Se o oposto viesse a ocorrer, a esquerda seria alvo de feroz perseguição, os Estados Unidos (e Israel) acreditariam que “a Venezuela é aqui” e estariam em questão as “regras” eleitorais.
Este é um dos muitos paradoxos da democracia eleitoral burguesa. A extrema-direita, quando ganha, extrapola. A esquerda, quando ganha, se comporta.
Ser comportado em tempos normais, gostemos ou não, faz parte da paisagem.
Ser comportado em “tempos de guerra”, é preparar seu próprio cadafalso (palavra que não por acaso lembra “calabouço”… fiscal).
Como em 2014, venceremos. Mas, diferente de 2014, precisamos construir as condições para dar um salto de qualidade. Como e para onde dar esse salto, se pode e se deve discutir bastante. Mas quem duvida da necessidade, quem acha que devemos continuar sendo “bem comportados”, é porque não entendeu, até agora, o que está realmente em questão nos dias 4 e 25 de outubro.