segunda-feira, 11 de dezembro de 2023

A resolução segue no forno

Na sexta 8/12 o Diretório Nacional do PT aprovou um texto base e montou uma comissão de emendas.

Foi estabelecido como prazo para apresentar emendas, as 12h00 de sábado 9/12.

Duas pessoas apresentaram emendas neste prazo.

Logo em seguida o representante do texto-base deu seu parecer sobre as emendas apresentadas.

Logo em seguida o trabalho foi finalizado e a resolução foi publicada.

Verdade?

Não.

Embora as emendas tenham sido apresentadas no sábado e o parecer tenha sido dado logo em seguida, até hoje, segunda 11 de dezembro, a resolução não foi finalizada, tampouco publicada.

Aguardemos a comissão de emendas.

Enquanto isso, segue abaixo a parte que nos cabe deste latifúndio, a saber, o texto-base, mais as emendas que apresentamos.

PROPOSTA DE RESOLUÇÃO DA TENDÊNCIA CONSTRUINDO UM NOVO BRASIL PARA A REUNIÃO DO DIRETORIO NACIONAL DO PARTIDO DOS TRABALHADORES

BRASÍLIA, 08 DE DEZEMBRO DE 2023

1)      O terceiro governo do presidente Lula completa um ano, marcado pela defesa da democracia, pela reconstrução das políticas públicas de interesse do povo e a reinserção soberana do Brasil no mundo, dentre muitos outros avanços que correspondem aos compromissos assumidos na histórica campanha presidencial de 2022.

 

2)         O cenário que herdamos de um desgoverno ultraliberal e de extrema-direita permanece desafiador, especialmente em relação à necessária retomada do crescimento econômico, mas é inegável que caminhamos em direção a um país melhor e mais justo.

 3)         Para alcançar o êxito nesta jornada, é necessário concretizar nossos compromissos com a imensa maioria da população e reforçar o enfrentamento político cotidiano com a extrema-direita e os adversários do desenvolvimento do país que, mesmo derrotados nas urnas, seguem organizados e ativos. É necessário organizar e mobilizar o povo para fazer com que o Estado brasileiro garanta os direitos básicos e essenciais da imensa maioria da população, dando apoio ao governo Lula para fazer as mudanças que o país precisa.

Emenda 1

Valter Pomar/AE: O êxito do governo Lula é decisivo, tanto para a batalha que travamos contra a direita tradicional, quanto para a batalha que travamos contra a extrema-direita. Embora diferentes em vários aspectos importantes, estas duas direitas convergem na defesa do programa neoliberal, ou seja, na defesa de um país primário-exportador, baseado na aliança entre o agronegócio, a mineração e o setor financeiro.

4)    Antes mesmo de assumir o governo, o presidente Lula cumpriu o mais urgente dos compromissos com o povo, aprovando no Congresso, em dezembro passado, a PEC da Transição que viabilizou o financiamento do Bolsa Família e de inúmeros outros programas e ações para melhorar a vida do povo. Apesar de todas as dificuldades e dos inegáveis custos políticos daquela iniciativa, não seria justo pedir paciência a milhões de famílias que ficariam totalmente desamparadas com a redução de alcance do maior programa de distribuição de renda do mundo, criado e consolidado nos governos do PT. Além do Bolsa Família ampliado, acrescentando R$ 150 para cada criança de até 6 anos e R$50,00 para cada adolescente, de imediato Lula garantiu o reajuste real do salário mínimo, que em janeiro próximo terá mais R$ 100,00 de aumento, a faixa de isenção do IR para quem ganha até 2 salários mínimos e o programa Desenrola, para renegociar as dívidas das famílias endividadas.

 

5)      As primeiras medidas do governo, desde o dia da posse, visaram à reconstrução das instâncias democráticas de formulação e execução de políticas públicas interditadas pela extrema-direita. Foram recriados e revitalizados o Ministério da Mulher, Ministério da Igualdade Racial, Ministério dos Direitos Humanos, Ministério da Cultura e Ministério do Desenvolvimento Agrário. E foi criado o Ministério dos Povos Indígenas, reconhecimento inédito dos direitos de uma população espoliada ao longo de cinco séculos. Além de corrigir o obscurantismo do governo anterior, em seu primeiro dia Lula também revogou os atos criminosos de Bolsonaro que liberavam a venda e posse de armas letais no país.

