sexta-feira, 29 de abril de 2022

Hipóteses sobre Alckmin e a Internacional

Os fatos estão neste vídeo:

https://www.instagram.com/tv/Cc6r78cOpEh/?igshid=YmMyMTA2M2Y=

Sobre os fatos, desde ontem circulam as mais disparatadas hipóteses. Cito algumas:

1/a decisão de fazer um congresso presencial desencadeou um efeito borboleta e baixou nos participantes o espírito do velho PSB;

2/o verdadeiro DJ do congresso foi sequestrado e no seu lugar entrou um bolsonarista (há variantes segundo as quais o DJ seria militante da ultra-esquerda, ou de que teria sido uma provocação anti-Gremista, ou de que se Ciro Gomes estivesse presente o resultado teria sido outro);

3/o PSB decidiu mostrar para o mundo quem é a verdadeira esquerda radical deste país, capaz de encerrar um congresso cantando que “nossas balas são para os nossos generais”;

4/a influência dos ventos alíseos...

Não descarto nenhuma destas hipóteses, nem mesmo a mais sem graça, a saber: para certas pessoas e partidos, é mais fácil mudar de lado do que mudar de canções (vide um congresso ocorrido nos anos 1990, em que importantes socialistas europeus aprovaram políticas neoliberais e encerraram cantando... a Internacional).

Entretanto, hipótese por hipótese, prefiro a da infiltração comunista.

A saber: em 1949, quando as tropas de Chiang Kai-shek fugiram para Taiwan, levaram juntos vários espiões comunistas, inclusive alguns comandantes militares de alto escalão.

A perfídia dos comunistas foi capaz, também, de infiltrar os altos escalões da CIA e do MI6.

Sendo assim as coisas, devemos considerar o seguinte: desde pelo menos os anos 1990, o PSDB estaria infliltrado por ele. 

Sim, ele mesmo. 

O Kamarada Al Ki-Minh.

Só isso explica a desenvoltura com que o referido acompanhou, em posição de sentido de fazer inveja à Guarda Real da Rainha Elizabeth, a execução da Internacional (e não qualquer versão, mas exatamente na versão dos comunistas portugueses, também cantada - vejam só a ironia- nas atividades de uma certa tendência da esquerda petista!!).

Pessoas pouco versadas na sutileza da política estariam estranhando todo o episódio, afirmando o seguinte: "puseram Alckmin para acalmar os mercados, atrair os conservadores e conquistar os setores médios, mas o Kamarada Al Ki-Minh vai causar o efeito oposto".

Para estas pessoas pouco sutis, escapa a profundeza dialética: colocar um infiltrado comunista como vice de Lula é o motivo pelo qual não vai ter golpe! 

Afinal, sabendo que o vice seria capaz de mudar não só a nossa bandeira, mas também o nosso hino, não haverá apoio dos culpados de sempre a nenhum movimento golpista contra o presidente.

Definitivamente, ele sabe o que faz!!!!

Só me resta agradecer ao DJ e ao Kamarada Al Ki-Minh: faz tempo que não me acabava de rir.


ps.será que no encontro virtual do PT o DJ será o mesmo?

3 comentários:

  1. Eu arriscaria uma quinta hipótese.
    A Internacional foi uma gozação com a cara dos comunistas acomodados no PT.
    Adorei. Nem o Porta dos Fundos faria melhor.
    (Jucemir Rodrigues da Silva)

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  2. A Internacional foi o hino internacional dos Trabalhadores, unindo socialistas, anarquistas e comunistas. A versão para o português ocorreu em 1909 e a letra se refere à busca de uma terra livre, enquanto denuncia os opressores. Então esse hino tem muito a ver com os partidos de esquerda, e nada a ver com neoliberais. Ri muito e me afligiu muito, por outro lado, a cena patetica.

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  3. Chuchu: um balde de água fria na militância

    A situação social piora. Mas Lula não amplia sua vantagem. Como explicar?

    Desmoralização. É o fator Chuchu. Com um vice desmoralizado, militância desanima, não combate a luta. Não sai em defesa.

    Lula atacado por uma pequena horda de bolsonaristas em Campinas é ação clara de guerra psicológicas de militares e milicianos. Marketing de combate para elevar o nível moral da tropa deles.

    E do nosso lado? Qual a ofensiva? Chuchu paralisa e desmobiliza.

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