucas.


Como cristão, aprendeu desde cedo que é necessário unir a fé e a vida, respeitar o próximo e que, por meio da política, é possível construir um mundo mais justo e solidário, um mundo com "vida em abundância para todos" (Jo 10,10).


Sua trajetória é marcada pela atuação em defesa dos trabalhadores e da população mais vulnerável. No movimento sindical e popular, foi presidente do Sindicato dos Bancários de Dourados e Região e coordenador do Comitê Regional de Defesa Popular.


Na política, Elias Ishy tem seu trabalho reconhecido pela defesa da transparência e da eficiência no uso do dinheiro público. Luta incansavelmente para que todos os serviços públicos sejam ofertados com qualidade, da saúde à educação, da segurança ao transporte.


Ishy ganhou projeção nacional como autor da lei que proibiu as queimadas nos canaviais. Sua atuação também se destaca na defesa da agricultura familiar, da agroecologia e do meio ambiente. Seu compromisso é claro: lutar para que todos tenham saúde, educação, emprego, dinheiro no bolso, comida no prato e alegria de viver.


Carta aos cristãos (2022)


Sou Elias Ishy, alicerçado na caminhada da Igreja peço licença para apresentar a minha candidatura a Deputado Federal e pedir o seu voto, pelos motivos abaixo.

Na Igreja, atuei nas pastorais da juventude, família e saúde, participei do Conselho de Pastoral da Comunidade por mais de 20 anos, fui coordenador Regional das Comunidades Eclesiais de Base, participei da Coordenação Regional dos Leigos, colaborei em várias equipes de formação. 

Na Política, entrei motivado pelos documentos oficiais da CNBB e da Doutrina Social da Igreja. Nesta missão, estou como vereador em Dourados exercendo o sexto mandato.

Trabalho inspirado no Evangelho de João (10:10): “Para que todos tenham vida e a tenham em abundância". Assim atuo, principalmente para os que mais precisam, lutando por melhorias na Educação, na Saúde, na Assistência Social, no Meio Ambiente (LS*), pelo fortalecimento da Agricultura Familiar e da Agroecologia. (*LS - Laudato Si' é uma encíclica do Papa Francisco.)

Sou casado há 36 anos com a professora Rosana, temos três filhos: Amanda, Bianca e Lucas. Sou bacharel em Direito, bancário aposentado, vereador e agora candidato à Deputado Federal.

Peço o seu voto! Meu número é 1313

Elias Ishy de Mattos


Carta aos Cristãos (2018

Papa Francisco: "A Política, tão denegrida, é uma sublime vocação, é uma das formas mais preciosas da caridade, porque busca o bem comum". (EG Alegria do Evangelho, 205) (DGAE 2015/201968).

CNBB - Conferência Nacional dos Bispos do Brasil: "É urgente que as dioceses busquem: estimular a participação dos cristãos leigos e leigas na política. Há necessidade de romper o preconceito comum de que a política é coisa suja, e conscientizar os leigos e as leigas de que ela é essencial para a transformação da sociedade. Incentivar e preparar os cristãos leigos e leigas a participarem de partidos políticos e serem candidatos para o executivo e o legislativo, contribuindo, deste modo, para a transformação social" (Doc. 105: Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade, 261 e 263).

Caros Irmãos e Irmãs,

A Igreja faz um apelo aos leigos para que não sejamos omissos diante dos problemas do mundo. Incentiva os Cristãos a participarem de forma ativa na política como candidatos e como eleitores conscientes.

Alicerçado em minha dedicação à igreja, aos movimentos sociais e à política, coloco o meu nome como candidato a deputado estadual. Para isso, peço que conheça a minha trajetória.

Meu nome é Elias Ishy de Mattos, tenho 59 anos, sou casado há 31 anos com a Rosana, temos três filhos. Tive a infância no campo com meus pais e meus 10 irmãos. Batalhei e me formei em Direito, concursado e aposentado por tempo de serviço na Caixa Econômica Federal.

