quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Alberto Carlos Almeida, um “cientista” acima de qualquer suspeita

Nunca apreciei as análises do cidadão.

Nem mesmo quando ele foi convidado para “abrilhantar”, com trivialidades e equívocos, uma reunião do Diretório Nacional do PT.  

Mas confesso que não acreditei ser verdade o que me contaram dele.

Até  que “mataram a cobra e mostraram o pau”.

Aqui está: 

Transcrevo o post:

“As pessoas querem saber em quem eu voto. Vou dizer”
“Voto nulo e branco (depende do humor no dia da eleição) há 30 anos, justamente porque sou analista político. Meu voto nunca fará diferença no resultado, nem se votasse no municípios de Borá em SP”
“Ademais, não goste de ver meus amigos e amigas cientistas políticos fazendo campanha nas redes. Acho que não deveriam dizer que são cientistas, ou não deveria fazer campanha. Isso é o Brasil, um país anti ciência, um país artístico, de músicos, artistas e celebridades.”

Direito dele votar como quiser.

Mas é um pouco demais alegar que seu voto “não fará diferença”, como se omitir-se diante do fascismo fosse equivalente a faltar na festa da firma.

Até porque está óbvio - pelas suas postagens - que Almeida está em campanha aberta contra Lula.

Mas inaceitável mesmo é ele afirmar que um cientista não pode tomar partido, não pode ter posição política 

É inaceitável, entre outros motivos, porque ao contrário do que pode parecer, a tese segundo a qual a “objetividade científica” seria contraditória com assumir lado nos conflitos, permite a certos “cientistas” participar dos maiores crimes.

E alegar, depois, no tribunal ou perante a posteridade, que só estavam fazendo “ciência”, dando sua contribuição “técnica”.

Espero que a pessoa que insistiu em convidar este troncho para falar à direção do PT, perceba agora o tamanho da tolice cometida.

O “apito de cachorro” dos fascistas

Ontem, uma militante da campanha Lula, ativista que integra a relação de indispensáveis de nossa história, relatou “estar com medo”.

Normal, previsível e justificado.

Afinal, estamos na véspera de uma batalha decisiva, cujo resultado afetará não apenas os destinos do mundo e do Brasil, mas também incidirá sobre o destino de cada um de nós, a começar pelas mulheres, negras e negros, trabalhadores pobres, moradores das periferias, explorados e oprimidos em geral.

Sendo assim, ter medo é uma reação instintiva natural e indispensável para quem deseja sobreviver. E vencer!

O problema, portanto, não é ter medo.

O problema surge quando o medo produz intimidação e paralisia.

Este é o objetivo declarado da campanha fascista, como vimos, aliás, na atitude do miliciano no debate da Band, domingo passado.

A estratégia dos fascistas  foi “teorizada” por Pablo Venal, em reunião com “influenciadores” de direita, da seguinte forma: “esta eleição não é a da esperança, é a eleição do medo”.

Segundo a imprensa, Venal teria detalhado assim sua “tese”:  “Você vence uma ideia ou pela esperança, ou pelo prazer e, se não der conta de vencer nesses dois, vence pela dor. (…) Qual é a forma de fazer eles perderem votos? Medo. O medo atrai. Essa é a eleição do medo."

O que parece ser apenas uma orientação de comunicação, na verdade é o plano de batalha dos Traidores da Pátria nesta reta final do segundo turno.

“Vencer pela dor!”

É por isso que, por paradoxal que possa parecer, os Traidores da Pátria exibiram, numa recente manifestação realizada na Avenida Paulista, a réplica de um míssil, onde estava escrito “Trump nuke Brazil”, ou seja, pediram que o Brasil seja bombardeado com armas nucleares.

(Aliás, é revelador que certa mídia dê mais atenção para a suposta depredação que teria ocorrido - por obra de provocadores? - num ato da esquerda, do que para esse pedido criminoso feito pelos cavernícolas: devastar o Brasil.)

(Assim como é incrível que exista gente na esquerda que siga não percebendo que este “míssil”não se trata de um erro, mas de uma estratégia de medo.)

