Semana passada, um colega de trabalho me perguntou se, diante de tudo o que ocorreu desde 3 de janeiro, eu continuava opinando que na Venezuela não havia ocorrido uma traição.
Eu respondi que minha opinião não havia mudado: o sequestro de Maduro, embora tenha sido favorecido por traições pontuais, não decorreu de uma conspiração de parte do governo venezuelano.
Porém, o que ocorreu desde então me faz lembrar a crítica feita por ninguém mais, ninguém menos, que a então vice-presidenta Delcy, contra alguns governos que ela, então, acusou serem “tíbios”.
Claro que houve uma derrota. Claro que é preciso recuar. Claro que certas concessões são inevitáveis. Mas é preciso manter a compostura.
A Venezuela foi atacada. O presidente Maduro e Cilia foram sequestrados e estão presos. Trump acabou de discursar na ONU fazendo acusações falsas. Frente a isto tudo, o que pensar do texto abaixo, divulgado na conta pessoal da atual presidenta da Venezuela?
“Tivemos uma reunião histórica com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com quem discutimos a fortalecimento da relação bilateral entre os nossos países e a avançada de uma agenda de cooperação em áreas estratégicas como energia, mineração, segurança e outros assuntos de interesse comum”.
“Expressamos nossa gratidão ao Presidente Trump e ao seu governo pelo apoio decisivo fornecido durante a emergência causada pelos terremotos em 24 de junho, bem como pelo apoio deles à reintegração do nosso país em espaços multilaterais”.
“Venezuela e os Estados Unidos compartilham uma relação histórica, e nesta nova etapa, somos chamados a navegar nela através do diálogo. Continuaremos a promover uma diplomacia no serviço do interesse nacional, com o objetivo de alcançar resultados concretos e benefícios coletivos para o povo venezuelano.”
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