 

6)          Os inequívocos sinais de mudança, nos atos inaugurais do governo, foram respondidos pela extrema-direita com a violenta tentativa de golpe em 8 de janeiro. A agressão à democracia foi frustrada pela pronta e enérgica reação das instituições e da sociedade civil, lideradas pelo presidente Lula em conjunto com os demais poderes da República. Foi a segunda derrota dos extremistas antidemocráticos, em seguida às eleições. O fato de eles permanecerem mobilizados contra o país, quase um ano depois, impõe a necessidade de responsabilizar e punir, de maneira firme e pedagógica, os comandantes políticos do golpismo, civis ou militares, a começar por Jair Bolsonaro, para que nunca mais voltem a ameaçar a democracia.

Emenda 2

Valter Pomar /AE: Desde o fim da ditadura militar, em 1985, o comando das forças armadas recuou da intervenção direta na política, mas mantiveram a postura de tutelar, chantagear e ameaçar as liberdades democráticas. Tudo isso em articulação com o governo e com as forças armadas dos Estados Unidos. A aliança entre o comando das forças armadas brasileiras e os EUA foi fundamental para o sucesso do golpe de 2016, para a Operação Lava Jato, para a condenação, prisão e interdição eleitoral do companheiro Lula, assim como para a eleição de Jair Bolsonaro em 2018. Entre 2019 e 2022, ficou mais uma vez evidente que o comando das forças armadas está submetido a interesses estrangeiros e dominado pela extrema direita. Este domínio chegou ao ponto de altos comandantes terem estimulado, apoiado e acobertado a - ao final fracassada - operação golpista de 8 de janeiro de 2023. Agora, não basta processar e condenar os envolvidos na intentona golpista – todos os envolvidos, a começar pelos financiadores e pelos criminosos com fardas e medalhas. Além disso, é preciso tomar uma atitude democrática e responsável: mudar completamente a orientação predominante nas forças armadas, o currículo pró-ditadura adotado nas escolas de formação de oficiais, a doutrina de defesa nacional subordinada aos EUA, sem falar no combate aos comportamentos corporativos, corruptos e criminosos que ficaram tão evidentes no trato da pandemia da Covid 19. Para dar conta dessas tarefas, é fundamental o papel do ministério da Defesa, que precisa ser expressão do poder civil.

 

Como afirmou o presidente Lula em seu discurso de posse no Congresso, o Brasil quer democracia para sempre. Não vamos tolerar o golpismo nem o fascismo.

 

7)            A reconstrução das políticas públicas democráticas trouxe resultados relevantes para o povo neste primeiro ano. São frutos também do resgate da participação social por meio de Conselhos e Conferências Nacionais. Importante e simbólico, a restauração do Plano Plurianual Participativo inclui o povo no orçamento, mobilizando amplamente a sociedade em consultas públicas presenciais e pela internet. Alguns exemplos dessa orientação democrática de políticas públicas:

·       a volta do Mais Médicos e da Farmácia Popular e o Programa Nacional de Redução das Filas nas Cirurgias;

·       a Lei da Igualdade Salarial entre mulheres e homens, o Brasil sem Misoginia, o combate à invisibilidade do trabalho do cuidado e a pensão para órfãos de feminicídio menores de 18 anos;

·       a nova Lei Cotas, que amplia a inclusão de negros, indígenas, pessoas com deficiência física e estudantes de baixa renda nas instituições de ensino, além da retomada de regularização de territórios quilombolas.

