Mas, como ministro da Fazenda, tem mais influência no governo federal do que a média dos petistas.
Dessa influência decorre uma das muitas ameaças que pairam sobre o quarto mandato Lula.
Ameaça futura e também presente, inclusive sobre o discurso de campanha.
Sem falar que, ao contrário do que muita gente acreditava, a “politica econômica” não é um ativo positivo na campanha presidencial de 2026.
E, afinal, o que pensa Durigan?
Uma mostra está disponível no link abaixo, que dá acesso a um texto publicado pela revista Piauí.
Evidente que devemos dar três descontos: o texto é da Piauí, o cidadão é ministro e estamos no meio de uma campanha eleitoral.
Mas nada disto justifica a mediocridade de horizontes.
O mundo está em chamas, o Brasil envolto em profundos conflitos, nosso futuro está em jogo… e mesmo assim tudo gira em torno de “arbitrar” os conflitos entre mercado e sociedade, para determinar o tamanho do “ajuste”.
Já tivemos tecnocratas mais audaciosos.
Mas o que esperar do social-liberalismo, senão mediocridade, temperada com um discurso protocolar contra os juros excessivos?
Segue tese formulada por Valter Pomar em entrevista pra Dafne Ashton , no programa Contramola, lá canal youtubesco do Secom 247, faz poucos anos.
ResponderExcluirEi-la:
“Na verdade, na verdade, o Arcabouço Fiscal é um plano do Fernando Haddad para estimular a mobilização da classe trabalhadora. Porque com a classe trabalhadora nas ruas, vai ser possível finalmente colocar em jugo o domínio do capital sobre o país. Eu acho que, no fundo do fundo do fundo, o Haddad é um revolucionário, oculto sob a aparência de um ministro que defende a austeridade fiscal. Essa é minha tese. ”
Dario Durigan é o revolucionário para quem Fernando Haddad entregou o bastão da revolução, pouco antes de entregar-se ao sacrifício de mais uma vez ser candidato a governador de São Paulo.
No mais, olhando daqui, parece que V. Pomar sorrateiramente tenta nos fazer esquecer que no ponto mais alto dessa hierarquia de revolucionários está Luiz Inácio Lula da Silva.
Perguntemos: a quem interessa minimizar, ou mesmo elidir, o papel de Lula no caminho da revolução?
Quando a vitoriosa revolução acontecer, a quem Pomar lhe atribuirá o comando? Os méritos? A estratégia de sucesso? A Lula ou a algum de seus ministros?...
(Jucemir Rodrigues da Silva)