O fato é que, percebendo os sinais da derrota, Venal e a campanha do Miliciano tocaram o “apito de cachorro”.

A técnica é a mesma utilizada nos territórios dominados pelo Crime e pelas Milícias: mesmo sabendo que estão diante de criminosos, as pessoas se submetem devido ao medo.

A “dor”!

É também por isso que, diferente do que ocorreu no primeiro turno e, também, diferente do que ocorreu no início do segundo turno, a “militarcia” (sic) da extrema-direita está partindo para a agressão física.

O objetivo é deter a onda de mobilização pró-Lula, principalmente no plano “micro”, onde ela é mais necessária: no corpo-a-corpo, ao pé de ouvido, nas conversas privadas, principalmente com os chamados “indecisos”.

O que fazer contra esta “estratégia do medo”?

Entre outras muitas coisas:

1/não se deixar intimidar: um bom exemplo foi dado pelos estudantes que derrotaram a fracassada invasão cavernícola na Universidade Federal do RN;

Mais detalhes aqui: 

2/não baixar a guarda: CADEIA é para onde mandaremos os maiores criminosos deste país, cujas digitais estão no assassinato de Marielle, nos roubos do Master, na fraude do INSS, na doença das BETS, nas Milícias e no crime organizado, sem esquecer das centenas de milhares de pessoas que foram assassinadas pelas escolhas do governo Cavernícola durante a pandemia da COVID;

(Aliás, debater segurança pública com o Miliciano é tão sério quanto debater sobre Bancos de Sangue com um Vampiro.)

3/não largar nunca a bandeira da esperança: ao contrário da extrema-direita, devemos organizar a raiva para defender a alegria. 

Numa eleição empatada entre medos, o que desempata é a esperança. Assim venceremos!




terça-feira, 20 de outubro de 2026

Aos apreensivos

Volta e meia recebo mensagens, as vezes de recém militantes de base, as vezes de “históricos” muito bem graduados, perguntando “o que vai dar?”

Eu consulto os búzios, jogo as cartas, vejo a média das últimas pesquisas, uso o dedo para sentir a direção dos ventos… e, depois disso tudo, respondo o mesmo de sempre: vamos ganhar por uma pequena diferença de votos.

Dos que me escreveram hoje, três confessaram o motivo de sua apreensão: o ritmo das pesquisas. Um dia três citou, inclusive, a declaração de um autoproclamado especialista na cabeça do povo brasileiro.

Segundo este senhor, as pesquisas ainda não viraram porque não seria possível “persuadir a votar em Lula o eleitor que quer trocar de governo”.

Então: as pesquisas mostram, exatamente, algo diferente, a saber, que a campanha está “persuadindo” muitas pessoas a votar em Lula e “persuadindo” outras tantas a não votar no miliciano, traidor da Pátria e autodeclarado corrupto.

Por qual motivo, então, as pesquisas mudam devagar? 

Em boa medida porque o lado de lá é muito forte, muito poderoso, tem muita grana, além da Meta, de Israel, EUA e outras cositas más.

E, também, porque uma das muitas características da democracia eleitoral burguesa é que ela põe um “sinal de igual” entre o cidadão politizado e o despolitizado, entre o mobilizado e o passivo. 

Portanto, não devemos cometer o erro - muito comum - de achar que as pesquisas vão refletir automaticamente as ruas.

Aliás, cá entre nós, ainda bem que estamos crescendo devagar. 

Se o crescimento fosse rápido, se já estivéssemos na frente, parte do nosso pessoal já estaria festejando de véspera. E, nesse caso, terminaríamos a eleição recebendo o prêmio “Peru de Natal”.

Pesa na apreensão, também, a impressão de que nosso “Estado Maior” segue exibindo mais problemas que qualidades. 

Sobre isso, repito o que já disse, no passado, um argentino muito famoso: vamos ganhar, “con los  dirigentes a la cabeza, o con la cabeza de los dirigentes”.

O precedente é apenas ironia. Até porque a vitória faz todo mundo ser generoso (espero que desta vez só com o povo, todo o povo, o que não inclui a Famiglia e sua caterva).




segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Do esforço exigido para ser “isento”

Todo dia leio, em algum lugar, uma análise “isenta” do processo eleitoral, apontando qualidades e defeitos dos “concorrentes” e fazendo hipóteses científicas sobre os resultados possíveis.