Participo há 39 anos da Paróquia Santo André, em Dourados - MS. Fui coordenador de grupo de jovens e do Conselho de Pastoral. Com minha esposa, fomos formadores das Pastorais da Juventude, da Saúde e da Família. Em níveis diocesano e regional, fomos coordenadores das CEB's e, atualmente, somos membros da coordenação do Conselho de Leigos. Nos Movimentos Sociais, fui presidente do Sindicato dos Bancários e coordenador do Comitê de Defesa Popular.

Sou vereador em Dourados. Na última eleição, fui o mais votado entre os reeleitos, fruto do reconhecimento das pessoas pelo meu trabalho. Entre as várias Leis aprovadas de minha autoria, destaco a que proibiu as queimadas de canaviais, em 2007. Impedi também aprovação de vários projetos de Leis que causariam prejuízos ao município, destacando o que envolvia o contrato milionário de concessão com a Sanesul, em 2015. Realizei dezenas de Audiências Públicas com temas relevantes e apresentei centenas de proposições. Conheça mais sobre minha conduta e o meu trabalho nas redes sociais.

Compromissos:

Atuarei no Estado como sempre atuei em meu município, fazendo um mandato participativo, trabalhando em parceria com os movimentos sociais, as igrejas e demais organizações da sociedade civil.

Juntos, lutaremos:

No combate a corrupção e pela ética na política;

Para que a sociedade participe mais das decisões governamentais;

Para que a educação seja prioridade; por melhorias nas áreas de saúde, segurança, assistência social, cultura, esporte, agroecologia e meio ambiente;

Pelo desenvolvimento econômico do Estado com justiça social e sustentabilidade ambiental.

Minha campanha é feita basicamente por voluntários/as, assim, além de pedir o seu voto, de sua família e amigos, peço também sua ajuda para divulgar a minha candidatura. Você encontra mais informações nos endereços: www.eliasishy.com.br, no facebook.com/eliasishyms ou pelo contato via whatsapp 67 9 9686-9277.

Muito obrigado! Fiquem com Deus. O meu número é 13.234.

quinta-feira, 30 de abril de 2026

Messias e a grande ilusão

O mais espantoso na votação do Senado não é a derrota em si.

O espantoso é a quantidade de gente bem-informada que estava 100% segura da vitória.

Parecido com isso, só a grande ilusão que precedeu a derrota ocorrida em 17 de abril de 2016: até pouco antes de começar a votação na Câmara dos Deputados, a esmagadora maioria dos dirigentes do nosso Partido acreditava que a base do governo, vitaminada pelo poder de convencimento de Lula, impediria o impeachment.

A derrota na votação do Senado ocorrida ontem, 29 de abril, foi ainda maior porque o candidato Messias demonstrou ser ideologicamente comprometido com muitos dos valores conservadores defendidos pela maioria do Senado.

Ou seja: mesmo sabendo que poderiam eleger para o Supremo mais um "terrivelmente evangélico", a turma do lado de lá não vacilou; colocou a política no posto de comando e impôs uma derrota ao governo.

A esse respeito, o presidente nacional do PT, companheiro Edinho, publicou um post na sua conta pessoal dizendo o seguinte: O Senado Federal, ao rejeitar a indicação de Jorge Messias, comete um grave erro, politizar uma indicação para um cargo onde a formação técnica é o mais relevante. Essa postura do Senado Federal também gera uma importante instabilidade institucional. Há 130 anos que uma indicação para a Suprema Corte não é recusada. Mais uma atribuição do Poder Executivo "é esvaziada pelo Legislativo".

Erro comete Edinho, quando acha que o mais "relevante" para compor o STF é "a formação técnica". 

Nem Messias acredita nisso, como ficou claro quando - ao falar do aborto - ele destacou suas crenças religiosas e deixou de lado o que a legislação brasileira diz a respeito.

Sendo assim, melhor corrigir a frase de Edinho e deixar da seguinte forma: o objetivo da maioria do Senado não foi "também", foi principalmente criar uma "instabilidade institucional", termo elegante que deve assim ser traduzido: derrotar o governo.

