quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Mangabeira e Aldo: traidores da Pátria

Por incrível que possa parecer, tem gente que ficou surpresa com o apoio dos ex-ministros Mangabeira Unger e Aldo Rebelo à candidatura do Traidor, Miliciano, Ultraliberal e auto-declarado Corrupto.

Aqui a foto dos brothers:

 https://www.facebook.com/share/p/1DuprUu2Sk/?mibextid=wwXIfr

Qual o motivo da surpresa?

Varia, a depender do surpreendido. 

Mas, em geral, as pessoas se surpreendem com a contradição entre as formulações retoricamente nacionalistas de ambos e o apoio a uma candidatura submissa aos EUA.

O que as pessoas não percebem é que há nacionalismos e “nacionalismos”.

O dos supracitados - como pode ser constatado lendo seus textos e ouvindo suas entrevistas - é o “nacionalismo do agronegócio”, tataraneto do “nacionalismo das sesmarias”.

Alguém já lembrou que, no curto-médio prazo, o “agro” tem tudo a perder com uma adesão carnal aos EUA.

Mais detalhes, aqui: 

O problema é que a alternativa - apostar num outro modelo de sociedade e noutro lugar do Brasil no mundo - parece, à turma do agro e a seus sócios especuladores, algo muito mais arriscado e profundamente contraditório com seus instintos de classe.

Nada de novo: por motivos semelhantes, aliás, é que para industrializar o país, foi preciso a “revolução de 30” e derrotar a contrarrevolução de 1932.

Em 2026, o agro tem candidato. 

Este é o fio da meada - a defesa dos interesses do latifúndio moderno - que explica a adesão dos dois à candidatura do Traidor da Pátria.

Em nome deste compromisso de classe, o resto todo (democracia, bem-estar, direitos humanos, vínculos com o crime, corrupção) fica em segundo plano.

É só isso? 

Claro que não. 

Mas não há motivo para surpresa.

Surpresa mesmo é quanta gente se enganou sobre esses dois, por tanto tempo. 

Estiveram nos nossos governos, foram filiados a partidos do nosso campo, mas há muito tempo já era possível perceber que seu coração não era vermelho, nem batia do lado esquerdo do peito.

Não são os únicos. Mas como vamos ganhar a eleição, seremos poupados (temporariamente) de novos espetáculos trânsfugas.

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Alberto Carlos Almeida, um “cientista” acima de qualquer suspeita

Nunca apreciei as análises do cidadão.

Nem mesmo quando ele foi convidado para “abrilhantar”, com trivialidades e equívocos, uma reunião do Diretório Nacional do PT.  

Mas confesso que não acreditei ser verdade o que me contaram dele.

Até  que “mataram a cobra e mostraram o pau”.

Aqui está: 

Transcrevo o post:

“As pessoas querem saber em quem eu voto. Vou dizer”
“Voto nulo e branco (depende do humor no dia da eleição) há 30 anos, justamente porque sou analista político. Meu voto nunca fará diferença no resultado, nem se votasse no municípios de Borá em SP”
“Ademais, não goste de ver meus amigos e amigas cientistas políticos fazendo campanha nas redes. Acho que não deveriam dizer que são cientistas, ou não deveria fazer campanha. Isso é o Brasil, um país anti ciência, um país artístico, de músicos, artistas e celebridades.”

Direito dele votar como quiser.

Mas é um pouco demais alegar que seu voto “não fará diferença”, como se omitir-se diante do fascismo fosse equivalente a faltar na festa da firma.

Até porque está óbvio - pelas suas postagens - que Almeida está em campanha aberta contra Lula.

Mas inaceitável mesmo é ele afirmar que um cientista não pode tomar partido, não pode ter posição política 

É inaceitável, entre outros motivos, porque ao contrário do que pode parecer, a tese segundo a qual a “objetividade científica” seria contraditória com assumir lado nos conflitos, permite a certos “cientistas” participar dos maiores crimes.

E alegar, depois, no tribunal ou perante a posteridade, que só estavam fazendo “ciência”, dando sua contribuição “técnica”.

Espero que a pessoa que insistiu em convidar este troncho para falar à direção do PT, perceba agora o tamanho da tolice cometida.

O “apito de cachorro” dos fascistas

Ontem, uma militante da campanha Lula, ativista que integra a relação de indispensáveis de nossa história, relatou “estar com medo”.

Normal, previsível e justificado.

Afinal, estamos na véspera de uma batalha decisiva, cujo resultado afetará não apenas os destinos do mundo e do Brasil, mas também incidirá sobre o destino de cada um de nós, a começar pelas mulheres, negras e negros, trabalhadores pobres, moradores das periferias, explorados e oprimidos em geral.