A mais recente, feita por um velho conhecido, atribui ao Cavernícola Filho “agilidade mental e verbal e boa movimentação corporal”.

A descrição corresponde a um bichinho viscoso que mata muita gente na série Alien: Earth. 

Um “perfeito” predador.

Voltando às análises “isentas”: algumas são tão bem formuladas, que me fazem lembrar o sentimento que tive ao ler um livrinho chamado Cartas de Stalingrado, com textos escritos por soldados e oficiais da Wermacht, enviados pelo correio militar a seus familiares na Alemanha.

Ler aquelas cartas serve para lembrar, aos “isentos”, que no peito dos nazistas também bate um coração.

Mas, bem rapidinho, lembro da resposta que uma franco-atiradora soviética teria dado a quem perguntou “quantos homens ela matou”. 

“Nenhum. Só matei nazistas”.

Com todo o respeito aos “isentos”, estamos numa hora em que é preciso ser terno, sem jamais perder a dureza. 

Ou, para ficar no tema, é preciso ser objetivo, sem nunca ser “isento”.

Nosso inimigo não tem qualidades, não merece nada que pareça um elogio.

Guardemos a isenção - e o pessimismo - para tempos mais pacíficos.

Aos inimigos, só a lei.

A meta da Meta

Estava óbvio que isso ia ocorrer.

Afinal, a Meta e demais big techs têm lado na eleição brasileira.

O que fizeram até agora, vai continuar sendo feito.

Exemplo: "pouco depois do debate presidencial da Band, a Meta inabilitou o Brasil com Lula, uma das contas oficiais registradas no TSE", segundo foi denunciado pelo coordenador da campanha, Eden Valadares.

Certamente tentarão fazer pior, daqui até domingo.

Portanto, três sugestões:

-primeiro, alertar todo o nosso povo sobre o que eles certamente farão;

-segundo, escalar nas medidas judiciais, rumo à derrubada das redes desses criminosos;

-terceiro, garantir que o espaço central de nossa ação siga sendo a rua, o pé do ouvido, o corpo a corpo.

Nesse terreno, cabe estar preparado para a escalada da violência. 

Percebendo que estão para perder, os cavernícolas têm multiplicado a intimidação física contra o eleitorado de Lula.

E vamos sempre lembrar das sábias palavras do camarada Oliver "confia em Deus, mas mantenha a pólvora seca".



Hitler não foi eleito: alguém o colocou lá!


No sábado, 17 de outubro de 2026, no restaurante Al Jeniah, em São Paulo, um militante fez um discurso inflamado contra o risco de ocorrer, no Brasil, o mesmo que ele acha que teria ocorrido na Alemanha, no ano de 1933, a saber: um ditadura implantada pelo vitorioso de uma eleição.

Que o Cavernícola Filho é fascista e que tentaria implantar uma ditadura, não tenho dúvida.

Mas Hitler não foi eleito pela maioria do povo. 

Abaixo, um resumo dos acontecimentos eleitorais alemães, nos anos de 1932 e 1933.

Em março e abril de1932 aconteceram eleições presidenciais na Alemanha. A eleição foi em dois turnos. 

No primeiro turno, ninguém obteve maioria absoluta. No segundo turno,  quem ganhou foi o Marechal Hindenburg, com cerca de 53% dos votos. 

Hitler, a inspiração dos Cavernícolas, teve pouco menos que 37% dos votos. Em terceiro lugar ficou o candidato do Partido Comunista, com aproximadamente 10% dos votos.

Em julho de 1932, houve nova eleição na Alemanha, desta vez parlamentar. 

Os cavernícolas nazistas foram os mais votados, com 37% dos votos. Socialdemocratas e Comunistas, somados, tiveram mais de 35% dos votos. Os vários partidos da direita tiveram, somados aos votos não válidos, os restantes 28%. 

Em novembro de 1932, aconteceram novas eleições parlamentares. 

Nessa nova eleição, os nazistas perderam dois milhões de votos, caindo para 33% dos votos. Comunistas e Social-democratas, somados, cresceram e superaram os 37% de votos. 

