quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Hora de arrumar a casa

A pesquisa Datafolha que acaba de sair tem duas interpretações possíveis: a foto e o filme.

A foto: Lula segue liderando no primeiro turno e segue vencendo no segundo turno.

O filme: se nossa campanha não der uma guinada imediata e profunda, a próxima pesquisa pode mostrar uma foto muito desagradável.

A esta altura do campeonato, é perda de tempo e seria até de mal gosto repetir o que já foi dito em inúmeras outras ocasiões, acerca do que devíamos e do que não devíamos ter feito desde o final de 2022 até ontem.

Assim, vamos às sugestões práticas. 

Primeiro: é preciso dizer a real para nossa militância. Ou todo mundo se engaja, em escala 7 x 0, daqui até o dia 25 de outubro, ou esta não será a “eleição de nossas vidas”.

Nesse espírito, convocar para o dia 7 de setembro uma mobilização nacional, com o mote de “ou ficar a pátria livre…”!

Segundo: é preciso concentrar toda a campanha na conquista do eleitorado feminino, negro, jovem e trabalhadores pobres. 

Nesse espírito, nada de sinais dúbios. O governo que vai assumir dia 1 de janeiro de 2027 fará absolutamente tudo o que for necessário fazer, para que o Brasil seja infinitamente melhor para a grande maioria do povo. E as ações nesse sentido devem começar já.

Terceiro: é preciso criar as condições para que a Nação Petista possa fazer a campanha de Lula. Isso significa materiais impressos, adesivos e bandeiras em grande quantidade. E significa, também, coordenação real e direções funcionando.

Nesse espírito, os e as dirigentes partidárias devem dar prioridade total para a campanha presidencial, mesmo que o preço seja deixar de lado suas candidaturas proporcionais.

Quarto: a situação é grave e, provavelmente, vai piorar um pouco antes de melhorar. Mas nada de pânico: se arrumarmos a casa, há tempo suficiente para vencermos a guerra total que a classe dominante e o imperialismo travam contra nós..

Nesse espírito, lembremos do que dizia David: nossa salvação está nas mãos da nossa militância vietnamita, aquela que não espera ordens, nem pergunta o que precisa ser feito: vai lá e faz! 

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