Sendo assim, ter medo é uma reação instintiva natural e indispensável para quem deseja sobreviver. E vencer!

O problema, portanto, não é ter medo.

O problema surge quando o medo produz intimidação e paralisia.

Este é o objetivo declarado da campanha fascista, como vimos, aliás, na atitude do miliciano no debate da Band, domingo passado.

A estratégia dos fascistas  foi “teorizada” por Pablo Venal, em reunião com “influenciadores” de direita, da seguinte forma: “esta eleição não é a da esperança, é a eleição do medo”.

Segundo a imprensa, Venal teria detalhado assim sua “tese”:  “Você vence uma ideia ou pela esperança, ou pelo prazer e, se não der conta de vencer nesses dois, vence pela dor. (…) Qual é a forma de fazer eles perderem votos? Medo. O medo atrai. Essa é a eleição do medo."

O que parece ser apenas uma orientação de comunicação, na verdade é o plano de batalha dos Traidores da Pátria nesta reta final do segundo turno.

“Vencer pela dor!”

É por isso que, por paradoxal que possa parecer, os Traidores da Pátria exibiram, numa recente manifestação realizada na Avenida Paulista, a réplica de um míssil, onde estava escrito “Trump nuke Brazil”, ou seja, pediram que o Brasil seja bombardeado com armas nucleares.

(Aliás, é revelador que certa mídia dê mais atenção para a suposta depredação que teria ocorrido - por obra de provocadores? - num ato da esquerda, do que para esse pedido criminoso feito pelos cavernícolas: devastar o Brasil.)

(Assim como é incrível que exista gente na esquerda que siga não percebendo que este “míssil”não se trata de um erro, mas de uma estratégia de medo.)

O fato é que, percebendo os sinais da derrota, Venal e a campanha do Miliciano tocaram o “apito de cachorro”.

A técnica é a mesma utilizada nos territórios dominados pelo Crime e pelas Milícias: mesmo sabendo que estão diante de criminosos, as pessoas se submetem devido ao medo.

A “dor”!

É também por isso que, diferente do que ocorreu no primeiro turno e, também, diferente do que ocorreu no início do segundo turno, a “militarcia” (sic) da extrema-direita está partindo para a agressão física.

O objetivo é deter a onda de mobilização pró-Lula, principalmente no plano “micro”, onde ela é mais necessária: no corpo-a-corpo, ao pé de ouvido, nas conversas privadas, principalmente com os chamados “indecisos”.

O que fazer contra esta “estratégia do medo”?

Entre outras muitas coisas:

1/não se deixar intimidar: um bom exemplo foi dado pelos estudantes que derrotaram a fracassada invasão cavernícola na Universidade Federal do RN;

Mais detalhes aqui: 

2/não baixar a guarda: CADEIA é para onde mandaremos os maiores criminosos deste país, cujas digitais estão no assassinato de Marielle, nos roubos do Master, na fraude do INSS, na doença das BETS, nas Milícias e no crime organizado, sem esquecer das centenas de milhares de pessoas que foram assassinadas pelas escolhas do governo Cavernícola durante a pandemia da COVID;

(Aliás, debater segurança pública com o Miliciano é tão sério quanto debater sobre Bancos de Sangue com um Vampiro.)

3/não largar nunca a bandeira da esperança: ao contrário da extrema-direita, devemos organizar a raiva para defender a alegria. 

Numa eleição empatada entre medos, o que desempata é a esperança. Assim venceremos!




terça-feira, 20 de outubro de 2026

Aos apreensivos

Volta e meia recebo mensagens, as vezes de recém militantes de base, as vezes de “históricos” muito bem graduados, perguntando “o que vai dar?”

Eu consulto os búzios, jogo as cartas, vejo a média das últimas pesquisas, uso o dedo para sentir a direção dos ventos… e, depois disso tudo, respondo o mesmo de sempre: vamos ganhar por uma pequena diferença de votos.

Dos que me escreveram hoje, três confessaram o motivo de sua apreensão: o ritmo das pesquisas. Um dia três citou, inclusive, a declaração de um autoproclamado especialista na cabeça do povo brasileiro.

Segundo este senhor, as pesquisas ainda não viraram porque não seria possível “persuadir a votar em Lula o eleitor que quer trocar de governo”.

Então: as pesquisas mostram, exatamente, algo diferente, a saber, que a campanha está “persuadindo” muitas pessoas a votar em Lula e “persuadindo” outras tantas a não votar no miliciano, traidor da Pátria e autodeclarado corrupto.