Portanto, em três eleições seguidas, todas ocorridas em 1932, os Cavernícolas Nazistas nunca obtiveram maioria. 

Quem tinha maioria relativa no Parlamento era a soma dos dois partidos de esquerda.

Seria possível, também, compor um governo majoritário reunindo parte da esquerda com parte da direita não-nazista.

Mas o Marechal Hindenburgo preferiu apoiar a constituição de um governo encabeçado pelos nazistas. 

Foi o que ocorreu no fatídico janeiro de 1933, quando o Marechal convidou Hitler para ser primeiro-ministro.

Logo depois - que conveniente! -, no dia 27 de fevereiro de 1933, o prédio do Parlamento alemão foi destruído pelo fogo. Hitler acusou os comunistas. E Hindenburgo decretou medidas emergenciais, convocando novas eleições.

Nestas eleições, ocorridas no dia 5 de março de 1933, em condições de terrorismo de Estado, principalmente contra os comunistas, os nazistas obtiveram 44% dos votos. 

Comunistas e Social-democratas, somados, tiveram cerca de 30% dos votos. O restante votou em variados partidos de centro.

Portanto, mesmo naquela situação, os Cavernícolas Nazistas não conseguiram obter maioria absoluta dos votos.

Acontece que um dos pequenos partidos da direita deu aos nazistas os votos necessários para obter a maioria necessária para compor o governo.

Em seguida, ainda no mês de março de 1933, Hitler propôs e o novo parlamento aprovou uma Lei de Concessão de Plenos Poderes.

Para aprovar esta lei, os nazistas precisavam ter 67% dos votos do Parlamento. E conseguiram isso, graças ao apoio de dois partidos da direita não nazista: o Partido Popular Nacional Alemão e o Partido do Centro Católico.

Esta lei - cujo título em alemão é Gesetz zur Behebung der Not von Volk und Reich, que segundo o pai dos burros pode ser traduzido como "Lei para sanar a aflição do Povo e da Nação" - foi assinada pelo Presidente Hindenburg em 23 de março de 1933. 

Em novembro de 1933, aconteceu nova eleição parlamentar, já sob o impacto da tal Lei, que dava poderes ditatoriais ao governo encabeçado por Hitler.

Foi nesta eleição, em que os Nazistas Cavernícolas concorreram sozinhos, que Hitler e seus Milicianos obtiveram 92% dos votos. 

Quem não votou nos nazistas, teve seus votos invalidados.

Moral da história:

-Hitler só teve maioria dos votos, depois que instalou sua ditadura;

-Hitler só instalou sua ditadura, porque parte da direita alemã o apoiou;

-Parte da direita alemã apoiou Hitler, em grande medida porque o empresariado alemão queria um governo ditatorial para esmagar a resistência da classe trabalhadora.

Nisso está um dos pontos em comum na trajetória de nazistas e bolsonaristas.

A saber: grande parte do empresariado e da direita autodeclarada "normal" apoia a extrema-direita, mesmo sabendo que os Cavernícolas são uma súcia de criminosos, sociopatas e golpistas.

No Brasil, esta tem sido a postura de grande parte da mídia, que segue dando espaço para tudo que prejudica Lula, ao mesmo tempo que relativiza e naturaliza a candidatura do Cavernícola Filho.

Onde está a principal diferença?

Está em que, no Brasil, dia 25 de outubro, vamos derrotar os cavernícolas e eleger Lula presidente.




domingo, 18 de outubro de 2026

Primeiras impressões sobre o debate na BAND

(sem revisão)

Quem ainda não havia entendido, agora certamente entendeu o quanto é arriscado debater com um marginal fascista, num ambiente controlado pelas grandes empresas de comunicação.

O primeiro bloco do debate entre Lula e o Cavernícola Filho, na Rede Bandeirantes, começou com os candidatos respondendo a perguntas feitas pelos mediadores.

A primeira pergunta feita pelos mediadores foi sobre segurança publica, destacando os temas da maioridade penal e do avanço do crime organizado no controle de territórios.