·       o Novo FIES, o resgate do ENEM, o investimento em educação inclusiva e o Fundo de Bolsas para manutenção de alunos no ensino médio;

·       o Novo Viver Sem Limite, para garantir direitos de pessoas com deficiência;


·       a reconstrução e investimento nos organismos de proteção ambiental, que reduziram em mais de 20% o desmatamento na Amazônia;

·       a Política Nacional Aldir Blanc de Fomento Cultural;

·       a retomada da política de garantia dos direitos territoriais dos indígenas, depois de cinco anos sem demarcações;

·       A retomada do Programa de Aquisição de Alimentos e de outros incentivos à agricultura familiar e ã produção e consumo de alimentos saudáveis.

 

 

Emenda 3

Valter Pomar/AE Apesar dos esforços assassinos do governo Bolsonaro, a pandemia da Covid 19 foi detida pelo Sistema Único de Saúde. Coerente com isso, o PT vai continuar lutando para ampliar e aperfeiçoar o SUS, combatendo a mercantilização da saúde, as terceirizações e as tentativas de alterar o piso constitucional da Saúde.

 

Emenda 4

Valter Pomar/AE O piso constitucional da saúde e da educação, a política de elevação do salário-mínimo e a previdência pública são políticas civilizatórias. Não aceitamos que – a pretexto de “aperfeiçoar” as regras de cálculo  – se abra caminho para alterar as regras atualmente vigentes.

 

Emenda 5

Valter Pomar/AE O PT é de opinião de que devemos destruir completamente a herança deixada pelo bolsonarismo na área da educação, a começar pela revogação total do chamado Novo ensino médio e pelo fechamento de todas as escolas cívico-militares. Mas é preciso ir além disso. Devemos usar os próximos três anos de governo Lula para fortalecer o sistema público em todos os níveis.

 

 

8)           Medidas como o reajuste real do salário-mínimo, que terá incremento superior a R$ 100 no próximo ano, a redução do imposto de renda com ampliação da faixa de trabalhadores isentos e o Desenrola Brasil, junto com a ampliação do Bolsa Família, aumentaram efetivamente a renda da ampla maioria da população, outro compromisso histórico do PT e da campanha presidencial. Junto a isso, a queda da inflação, com redução dos preços de alimentos e combustíveis, as retomadas do Minha Casa Minha Vida, de milhares de obras paralisadas por Bolsonaro, dos financiamentos do BNDES e dos investimentos da Petrobrás, sem dúvida contribuíram para que o crescimento do PIB este ano fique na faixa dos 3%. Mesmo insuficiente para as necessidades de nossa economia, o resultado é bem superior aos menos de 1% estimados no início do ano e maior do que o foi o resultado de Bolsonaro no último ano e na média de seu governo. O Novo PAC aponta para intensa retomada de obras, com investimentos públicos e geração de empregos. O PIB só não foi maior por causa da deletéria política de juros do Banco Central “independente”.

 

Emenda 6

Valter Pomar/AE: Do ponto de vista estratégico, programático e histórico, o governo Lula fará toda a diferença à medida que ele contribua para desencadear um ciclo de desenvolvimento, com ampliação das liberdades democráticas, do bem-estar social, da soberania nacional e da integração regional. Mas para que isto aconteça, este ciclo de desenvolvimento deve, entre outras mudanças, superar nossa condição primário-exportadora e prisioneira do capital financeiro. O que, por sua vez, exige que o Estado brasileiro amplie substancialmente o investimento público.

 

9)       Para que essa trajetória de crescimento econômico se confirme e amplie nos próximos anos, é essencial superarmos a trava imposta


pela política monetária da direção do Banco Central. Indicado por Jair Bolsonaro e pelo igualmente deletério ex-ministro Paulo Guedes, o ainda presidente do BC, Roberto Campos Neto, mantém com seus diretores a maior taxa de juros do planeta, sem que haja nenhuma justificativa plausível para essa barbaridade. A política de juros contracionista foi derrotada nas urnas em 2022, mas sobrevive como um prolongamento do governo anterior, sabotando o crescimento, a retomada do crédito e dos investimentos que o país precisa e tem condições de realizar num ambiente de racionalidade.

