Todo dia leio, em algum lugar, uma análise “isenta” do processo eleitoral, apontando qualidades e defeitos dos “concorrentes” e fazendo hipóteses científicas sobre os resultados possíveis.
A mais recente, feita por um velho conhecido, atribui ao Cavernícola Filho “agilidade mental e verbal e boa movimentação corporal”.
A descrição corresponde a um bichinho viscoso que mata muita gente na série Alien: Earth.
Um “perfeito” predador.
Voltando às análises “isentas”: algumas são tão bem formuladas, que me fazem lembrar o sentimento que tive ao ler um livrinho chamado Cartas de Stalingrado, com textos escritos por soldados e oficiais da Wermacht, enviados pelo correio militar a seus familiares na Alemanha.
Ler aquelas cartas serve para lembrar, aos “isentos”, que no peito dos nazistas também bate um coração.
Mas, bem rapidinho, lembro da resposta que uma franco-atiradora soviética teria dado a quem perguntou “quantos homens ela matou”.
“Nenhum. Só matei nazistas”.
Com todo o respeito aos “isentos”, estamos numa hora em que é preciso ser terno, sem jamais perder a dureza.
Ou, para ficar no tema, é preciso ser objetivo, sem nunca ser “isento”.
Nosso inimigo não tem qualidades, não merece nada que pareça um elogio.
Guardemos a isenção - e o pessimismo - para tempos mais pacíficos.
Aos inimigos, só a lei.
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