O Cavernícola Filho defendeu classificar as organizações criminosas como narcoterroristas, prometeu leis mais duras e mais vagas no sistema penitenciário. Acusou o atual governo de "passar a mão em bandido".

Lula criticou o Cavernícola Filho por não ter votado na PEC da Segurança, lembrou que segurança é responsabilidade dos estados, disse que os estados fracassaram, falou que já aprovamos a lei contra as facções e que estamos combatendo o crime também no andar de cima. Assumiu o compromisso de criar o ministério da Segurança Pública, inclusive para enfrentar os milicianos. 

A segunda pergunda feita pelos mediadores foi sobre a economia, que - palavras deles - nos últimos anos teria crescido abaixo da média mundial, com uma carga tributária que só sobe, com uma dívida que é das que mais cresce, a maior taxa de juros do planeta. 

Lula citou vários indicadores positivos, reafirmou ser necessário fazer o dinheiro circular na mão das pessoas, falou da lei geral da pequena e media empresa,  lembrou como estava o país quando chegamos em 2023, concluiu enumerando a economia nova, digital, verde e criativa.

O Cavernícola Filho disse que o PT já governa esse pais há 20 anos, perguntou se a vida melhorou ou piorou, se tá mais cara ou mais barata. Diz que bastará ele ser eleito para criar um espaço de 200 bilhões no orçamento. E que o primeiro passo para arrumar a economia seria "tirar o Lula, tirar do Lula e devolver para você".

Em seguida veio o primeiro confronto direto. 

Lula iniciou lembrando que o Cavernícola Filho votou, no passado, contra a a ampliação da licença maternidade. E perguntou o que o Cavernícola Filho tem contra as mulheres.

O Cavernícola Filho não respondeu a pergunta (aliás, não respondeu a nenhuma das perguntas), usando seu tempo para questionar se Lula conhece dona Roberta Luchsinger.

(Comprovou-se, desta forma, por quais motivos a entrevista com dona Roberta foi feita ontem.)

Lula reclamou da ausência de resposta e, em seguida, disse que dona Roberta é um assunto da Polícia Federal, inclusive porque ela seria parceira do Careca, sócio do Cavernícola Filho. Este retrucou que dona Roberta seria sócia do filho do presidente. 

Depois de várias altercações entre os dois candidatos, Lula recordou que o Cavernícola Pai demitiu um ministro e mexeu na PF para proteger o Cavernícola Filho. E lembrou do envolvimento entre os Cavernícolas e a quadrilha do INSS. 

O Cavernícola Filho disse que o filho do presidente está em Madri, Lula lembrou que o irmão do Cavernícola está nos EUA, traindo a pátria. 

As altercações prosseguiram, com Lula perguntando que fim teve o dinheiro que o Cavernícola Filho pegou com Vorcaro e lembrando que o Cavernícola Filho vai perder os privilégios de Senador e terá problemas, pois os inquéritos vão andar. 

E assim seguiu a altercação, até que num determinado momento o Cavernícola chegou perto demais e Lula disse "não quero ficar perto de você, com miliciano quero distância". 

(Para os que não gostaram do bate-boca, sugiro incluir nas contas que Lula demonstrou vitalidade, presença de espírito e sangue nos olhos, sem apelar para a baixaria como fez o Cavernícola Filho.)

O bate-boca prosseguiu, com direito a Lula perguntar sobre a casa de 10 milhões adquirida pelo Cavernícola Filho. Este, entre ofensas e baixarias, disse que vai tirar o povo do sufoco. 

Lula perguntou por qual motivo o Cavernícola interferiu em favor de um policial que matou uma criança de 5 anos. O Cavernícola respondeu dizendo que a maioria dos presos teria votado em Lula. Este teve a presença de espírito de afirmar que deseja 100% dos votos dos presos, inclusive do Cavernícola Pai.

Em seguida Lula perguntou sobre o projeto do Cavernícola, propondo tirar as marcas das cápsulas das balas, lembrando de sua proximidade com os criminosos responsáveis por assassinar a vereadora Marielle Franco e recordando como o governo do Cavernícola Pai facilitou o acesso às armas, em favor da bandidagem.