Por qual motivo, então, as pesquisas mudam devagar? 

Em boa medida porque o lado de lá é muito forte, muito poderoso, tem muita grana, além da Meta, de Israel, EUA e outras cositas más.

E, também, porque uma das muitas características da democracia eleitoral burguesa é que ela põe um “sinal de igual” entre o cidadão politizado e o despolitizado, entre o mobilizado e o passivo. 

Portanto, não devemos cometer o erro - muito comum - de achar que as pesquisas vão refletir automaticamente as ruas.

Aliás, cá entre nós, ainda bem que estamos crescendo devagar. 

Se o crescimento fosse rápido, se já estivéssemos na frente, parte do nosso pessoal já estaria festejando de véspera. E, nesse caso, terminaríamos a eleição recebendo o prêmio “Peru de Natal”.

Pesa na apreensão, também, a impressão de que nosso “Estado Maior” segue exibindo mais problemas que qualidades. 

Sobre isso, repito o que já disse, no passado, um argentino muito famoso: vamos ganhar, “con los  dirigentes a la cabeza, o con la cabeza de los dirigentes”.

O precedente é apenas ironia. Até porque a vitória faz todo mundo ser generoso (espero que desta vez só com o povo, todo o povo, o que não inclui a Famiglia e sua caterva).




segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Do esforço exigido para ser “isento”

Todo dia leio, em algum lugar, uma análise “isenta” do processo eleitoral, apontando qualidades e defeitos dos “concorrentes” e fazendo hipóteses científicas sobre os resultados possíveis.

A mais recente, feita por um velho conhecido, atribui ao Cavernícola Filho “agilidade mental e verbal e boa movimentação corporal”.

A descrição corresponde a um bichinho viscoso que mata muita gente na série Alien: Earth. 

Um “perfeito” predador.

Voltando às análises “isentas”: algumas são tão bem formuladas, que me fazem lembrar o sentimento que tive ao ler um livrinho chamado Cartas de Stalingrado, com textos escritos por soldados e oficiais da Wermacht, enviados pelo correio militar a seus familiares na Alemanha.

Ler aquelas cartas serve para lembrar, aos “isentos”, que no peito dos nazistas também bate um coração.

Mas, bem rapidinho, lembro da resposta que uma franco-atiradora soviética teria dado a quem perguntou “quantos homens ela matou”. 

“Nenhum. Só matei nazistas”.

Com todo o respeito aos “isentos”, estamos numa hora em que é preciso ser terno, sem jamais perder a dureza. 

Ou, para ficar no tema, é preciso ser objetivo, sem nunca ser “isento”.

Nosso inimigo não tem qualidades, não merece nada que pareça um elogio.

Guardemos a isenção - e o pessimismo - para tempos mais pacíficos.

Aos inimigos, só a lei.

A meta da Meta

Estava óbvio que isso ia ocorrer.

Afinal, a Meta e demais big techs têm lado na eleição brasileira.

O que fizeram até agora, vai continuar sendo feito.

Exemplo: "pouco depois do debate presidencial da Band, a Meta inabilitou o Brasil com Lula, uma das contas oficiais registradas no TSE", segundo foi denunciado pelo coordenador da campanha, Eden Valadares.

Certamente tentarão fazer pior, daqui até domingo.

Portanto, três sugestões:

-primeiro, alertar todo o nosso povo sobre o que eles certamente farão;

-segundo, escalar nas medidas judiciais, rumo à derrubada das redes desses criminosos;

-terceiro, garantir que o espaço central de nossa ação siga sendo a rua, o pé do ouvido, o corpo a corpo.

Nesse terreno, cabe estar preparado para a escalada da violência. 

Percebendo que estão para perder, os cavernícolas têm multiplicado a intimidação física contra o eleitorado de Lula.

E vamos sempre lembrar das sábias palavras do camarada Oliver "confia em Deus, mas mantenha a pólvora seca".



Hitler não foi eleito: alguém o colocou lá!


No sábado, 17 de outubro de 2026, no restaurante Al Jeniah, em São Paulo, um militante fez um discurso inflamado contra o risco de ocorrer, no Brasil, o mesmo que ele acha que teria ocorrido na Alemanha, no ano de 1933, a saber: um ditadura implantada pelo vitorioso de uma eleição.

Que o Cavernícola Filho é fascista e que tentaria implantar uma ditadura, não tenho dúvida.

Mas Hitler não foi eleito pela maioria do povo. 

