Por incrível que possa parecer, tem gente que ficou surpresa com o apoio dos ex-ministros Mangabeira Unger e Aldo Rebelo à candidatura do Traidor, Miliciano, Ultraliberal e auto-declarado Corrupto.
Aqui a foto dos brothers:
https://www.facebook.com/share/p/1DuprUu2Sk/?mibextid=wwXIfr
Qual o motivo da surpresa?
Varia, a depender do surpreendido.
Mas, em geral, as pessoas se surpreendem com a contradição entre as formulações retoricamente nacionalistas de ambos e o apoio a uma candidatura submissa aos EUA.
O que as pessoas não percebem é que há nacionalismos e “nacionalismos”.
O dos supracitados - como pode ser constatado lendo seus textos e ouvindo suas entrevistas - é o “nacionalismo do agronegócio”, tataraneto do “nacionalismo das sesmarias”.
Alguém já lembrou que, no curto-médio prazo, o “agro” tem tudo a perder com uma adesão carnal aos EUA.
Mais detalhes, aqui:
O problema é que a alternativa - apostar num outro modelo de sociedade e noutro lugar do Brasil no mundo - parece, à turma do agro e a seus sócios especuladores, algo muito mais arriscado e profundamente contraditório com seus instintos de classe.
Nada de novo: por motivos semelhantes, aliás, é que para industrializar o país, foi preciso a “revolução de 30” e derrotar a contrarrevolução de 1932.
Em 2026, o agro tem candidato.
Este é o fio da meada - a defesa dos interesses do latifúndio moderno - que explica a adesão dos dois à candidatura do Traidor da Pátria.
Em nome deste compromisso de classe, o resto todo (democracia, bem-estar, direitos humanos, vínculos com o crime, corrupção) fica em segundo plano.
É só isso?
Claro que não.
Mas não há motivo para surpresa.
Surpresa mesmo é quanta gente se enganou sobre esses dois, por tanto tempo.
Estiveram nos nossos governos, foram filiados a partidos do nosso campo, mas há muito tempo já era possível perceber que seu coração não era vermelho, nem batia do lado esquerdo do peito.
Não são os únicos. Mas como vamos ganhar a eleição, seremos poupados (temporariamente) de novos espetáculos trânsfugas.
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