Nesse contexto, o Cavernícola Filho disse que Lula deveria "olhar para frente", ou seja, parar de falar dos malfeitos do Cavernícola Pai. Agregou várias acusações e promessas, concluindo que sua suposta eleição será "o fim da era Lula".

Lula perguntou se o Cavernícola Filho tem acompanhado a situação da Argentina e se vai continuar seguindo o modelo do Milei. O Cavernícola reagiu falando de Ortega e de Maduro, dizendo que "o Brasil acabou internacionalmente por causa da política" de Lula.

O Cavernícola Filho perguntou que modelo Lula vai seguir, Lula disse que vai seguir "o modelo de Lula". 

Provocado com a "motossera de Milei", o Cavernícola Filho retrucou que vai dar uma "tesourada", Lula perguntou nas costas de quem vai ser dada a tesourada, o Cavernícola disse que nas costas de Lula e de Janja.

Lula acusou o Cavernícola de ter se preparado para mentir, acusando de agir como um "malandro carioca". Logo depois, acabou o tempo do Cavernícola.

Lula administrou melhor seu tempo e teve 1 minuto para falar ao final, que ele usou para dizer, entre outras coisas, que o Cavernícola Filho se preparou para mentir e não gosta de educação. 

Ao final da pancadaria, o Cavernícola Filho ganhou um minuto de direito de resposta (por qual razão, não foi informado), que ele usou para dizer que vai enfrentar o "narcoterrorismo".

No terceiro bloco, os dois candidatos responderam a uma pergunta dos mediadores, desta vez sobre o tema saúde.

O Cavernícola iniciou sua respostas fazendo demagogia em relação ao termo "malandro". Em relação à Saúde, disse que chamou Cláudio Lottenberg, do Hospital Einstein (e também da Confederação Israelita Brasileira) para ser ministro. Disse que em 20 anos de governos petistas, nada teria mudado para melhor na saúde. Prometeu prontuário eletrônico,  telemedicina e SUS padrão Einstein.

Lula disse que só pode falar isso que o Cavernícola Filho falou, quem nunca usou a rede pública de saúde. Lembrou dos 4 anos de governo do Cavernícola Pai, o maior desastre da história desse país, porque não acreditaram na ciência.

Neste ponto houve nova confusão, devido a postura provocadora do Cavernícola Filho no palco. A mediadora chegou a dizer, para o Cavernícola, que "o senhor não tem o direito de interromper". 

Nesse ponto Lula disse que o concorrente "não tem comportamento ético não, não espere isso do bolsonarismo". E voltou a dizer que o Cavernícola nunca foi no SUS, nunca foi numa UPA, perguntando: será que ele quer privatizar o SUS? Afirmou que ministro da Saúde tem que saber o que é a saúde pública. E lembrou que o dia 18 de outubro é o dia dos médicos.

Depois houve novo confronto direto entre os dois candidatos.

O Cavernícola Filho atacou a "saidinha", acusando a esquerda de estar sempre pensando no direito dos bandidos e não no direito das vítimas.

Lula abriu a resposta dizendo que o Cavernícola quer dar indulto para o pai e que, para isso, vai ter que liberar todo mundo, inclusive Vorcaro. E defendeu que não é porque um saiu e cometeu um crime, que se deve punir todo mundo: sistema prisional é feito no sentido de recuperar as pessoas. 

O Cavernícola Filho acusou novamente Lula de estar preocupado com o direito dos bandidos e não das vitimas. Em seguida, disse que votou a favor de acabar com a escala 6x1 porque ouviu os trabalhadores. Mas que ele não quer o segundo dia de folga seja um pesadelo. E prometeu que, eleito, o trabalhador vai poder encher o carrinho de compra. 

Lula disse que o Cavernícola Filho conhece ônibus por literatura e que nunca trabalhou. Que ele, Lula, tem consciência de que o custo de vida está alto, mas lembrou que tudo estava mais caro no governo do Cavernícola Pai. Deu números comprovando isso, falou do salário mínimo e das aposentadorias. E disse que a inflação aumentou muito por causa da guerra promovido por Trump, amigo do Cavernícola. E que para evitar os efeitos disso, o governo subsidiou o diesel.