Abaixo, um resumo dos acontecimentos eleitorais alemães, nos anos de 1932 e 1933.

Em março e abril de1932 aconteceram eleições presidenciais na Alemanha. A eleição foi em dois turnos. 

No primeiro turno, ninguém obteve maioria absoluta. No segundo turno,  quem ganhou foi o Marechal Hindenburg, com cerca de 53% dos votos. 

Hitler, a inspiração dos Cavernícolas, teve pouco menos que 37% dos votos. Em terceiro lugar ficou o candidato do Partido Comunista, com aproximadamente 10% dos votos.

Em julho de 1932, houve nova eleição na Alemanha, desta vez parlamentar. 

Os cavernícolas nazistas foram os mais votados, com 37% dos votos. Socialdemocratas e Comunistas, somados, tiveram mais de 35% dos votos. Os vários partidos da direita tiveram, somados aos votos não válidos, os restantes 28%. 

Em novembro de 1932, aconteceram novas eleições parlamentares. 

Nessa nova eleição, os nazistas perderam dois milhões de votos, caindo para 33% dos votos. Comunistas e Social-democratas, somados, cresceram e superaram os 37% de votos. 

Portanto, em três eleições seguidas, todas ocorridas em 1932, os Cavernícolas Nazistas nunca obtiveram maioria. 

Quem tinha maioria relativa no Parlamento era a soma dos dois partidos de esquerda.

Seria possível, também, compor um governo majoritário reunindo parte da esquerda com parte da direita não-nazista.

Mas o Marechal Hindenburgo preferiu apoiar a constituição de um governo encabeçado pelos nazistas. 

Foi o que ocorreu no fatídico janeiro de 1933, quando o Marechal convidou Hitler para ser primeiro-ministro.

Logo depois - que conveniente! -, no dia 27 de fevereiro de 1933, o prédio do Parlamento alemão foi destruído pelo fogo. Hitler acusou os comunistas. E Hindenburgo decretou medidas emergenciais, convocando novas eleições.

Nestas eleições, ocorridas no dia 5 de março de 1933, em condições de terrorismo de Estado, principalmente contra os comunistas, os nazistas obtiveram 44% dos votos. 

Comunistas e Social-democratas, somados, tiveram cerca de 30% dos votos. O restante votou em variados partidos de centro.

Portanto, mesmo naquela situação, os Cavernícolas Nazistas não conseguiram obter maioria absoluta dos votos.

Acontece que um dos pequenos partidos da direita deu aos nazistas os votos necessários para obter a maioria necessária para compor o governo.

Em seguida, ainda no mês de março de 1933, Hitler propôs e o novo parlamento aprovou uma Lei de Concessão de Plenos Poderes.

Para aprovar esta lei, os nazistas precisavam ter 67% dos votos do Parlamento. E conseguiram isso, graças ao apoio de dois partidos da direita não nazista: o Partido Popular Nacional Alemão e o Partido do Centro Católico.

Esta lei - cujo título em alemão é Gesetz zur Behebung der Not von Volk und Reich, que segundo o pai dos burros pode ser traduzido como "Lei para sanar a aflição do Povo e da Nação" - foi assinada pelo Presidente Hindenburg em 23 de março de 1933. 

Em novembro de 1933, aconteceu nova eleição parlamentar, já sob o impacto da tal Lei, que dava poderes ditatoriais ao governo encabeçado por Hitler.

Foi nesta eleição, em que os Nazistas Cavernícolas concorreram sozinhos, que Hitler e seus Milicianos obtiveram 92% dos votos. 

Quem não votou nos nazistas, teve seus votos invalidados.

Moral da história:

-Hitler só teve maioria dos votos, depois que instalou sua ditadura;

-Hitler só instalou sua ditadura, porque parte da direita alemã o apoiou;

-Parte da direita alemã apoiou Hitler, em grande medida porque o empresariado alemão queria um governo ditatorial para esmagar a resistência da classe trabalhadora.

Nisso está um dos pontos em comum na trajetória de nazistas e bolsonaristas.

A saber: grande parte do empresariado e da direita autodeclarada "normal" apoia a extrema-direita, mesmo sabendo que os Cavernícolas são uma súcia de criminosos, sociopatas e golpistas.

No Brasil, esta tem sido a postura de grande parte da mídia, que segue dando espaço para tudo que prejudica Lula, ao mesmo tempo que relativiza e naturaliza a candidatura do Cavernícola Filho.

Onde está a principal diferença?

Está em que, no Brasil, dia 25 de outubro, vamos derrotar os cavernícolas e eleger Lula presidente.