domingo, 4 de outubro de 2026

Venceremos!

(Sem revisão, sujeito a alterações.)

Angústia e pânico: esses foram, provavelmente, os sentimentos predominantes entre as pessoas que acreditavam em vitória de Lula no primeiro turno, ao acompanhar a apuração na noite de domingo, 4 de outubro.

Parte deste pânico decorre da atitude irresponsável de dirigentes que não tiveram a coragem de falar a verdade sobre a situação eleitoral. Verdade que incluía, entre outros, a possibilidade de uma “virada colombiana”.

Ao final, foi confirmado o segundo turno, mas em condições muito difíceis.

O resultado contrasta fortemente com a imagem dos últimos dias de campanha e com os as cenas da votação, onde o voto em Lula foi visualmente predominante. 

O que confirma que, enquanto o eleitorado de esquerda se expõe publicamente, o da direita muitas vezes vota quieto. Mas quem fez campanha nas ruas pode perceber os sinais do que ocorreu no primeiro turno.

Se compararmos os resultados do primeiro turno de 2026 com os de 2022, constatamos duas curvas, a nossa descendente, a deles ascendente.

A sobreposição das duas curvas forma o desenho de uma tesoura. Essa tesoura tem nome: Galípolo. Ou, para ser justo, “Marco Galípolo”. Mas este prejuízo causado pela politica econômica já está precificado e só poderá ser corrigido depois da nossa vitória no segundo turno.

Isto posto, nós que tínhamos certeza de que haveria segundo turno, também temos certeza de que Lula pode ser reeleito, no segundo turno, por uma pequena diferença.

Temos dito isso desde que terminou a última eleição municipal, em outubro de 2024. Portanto, diferente de quem acreditava em vitória no primeiro turno e agora está para além de preocupado, nós seguimos com o mesmo mantra: venceremos!

Mas para que isso ocorra, é preciso, entre outras coisas, uma imediata e profunda correção de rumos.

Na verdade, a correção já começou, por obra e graça da militância e de Lula.

A militância, frente à inapetência e incompetência de parte da direção partidária e da campanha, foi às ruas por sua própria conta e risco.

E Lula, nas últimas semanas, tomou várias decisões acertadíssimas, na contramão do senso comum que predominou em nosso governo. Senso comum que desembocava em uma autoavaliação que podia ser estatisticamente correta, mas que era politicamente cabotina e não contribuiu em nada para dialogar com parte do sentimento popular.

A correção iniciada precisa ter continuidade. Para isto a direção nacional da campanha e do PT precisa realizar, nas próximas 48 horas, um balanço politico detalhado do resultado eleitoral nacional e, também, do resultado nos estados.

Especificamente neste caso, o resultado deixou evidente que foram cometidos não apenas “equivocos” ou “erros”, mas cagadas homéricas, por exemplo a decisão adotada na disputa dos governos do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro, onde não ter uma candidatura petista ao governo contribuiu para a vitória da direita no primeiro turno. Sem falar na demora em termos candidatura a governador em Minas Gerais.

Que outros resultados estaduais eram possíveis, ficou demonstrado, por exemplo, pelo ocorrido nos estados governados pelo PT, onde destacamos a tarefa de ganhar no segundo turno para governador do RN, completando o excelente resultado do primeiro turno potiguar.

De imediato, podemos dizer que venceremos, sempre que façamos como dizia um inglês que viveu há 400 anos: “creia em Deus e mantenha a pólvora seca”. Ou, na versão ateia da mesma ideia, venceremos se tivermos um pouco de sorte e se realizarmos muito trabalho duro - mas muito mesmo!

Isso significa campanha militante 24h por dia, 7 dias por semana, até as 17h do dia 25 de outubro.

Prioridade para o setor social que vai nos dar a vitória: os trabalhadores de menor salário, as mulheres, os negros e negras, a juventude e o povo de coração nordestino, inclusive aquele que habita o sudeste do país e que se absteve, votou branco, nulo ou até no cavernícola, corrupto, fascista e miliciano candidato da extrema direita.

É principalmente nesse eleitorado, que não votou em ninguém no primeiro turno, onde estão os votos que nos levarão à vitória. Não se deve gastar tempo buscando “ampliar apoios” nos diferentes segmentos da direita.

Neste quesito, é decisivo recuperar o espaço da esquerda no estado de São Paulo, onde nossos resultados eleitorais são produto da quase inexistência do Partido e a decorrente ausência de uma verdadeira oposição a um governo desastroso, amigo dos ricaços e inimigo do povo. 

Nosso discurso precisa focar o futuro do Brasil, com reformas estruturais que mudem nossa sociedade e nosso lugar no mundo, garantindo soberania, democracia, bem-estar, meio ambiente e desenvolvimento.

Polarização sem trégua, para derrotar o crime, as milícias, a Faria Lima, os vendilhões do templo, os feminicidas, os racistas, os fundamentalistas, os negacionistas e -acima de tudo - os imperialistas, os golpistas e os traidores da pátria.

Trabalhar para que a coordenação da campanha e a direção do Partido estejam à altura da tarefa. O que inclui se preparar para uma redobrada ingerência externa e operações golpistas.

E, como o seguro morreu de velho, que cada um de nós cumpra seu dever, como fez a Nação Petista nos últimos quinze dias, avermelhando as ruas e as redes.

Venceremos. Mas lembrem: vamos manter a pólvora seca. Até porque a guerra não vai terminar com nossa vitória no dia 25 de outubro.

Por fim: aos dirigentes que julgam impossível ganhar de virada, pedimos que não atrapalhem e abram espaço para quem acredita que na vida só existe uma alternativa adequada para a classe trabalhadora: a luta!

(Sem revisão, sujeito a alterações.)

3 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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    1. ………..
      Edinho Silva, Gleisi Hoffmann, Wellington Dias, Rui Costa , Alexandre Padilha, Boulos e Janja guiarão Lula no caminho da virada...
      De repente, se pode até dispensar o Sidônio e chamar de volta o Paulo Pimenta.
      ……
      Se depender desses guias estamos ferrados a priori…
      Esse time é que tem distânciado o Lula e partido das bases.
      Se formos apurar, cada um deles tem uma conta parecida com a do Galipolo…. só muda o seguimento.

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  2. Acho que ainda estamos acelerados. De fato os dirigentes aplicaram a linha de Lula com retórica, com belas palavras que não são verdadeiras.
    Pois palavras verdadeiras não podem ser belas.
    Ainda não consigo fazer uma análise a contento, mas desconfio que dessa vez a intervenção gringa foi tão perfeita e sofisticada que ninguém percebeu. Foi suave, milimétrica, e indireta. Provavelmente deixou registro nas redes sociais, mas não tenho como investigar pois não uso essas coisas, exceto o Twitter. Um indício foi a virada em MG na véspera do 1o turno.
    De resto, concordo com o espírito de partido que Pomar alerta nesse momento. A guerra será prolongada e devemos aprender com as derrotas e ciladas que entramos.
    Atentos e fortes!


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