terça-feira, 25 de fevereiro de 2025

A pesquisa da CNT e a Velhinha de Taubaté

A 163ª Pesquisa CNT de Opinião confirmou o que já tinha sido apontado pelo DataFolha: uma queda expressiva na popularidade de Lula e do governo.

A pesquisa foi feita entre 19 e 23 de fevereiro de 2025.

O relatório da pesquisa tem 87 páginas.

Alguns resultados:

-avaliação negativa do governo: 44% (contra 29% positiva e 26% regular);

-os picos de avaliação negativa estão entre quem ganha mais de 5 salários mínimos (56%), entre os evangélicos (54%), na região Sul (53%), entre quem tem ensino superior (51%) e entre pessoas de 25 a 34 anos (50%);

-os picos de avaliação positiva estão entre quem tem mais de 60 anos (42%), ensino fundamental (40%), nordeste (40%) e pessoas que ganham menos de 2 salários mínimos (36%);

-o resultado obtido por nosso governo é pior do que o resultado obtido pelos governos do Vampiro e do Cavernícola, em momento semelhante (final do segundo ano de governo);

-55% dos entrevistados desaprovam o desempenho pessoal do presidente;

-perguntados sobre suas expectativas em relação ao emprego, só 30% acha que vai melhorar. O restante se divide entre piorar (32%) ou ficar igual (36%);

-em relação a renda, só 29% acha que vai melhorar. O restante se divide entre piorar (13%) e ficar igual (56%);

-em relação a saúde e segurança (se vai piorar, melhorar ou ficar igual), a curva é parecida às anteriormente citadas. Só no caso da educação existe uma expectativa de melhora mais expressiva (35%), uma expectativa de piora menor (22%), com 41% achando que vai ficar igual;

-se a eleição presidencial fosse hoje, você votaria em quem? Espontaneamente, 23,5% responderam Lula e 19,6% responderam que votariam no Cavernícola. A mesma pergunta, mas estimulada, deu o seguinte resultado: 30,3% responderam Lula e 30,1% responderam Cavernícola;

-nos cenários de segundo turno, Lula perderia para o Cavernícola (43,4% x 41,6%) e ganharia de Tarcísio (41,2% x 40,7%). Mas como se vê pelos números, a diferença está perigosamente na margem de erro;

-detalhe: 35% dos entrevistados prefeririam votar em alguém que não fosse ligado nem a Lula, nem ao Cavernícola. Já 30,7% dos entrevistados prefeririam votar em alguém ligado ao Cavernícola (ou no próprio). E 29,4% em alguém ligado a Lula (ou no próprio);

-outro detalhe: 64,8% são contra nossa reeleição. Importante dizer que a idade não é citada como um fator decisivo. Aliás, 43,6% dizem que este não é um fator relevante e 17,3% acham que é um fator positivo, denotando experiência;

-a avaliação sobre nosso governo tampouco é positiva. A tal ponto que 44,5% acha que está pior do que o governo Cavernícola, enquanto 17,2% acha que nosso governo seria semelhante ao governo do Cavernícola;

-ademais, 38,5% diz que a maioria das decisões do nosso presidente seria "ruim", contra 21% que acham que a maioria das decisões seria "boa";

-a área com pior desempenho do governo seria, segundo os entrevistados, a economia, com 31,8% (o segundo lugar é da segurança, com 19,9%; em terceiro lugar vem a saúde, com 12,8%);

-além disso, 62% dizem que nosso governo não estaria no caminho certo;

A pesquisa tem outros pontos que merecem reflexão. Por exemplo:

-41% dos entrevistados dizem que o principal responsável pela inflação seria o nosso governo;

-perguntados sobre sua posição política, os entrevistados se dividem assim:
31,8% direita
18,8% esquerda
16,3% centro, centro-direita e centro-esquerda
33% não sabem ou não responderam

-acerca da denúncia contra Cavernícola, 32% nunca ouvir falar e 40% ouviu falar apenas superficialmente. Mesmo assim:
27,6% acha que o Cavernícola não é responsável pelos crimes;
27% acha que o Cavernícola é o principal responsável
29% acha que o Cavernícola é um dos responsáveis

-detalhe genial: apesar ou por conta das denúncias, 69,3% não mudou sua opinião acerca do Cavernicola. E sobre o desfecho:
45% acha que será absolvido
41% acha que será condenado

Outros dois pontos:
-49,7% dos entrevistados se declara contra a exploração do petróleo na Margem Equatorial, dos quais 81% por razões ambientais, 11% porque a exploração não vai baixar o preço do combustível e 2,3% porque os empregos que serão gerados são insuficientes para justificar os danos ambientais;

Não é apenas o governo que é mal avaliado. O Congresso também. 

Em resumo: a situação é muito difícil. Pode ser revertida e vamos reverter. Mas para isso é necessário - como ponto de partida - que adotemos a postura "tergiversação zero".

Dito de outra forma: a Velhinha do Taubaté morreu em 2005, decepcionada com o Palocci. Que descanse em paz. Até porque o que precisamos é fazer o governo mudar de atitude, de rumo e de linha política, especialmente na economia.





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