sábado, 26 de setembro de 2026

BETS: a aposta certa

A imprensa informou que haveria, no entorno do presidente Lula, diferentes posições sobre o que fazer com as BETS.

Esquematizando, haveria gente defendendo proibição parcial e gente defendendo proibição total.

Se havia mesmo e quem defendia o quê, só quem participa do tal entorno poderá confirmar.

Mas o fato é que Lula decidiu pela proibição total.

O filho do cavernícola não gostou: disse que a proibição seria oportunismo e sinal de desespero.

Até aí, normal. 

O que surpreende é como tem gente boa que, a esta altura do campeonato, segue preocupada com possíveis repercussões eleitoralmente negativas da medida.

Prudência e caldo de galinha não fazem mal a ninguém.

Mas tem horas em que o excesso de “direção defensiva” tende a provocar acidentes.

Para quem se preocupa com as críticas e ataques contra a medida - vindas, por exemplo, das empresas de comunicação que ganhavam muito dinheiro com as BETS - lembro que, se todos nós eleitores do presidente Lula decidíssemos pular num abismo, é muito provável que do lado de lá nos criticariam por ter demorado muito para tomar a decisão de pular e, claro, pela nossa falta de elegância ao praticar o salto mortal.

Noutras palavras: é óbvio que, numa disputa e numa sociedade polarizadas, sempre haverá repercussões negativas acerca de absolutamente tudo.

E aquilo que não tem solução, não é um verdadeiro problema.

 O relevante, eleitoralmente falando, são três outras questões.

Primeira: vamos perder algum apoio entre quem, hoje, nos apoia?

Segunda: a proibição nos ajuda a disputar o apoio dos trabalhadores pobres, das mulheres e dos negros que, por enquanto, estão pensando em se abster, votar nulo, branco ou até no cavernícola?

Terceira: a medida anunciada por Lula deixa o lado de lá na defensiva, tendo que responder a uma iniciativa do nosso lado?

A resposta para essas quatro questões é, respectivamente: não, sim e sim.

Entretanto, o mais relevante não é a dimensão eleitoral; o decisivo é responder ao seguinte: a medida é justa? Protege o povo? Prejudica os criminosos?

/ resposta é sim. Motivos pelo quais - talvez o entorno tenha o que dizer a respeito - a proibição poderia e deveria ter sido adotada antes. 

Sem falar que ir para cima das BETS abre as “portas da percepção” para outra questão: a jogatina especulativa praticada pelo setor financeiro privado.

Mas, a cada dia, sua agonia.

No dia de hoje, vamos comemorar e difundir muito a nossa aposta certa. 

E, sempre, manter a pólvora seca, pois Trump - o cavernícola ianque - tem um longo histórico de investimentos em cassinos e jogos de azar.

E vai seguir apostando tudo contra nós, como já fez noutras eleições latino-americanas. Mas, desta vez, vai perder.

Quem tiver dúvidas a respeito, infelizmente estou impedido de propor uma aposta…









2 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  2. Deixando de lado a pertinência das questões postas por V. Pomar, vamos ao que determinou a medida provisória proibindo as bets.

    Com Dom Flávio fungando no cangote de Luiz Inácio e a campanha em crise , o jeito agora é se pegar com qualquer bandeira.
    Sobrou até pros dinheiros do NAF.
    Vai dizer que os bilhões das bets que entravam para o caixa do governo graças à regulamentação (Lei nº 14.790/2023)não davam uma aliviadazinha nas pesadas correntes que esta terceira administração de Lula vem arrastando desde primeiro de janeiro de 2024(data em que o Calabouço Fiscal passou a valer)?
    Informa a IA do Google:
    “O governo federal arrecadou R$ 19 bilhões com o mercado regulado de apostas esportivas (bets) desde 2025.”

    O montante acima é bem superior ao gasto previsto para sustentar o programa assistencial Pé-de-Meia - R$ 12 bilhões.
    Ficou escancarada aquela malandragem de Fernando Haddad, o então Ministro da Fazenda, que, ao transferir o gasto do Pé-de-Meia para a dotação orçamentária do piso constitucional de educação, outro objetivo não tinha senão porfiar no arrocho exigido pelo Calabouço Fiscal: teto de gastos e déficit zero.
    No mais, o vício tsunâmico em apostas nas bets era malefício social conhecido e denunciado bem antes da regulamentação que o senhor assinou.
    Se o governo de Temer o Usurpador facilitou as bets e o de Dom Jair com estas não mexeu, o que Lula fez não passou de me-engana-que-eu-gosto, sem nenhum efeito significativo.

    Parece que só em julho deste ano o Ministério da Saúde se ligou no problema.
    Deu no portal gov.br:
    “Campanha do Ministério da Saúde orienta sobre riscos das apostas online e atendimento em saúde mental no SUS”

    E mais abaixo:
    “Veiculada a partir deste domingo (26), iniciativa informa sobre prevenção, sinais de uso problemático e serviços de acolhimento e tratamento disponíveis para apostadores e familiares”

    No mesmo julho, o Ministério da Fazenda passou a tornar obrigatório após as propagandas de bets o0 aviso “Aposta não é investimento."

    Os apostadores foram pegos de surpresa. Vários já estariam pensando em diversificar suas aplicações...

    Quem sabe, derivativos?...

    (Jucemir Rodrigues da Silva)

    ResponderExcluir