A pergunta que não quer calar é: vai parar por aí? Se a resposta a essa pergunta for "não, vai é piorar", cabe também perguntar: Pacheco, candidato que o PT de Minas Gerais está apoiando para governador, é confiável como aliado? 

Ou vamos deixar para descobrir, no meio da campanha eleitoral, que nos iludimos com Pacheco, com Paes, com outros e com tudo, tanto quanto nos iludimos agora acerca de qual seria o resultado de Messias?

Não fosse tão trágica a situação, valeria um comentário sobre o quanto se iludem aqueles que gostam de alardear seu pragmatismo. 

Mas dada a situação, nos limitemos ao indispensável: a maioria do Congresso é inimiga do povo. Cabe dizer isso ao povo, com todas as letras. E tratar os inimigos do povo como eles merecem. A começar pelos cargos controlados por Davi Alcolumbre, Arthur Lira et caterva.



 

quarta-feira, 29 de abril de 2026

Edinho, Quaquá e Mussolini

O companheiro Edinho tem se notabilizado por alertar, em todos os seus discursos, acerca da ameaça fascista.

O fascismo italiano tinha uma figura central: Mussolini.

Nem todo mundo lembra, mas antes de virar fascista, Mussolini foi um importante dirigente do Partido Socialista Italiano.

O PS era, naquela época, o grande partido da classe trabalhadora italiana.

Mussolini - de socialista e inclusive com passagem pela ala esquerda do PS - se converteu no personagem desprezível e perigoso de que todos ouvimos falar.

Escrevo tudo isso para conclamar Edinho e demais integrantes da “comissão especial” nomeada pela Executiva Nacional do PT a cumprirem seu dever e a analisarem com celeridade o “caso” do senhor Washington Quaquá.

Não é possível ver as seguidas declarações de Washington- a mais recente (que eu saiba) foi em defesa da escala 6x1 - e não perceber que, se algo não for feito imediatamente, deste ovo que está sendo chocado não sairá um lindo patinho amarelo grasnando qua qua.

A declaração citada está aqui:


ps. quem acha impossível acontecer metamorfoses "radicais", favor lembrar de Carlos Lacerda ou de Aldo Rebelo

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segunda-feira, 27 de abril de 2026

Por favor, parem de colocar a culpa no Lula

No recém-encerrado Congresso do PT, ouvi em vários momentos frases assim: “eu estou de acordo, o problema é que Lula não concorda”.

Acontece que Lula não era delegado. Nem compareceu ao Congresso. Não sei qual a opinião dele sobre vários dos pontos polêmicos que geraram respostas como a acima transcrita.

O que sei é que as pessoas que se pretendem dirigentes têm que responder pessoalmente pelas escolhas que fazem. Não vale terceirizar. Se querem ser contra a reforma agrária, contra a TERRABRAS, contra a revogação da reforma trabalhista ou contra acabar com a “autonomia” do Banco Central, que sejam. Há argumentos para isso, mesmo que possam ser “peregrinos e monstruosos”. 

Mas por favor assumam a responsabilidade pessoal pelo que defendem. “O chefe mandou” não é argumento. Pois a obediência que pode ser válida e necessária num governo - obediência infelizmente não exigida quando os cargos são ocupados por gente de direita - não se aplica num partido, ao menos não num partido que se pretenda de esquerda.

A respeito, lembrei de uma história: Diógenes Arruda, secretário-geral do Partido Comunista do Brasil, se opunha a fazer qualquer alteração no projeto de resolução do IV Congresso do PCB (1954) porque, dizia ele, Stálin teria lido e aprovado cada linha. Era verdade? Duvido. Mas o relevante é: mesmo que fosse verdade, ainda assim não seria argumento válido para impedir que um Congresso alterasse um projeto de resolução.

Felizmente no PT prevaleceu outra história e, em nosso Congresso, os projetos de resolução sofreram várias alterações, ainda que na boca do gol e apesar dos que não moveram uma palha naquele sentido. Seja como for, graças a quem se mexeu, não passaremos a vergonha de soltar um Manifesto que omitia a reforma agrária e a comunicação da lista de reformas prioritárias.













