Durante uma reunião com internacionalistas, alguém disse que precisamos nos preparar para o terceiro turno.
Em resumo, a tese é que venceremos, mas a extrema-direita e o imperialismo não vão reconhecer a derrota.
O que farão, exatamente?
Depende, entre outras coisas, do tamanho da vantagem que Lula abrir sobre o Traidor da Pátria.
Seja como for, dia 26 de outubro o combate vai continuar.
Nas batalhas que virão, nossas chances de vencer serão maiores se tivermos algo que nos faltou no primeiro turno (uma linha política correta) e, também, algo que faltou nos dois turnos (uma direção que funcione).
O tema da direção parece relativamente simples de resolver: quem não deu conta do recado, deveria “pedir para sair”, facilitando as alterações que são inevitáveis, urgentes e que precisam ser feitas através do velho e bom método democrático.
Já a linha política seria algo mais complicado de resolver.
Para começo de conversa, muita gente foi atropelada pela realidade, mas mesmo assim segue repetindo o que dizia antes, quando acreditava que íamos ganhar a eleição no primeiro turno.
Isso significa que, provavelmente, gastaremos bastante tempo discutindo o que, exatamente, aconteceu.
Entretanto, muito mais importante que o debate sobre o passado, seria o debate sobre o futuro.
Precisaríamos reconhecer que não estamos, apenas, numa “época de mudanças”; estaríamos vivendo uma “mudança de época”.
No passado, usávamos esta fórmula para comemorar uma virada à esquerda, em favor da classe trabalhadora; hoje, a mesma fórmula indicaria uma virada à direita, em prejuízo dos trabalhadores.
Nesta época, o grande capital e seus representantes políticos aumentarão as tendências “guerreiristas”, os ataques contra as liberdades democráticas, contra a soberania nacional e contra os direitos sociais.
No caso específico do Brasil, a extrema-direita vai usar suas maiorias legislativas e seus governos estaduais para fazer oposição, sabotar e tentar derrubar Lula.
Isso exigirá, da parte da esquerda em geral, mas principalmente da parte do PT, uma estratégia adequada, que precisa ser muito diferente daquela adotada no último período.
A nova estratégia teria que incluir: uma mudança efetiva do modelo econômico, hoje controlado pelo agro, pelas mineradoras e pelo setor financeiro; uma ampla reforma do Estado (incluindo o sistema judiciário, político e eleitoral); a criação de estruturas digitais sob controle nacional, estatal e público; uma política de governabilidade de novo tipo, baseado na mobilização popular; um salto de qualidade na organização da esquerda política e social; a reafirmação ideológica da esquerda, que busca se aliar com os progressistas, mas não se confunde, nem se limita, ao chamado “progressismo”; e a substituição do “modelo parlamentarista” pela boa e velha organização militante.
Essa linha de raciocínio, é bom dizer. dialoga com as afirmações feitas, pelo “Marechal”, em live feita no dia 22 de outubro.
Mas o recomendável, nesse momento, é focar toda nossa atenção e energia em ganhar a eleição, derrotar os inimigos e reeleger Lula.
Neste domingo 25 vamos ganhar, depois vamos comemorar o triunfo do povo, em seguida recarregar as baterias e, de 26 em diante, teremos muito trabalho pela frente.
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