 

Emenda 7

Valter Pomar/AE: O ciclo de desenvolvimento que defendemos tem como um de seus objetivos converter o Brasil em uma potência industrial e tecnológica. Para atingir este propósito, em particular a reindustrialização, será preciso combinar em medida adequada o investimento estrangeiro e nacional, o investimento privado e público, a grande e a pequena empresa. Entretanto, não há dúvida acerca do protagonismo estatal, não apenas em outros ciclos, mas principalmente no ciclo de desenvolvimento democrático e popular que almejamos. Sendo este um dos motivos pelos quais o Brasil deve recuperar o pleno controle nacional e público da Petrobrás e da Eletrobrás, entre outras empresas estatais que foram e seguem sendo vítimas da sanha neoliberal. E o Banco Central não pode continuar sendo o defensor dos interesses do grande capital financeiro. O sistema financeiro brasileiro precisa estar sob controle público.

 

Graças à credibilidade de Lula e apesar do BC de Campos Neto, a inflação caiu e está sob controle, o emprego aumentou, a renda da população melhorou. Temos ainda reservas internacionais de US$ 350 bilhões, reforçadas no atual governo, que nos protegem de eventuais choques externos. Não faz nenhum sentido, neste cenário, a pressão por arrocho fiscal exercida pelo comando do BC, rentistas e seus porta-vozes na mídia e no mercado. O Brasil precisa se libertar, urgentemente, da ditadura do BC “independente” e do austericídio fiscal, ou não teremos como responder às necessidades do país.

 

Emenda 8

Valter Pomar/AE: O governo Lula é resultado de uma campanha onde se falou de “reconstrução e transformação”. Vencemos as eleições de 2022, não apenas para derrotar a extrema direita, mas também para contribuir na luta por um país soberano, democrático, igualitário, desenvolvido, integrado à América Latina e Caribe, um país socialista. Se não defendermos ativamente essas perspectivas de médio e longo prazo, seremos derrotados pela direita e pela extrema direita na guerra cultural que eles movem contra nós. Ademais, sem transformação, não haverá reconstrução. Assim sendo, tanto o Partido quanto o governo devem reincorporar, tanto no seu discurso quanto na sua prática, o compromisso com as transformações estruturais, por exemplo com a reforma agrária e com a reforma do sistema financeiro, com a revogação integral das contrarreformas sindical, trabalhista e previdenciária, com a retomada pública das estatais total ou parcialmente privatizadas, como é o caso da Eletrobrás e da Petrobrás, respectivamente.

 

10)  Ao longo do ano, Lula também liderou, com muito êxito, a recuperação do protagonismo do Brasil nas relações internacionais, superando o isolacionismo de Bolsonaro, seu negacionismo na questão ambiental e sua vassalagem aos EUA, que tantas portas fecharam para nossa diplomacia e nosso comércio exterior. A retomada de relações com países estigmatizados por Bolsonaro, o retorno do Mercosul, novos acordos comerciais, a atração de investimentos externos e da cooperação para proteger a Amazônia são resultados concretos desta mudança. Mais do que reinserir o Brasil no mapa mundial, o presidente incidiu sobre a agenda global nos temas da crise climática, do combate à fome e à pobreza e de


uma necessária reforma multilateralista nas relações entre países e povos. A retomada das relações soberanas com o mundo foi decisiva para o resgate de mais de 1.700 brasileiros e brasileiras sob ameaça na Palestina e em Israel. A presidência brasileira no Conselho de Segurança da ONU, em outubro, produziu inédita concertação de países em torno de uma solução política frente ao massacre do povo palestino, ao mesmo tempo em que expôs a falência dos atuais mecanismos de governança global.

 

Emenda 9

Valter Pomar/AE O PT considera que o governo brasileiro deve ampliar sua solidariedade ao povo palestino, a denúncia do genocídio praticado pelo Estado de Israel contra a população de Gaza, a impugnação do apartheid do desrespeito - desde 1948 - às resoluções da ONU. O PT recomenda a imediata revogação de todos os acordos Brasil-Israel no plano militar e de tecnologia de monitoramento, inclusive no âmbito da ABIN.