Temer, Nassif, Lula e o PT

Temer - o do PSOL, antes PT, antes PSB, antes PCB, mas sempre um bom comunista - escreveu um “post” na sua conta no “face” atacando o PT.

Como o “post” me cita, segue abaixo meu comentário.

Temer diz que sou um “lulista histórico”. De onde ele tirou esta besteira? Não faço ideia. Sou do mesmo Partido que Lula, votei nele em todas as eleições que pude, mas não sou “lulista”, sou petista. Dúvidas a respeito, basta perguntar ao próprio Lula.

Vale dizer que, como professor de história (não me considero um historiador), não compartilho das teorias sobre o “lulismo” que estão na praça, em parte por obra e graça de André Singer. Mas isso é outro assunto.

Voltando a Temer: ele diz que meu texto e o de Nassif ajudariam a explicar o “desgaste de material” que “começa a ser considerado como perigo real para a reeleição do próprio Lula”. 

Primeiro, uma “precisão”: não é o “desgaste de material” que nos ameaça. O que nos ameaça é uma ofensiva do imperialismo, da extrema-direita e da classe dominante, ofensiva que se aproveita dos erros políticos que cometemos e seguimos cometendo. Falar em “desgaste de material” remete para algo insolúvel, produto da passagem do tempo, uma abordagem muito conveniente para a linha de campanha que o neofascismo já está implementando, de contrapor a idade dos oponentes.

No seu “post”, Temer cita dois documentos; mas poderia ter citado um terceiro “documento”: o discurso de Lula em Barcelona, onde ele fala explicitamente o seguinte: “(..) nós sucumbimos à ortodoxia. Temos sido os gerentes das mazelas do neoliberalismo. Governos de esquerda ganham as eleições com discurso de esquerda e praticam a austeridade. Abrem mão de políticas públicas em nome da governabilidade. Nós nos tornamos o sistema. Por isso não surpreende agora que o outro lado se apresente como antissistema.”

Temer talvez ache que o discurso de Lula é contraditório com sua prática. Mas isto também valeria para o caso de Nassif, que em diversos momentos contribuiu para fortalecer as posições que ele agora detona (vide por exemplo: 
https://valterpomar.blogspot.com/2014/12/nassif-quando-relevancia-sobe-cabeca.html?m=1 e também vide: 
https://valterpomar.blogspot.com/2015/08/nassif-sonha.html?m=1 e ainda vide: 
https://valterpomar.blogspot.com/2018/05/luis-nassif-esquerda-e-o-gueto.html?m=1 ou ainda: 

O texto de Nassif deixa entrever sua postura contraditória quando, falando da “Carta aos Brasileiro”, diz que “o problema não foi a carta. Foi que a postura nela contida tornou-se permanente, quando deveria ter sido transitória”. 

Eu e outras pessoas - que integrávamos o Diretório Nacional do PT em 2002 e votamos contra a “Carta” - nunca aceitamos esta postura que Nassif segue defendendo 24 anos depois: votar na Carta sob o pretexto de que ela seria apenas um expediente eleitoral. Sempre soubemos do que se tratava e sempre a combatemos. 

Vale dizer que a social-democracia anos 1970 virou neoliberal em grande medida porque, antes como agora, seu compromisso é com o capitalismo, não com o socialismo.

Por esses e outros motivos, confesso que não compro pelo valor de face as críticas de Nassif, mesmo quando justas

Aliás, como se pode constatar pelo discurso de Lula em Barcelona, comparado com o que alguns fizeram supostamente em nome dele no Congresso do PT, existem mais mediações entre o Céu e a Terra do que a nossa vã filosofia pode supor.

A respeito do meu texto - na verdade trata-se de uma resolução da tendência petista Articulação de Esquerda, que pode ser lida aqui 
https://valterpomar.blogspot.com/2026/04/oitavo-congresso-do-pt-pontos-para-um.html?m=1 - Temer diz que eu seria “expressão do que ainda se convenciona chamar Esquerda Petista, marxista radical confesso, mas que opera no apoio a Lula por conta da lógica da ‘governabilidade possível’.”