Na rodada seguinte, Lula falou da saúde, dos mortos pela Covid, dos ministros mequetrefes indicados pelo Cavernícola Pai.

O Cavernícola Filho fez um mea culpa do que foi feito na Saúde. Mas disse foi seu pai que comprou a vacina. E engatou que mais de 700 mil pessoas morreram assassinadas, tentando estabelecer um paralelo. 

Lula falou da destruição da saúde do RJ. 

O Cavernícola Filho informou que vai criar o Ministério da Prosperidade. Que os juros vão cair de uma maneira muito rápida. Que as dívidas, tanto pessoais quanto de empresas, vão ser securitizadas. Que a Caixa Econômica vai ser o Itaú das favelas e o Bradesco das periferias.

(Essa ficção acerca do Ministério da Prosperidade é algo que vai permitir, ao Brasil, concorrer com as melhores obras do realismo fantástico latino-americano.)

Os mediadores perguntaram, então, sobre o tema do aumento da produtividade.

Lula falou que crescimento depende do investimento, disse que economia já voltou a crescer, falou dos datacenter, da economia criativa, da economia verde, da formação dos profissionais.

O Cavernícola Filho reclamou que Lula parece ser da oposição. E prometeu implantar o "maior programa de mobilidade social da história desse país", conectando o governo com a área de recursos humanos das empresas, para "saber se perto da tua casa tem uma oportunidade que alguma empresa está dando". Disse que a CEF vai ser o Banco da Prosperidade.

(Cá entre nós, de "prosperidade" pessoal o brother de Vorcaro entende.)

Houve então nova rodada de confronto.

Lula perguntou sobre a relação do candidato com os Estados Unidos, a pressão que os Cavernícolas fizeram para os EUA taxarem o Brasil. E perguntou se eles vão entregar para os EUA nossas terras raras e minerais críticos. 

O Cavernícola disse que não trabalhou para tarifar e acusou o governo de ir aos EUA para defender o CV e o PCC. Sobre as terras raras e minerais críticos, não respondeu nada. Aliás, ele não respondeu a quase nada do que lhe foi diretamente perguntado.

Lula acusou a Famiglia de estar subordinada aos interesses dos EUA. E fez um desafio: abrir o sigilo das contas bancárias e telefônicas, para o povo poder avaliar, antes das eleições, quem é quem.

O Cavernícola Filho não aceitou o desafio de abrir seu sigilo. E falou que a soberania do Brasil estaria ameaçada, não pelos EUA, mas por terroristas e marginais.

(Nisso ele está parcialmente certo: os marginais da Famiglia são mesmo uma ameaça à nossa soberania.)

Na sequência, o Cavernícola disse que vai aprovar a castração química para estuprador. |E engatou a seguinte afirmação: vai mudar a Constituição "para proteger você". Defendeu, também, a redução da maioridade penal para 14 anos.

Lula respondeu e, ao final, reafirmou sua proposta de abrir as contas.

No encerramento, Lula foi o primeiro a fazer suas considerações finais. 

Neste momento, o debate foi paralisado por vários segundos, porque o Cavernícola Filho provocou tumulto, chegando a ser admoestado pela moderadora.

Lula agradeceu ao povo que foi para as ruas. Falou que o Brasil está preparado para dar um salto de qualidade, está preparado para muito mais. E terminou sua fala criticando as privatizações feitas pelos inimigos.

O Cavernícola repetiu seu mantra. 

E assim terminou o debate.

Dificilmente alguém que já tenha decidido seu voto, mudará por conta do debate.

E quanto aos indecisos?

Entre esses, haverá de tudo. Mas aposto que a maioria dos que usarem este debate para se posicionar, tenderá a votar em Lula, principalmente devido ao comportamento arruaceiro e mentiroso do Cavernícola Filho. 

Comportamento que foi facilitado pelas regras de movimentação livre acordadas com a emissora.

Uma questão adicional que fica é: como lidar com o debate na Globo. Que, é bom saber, está repercutindo a entrevista da "pilantra" (sic, mais detalhes aqui: Valter Pomar: A entrevista da "pilantra" (sic))

(sem revisão)