Temer mistura alhos com bugalhos.

Alhos: Temer vai votar em Lula, não vai? O PSOL de Temer também vai votar em Lula, não vai? Assim sendo, não sou eu, nem a AE, nem só o PT, mas é  quase toda a esquerda brasileira que está operando “no apoio a Lula” devido a uma “lógica” politica meio óbvia, que não tem nada que ver com a “governabilidade”. 

Bugalhos: somos petistas. Queremos não apenas ganhar a eleição, mas transformar o Brasil. E na atual quadra da história, não há como transformar o Brasil sem o PT ou contra o PT. 

Por isso, não estou “frustrado” com o resultado do Congresso do PT. O que penso e digo publicamente é que as resoluções do Congresso não estão à altura da situação. Mas é o que temos para hoje e vamos lutar para combater e vencer assim mesmo

Por outro lado, não duvido nada que Lula, amanhã ou depois, atropele os moderados que dizem falar em nome dele. Já fez isso tantas vezes, espero que faça de novo.

Por fim: repudio o grosseiro comentário de Temer sobre Benedita. Amargura deve ter limite.


Segue abaixo a íntegra do post de Temer

DOIS DOCUMENTOS importantes vieram a público em coincidência com o Congresso do neoPT. Dois textos de dois lulistas históricos - Valter Pomar e Luis Nassif - que, em seus cenários, e em suas limitações, ajudam a explicar o “desgaste de material” que começa a ser considerado como perigo real para a reeleição do próprio Lula. Desgaste em função da frustração de quem é “eleito pela esquerda, mas governa pela direita”. 
Vou a um rápido comentário, informando que o link com a íntegra dos textos está nos comentários desta postagem. 
COMEÇO com Nassif, reproduzindo um parágrafo que quase faz dispensar a leitura da integra do artigo em que denuncia o transformismo regressivo do PT, e suas sequelas, materializado publicamente a partir da famigerada “Carta aos Brasileiro”, em que Lula se rendia aos ditames do Consenso de Washington”, na sequência de FHC, para garantir boas relações com o grande capital em seu primeiro mandato. 
“O problema não foi a carta. Foi que a postura nela contida tornou-se permanente, quando deveria ter sido transitória. Lula não apenas respeitou os compromissos — foi, como ele próprio definiria a partir de 2003, “mais responsável que a direita”. A taxa Selic permaneceu em níveis absurdamente elevados por anos. A política de superávit primário foi mantida com rigor que constrangeria qualquer governo europeu de centro-direita. A abertura financeira herdada de FHC não foi tocada."
POR GENEROSIDADE, talvez, Nassif deixa de citar a medida mais grave - consequente da entrega da autonomia do Banco Central a Henrique Meirelles um então recém-eleito deputado federal pelo Psdb, e o controle ministerial da Economia ao mal lembrado Palocci. 
Nassif náo cta a contra-reforma da Seguridade Social contra os servidores públicos, medida anti-social que viria a ser universalizada aos trabalhadores da iniciativa privada por Michel golpista, depois do impeachment de Dilma.
PASSAMOS A VALTER, quadro da maior expressão do que ainda se convenciona chamar Esquerda Petista, marxista radical confesso, mas que opera no apoio a Lula por conta da lógica da "governabilidde possível".
SEU TEXTO não consegue ocultar frustração importante com o que ocorreu no fim de semana em Brasília, onde ele registra como dados a considerar, a ausência de Lula, e de várias importantes lideranças do próprio campo majoritário.
DELE, NÃO vou aos detalhes, mas sem poder me omitir do bizarro epílogo em que marca como ponto alto a intervenção cantada de Benedita, que teria trazido animação a um encontro sem marca. 
Ou melhor, e aí sou eu quem concluo. Se essa intervenção marcou ponto alto, isso só confirma a inexpressividade do presidente do Partido, que em suas várias intervenções Valter náo teria vislumbrado nada de mais importante.

Segue abaixo o link do texto citado de Nassif