 

11)       Da mesma forma que nossa política externa segue uma diretriz clara, correspondente a seu sucesso, é necessário ter nitidez nas relações com as instituições e forças políticas internas do Brasil. Voltamos ao governo, numa eleição duríssima, enfrentando um adversário sem escrúpulos, que dissipou mais de R$ 300 bilhões de recursos públicos na tentativa de se reeleger; que coordenou uma indústria de mentiras nas redes sociais e setores da mídia; mobilizou patrões para constranger o voto de trabalhadores; corrompeu chefes de instituições policiais para impedir o trânsito de eleitores de Lula; associou-se a comandantes militares desonrados para ameaçar e contestar o processo eleitoral em que foi derrotado. Vencer, naquelas circunstâncias, foi tarefa gigantesca.

 

 

12)         Vencemos numa campanha de frente ampla, para fazer um governo de coalizão, mas é inegável que nosso campo político permanece minoritário no Congresso Nacional. As forças conservadoras e fisiológicas do chamado Centrão, fortalecido pela absurda norma do orçamento impositivo num regime presidencialista, exercem influência desmedida sobre o Legislativo e o Executivo, atrasando, constrangendo e até tentando deformar a agenda política vitoriosa na eleição presidencial. O governo, coerentemente com nosso compromisso democrático, respeita a legitimidade de um


Congresso igualmente eleito pelo povo. É urgente, no entanto, nos organizarmos politicamente para alterar esta correlação de forças, o que só se dará pela conscientização e mobilização daqueles e daquelas que representamos e defendemos.

 

Emenda 10

Valter Pomar/AE O PT não está de acordo com a opção de ceder espaços no ministério para partidos ou personalidades que apoiaram o governo Bolsonaro e, inclusive, nele votaram nas eleições de 2022. O PT considera que a única maneira de escapar das armadilhas implícitas na chamada governabilidade institucional, consiste em fortalecer a consciência, a organização e a mobilização dos setores populares. Tarefas que competem ao Partido dos Trabalhadores, às organizações do campo democrático e popular, mas também competem ao governo.

 

Emenda 11

Valter Pomar/AE O PT apoia a decisão de promover uma reforma ministerial, nas empresas estatais e nas agências, ouvindo o PT e demais forças de esquerda, retirando totalmente os quadros da extrema-direita, nomeando pessoas comprometidas com o programa de governo vitorioso.

 

É necessário um esforço conjunto, de nossos dirigentes e ministros, dos nossos aliados na política e na sociedade, para levar à população o conteúdo político-transformador das mudanças e da reconstrução do país. Isso se faz por meio de uma clara estratégia de comunicação política, que precisamos reforçar cada vez mais, mas se faz também essencialmente pela disputa política cotidiana, denunciando as mentiras e falando as verdades sobre nós e nossos adversários.

 

Emenda 12

Valter Pomar /AE: A Constituição promulgada em 1988 proíbe, no seu artigo 220 parágrafo quinto, o “monopólio ou oligopólio da comunicação”. Mais de três décadas se passaram, durante as quais o PT conquistou por cinco vezes a Presidência da República. Entretanto, o oligopólio da mídia, fortalecido pela ditadura militar, não só prossegue existindo como tornou-se um fundamental agente político e instrumento das políticas neoliberais hegemônicas. Não haverá democracia plena no Brasil, enquanto a comunicação empresarial for dominante. Cabe ao governo brasileiro, através entre outros do ministério da Comunicação, tomar as medidas necessárias para cumprir os princípios estabelecidos na Constituição de 1988.

 

Emenda 13

Valter Pomar/AE: O PT realizará, no dia 8 de janeiro de 2024, em aliança com todas as forças democráticas e populares que desejem se somar, um ato nacional em defesa das liberdades democráticas. E recomenda à Fundação Perseu Abramo que organize um ciclo de atividades em defesa das liberdades democráticas, culminando com um atividade nacional nos dias 31/3 e 1/4/2024, para lembrar que golpe e ditadura, nunca mais.

 

13)      É tarefa do PT, de nossos dirigentes e militantes, seguir incidindo sobre a elaboração e implantação de políticas públicas em todos os setores, inclusive sobre temas como Segurança Pública e o papel da Forças Armadas, que não devemos tratar como tabus.

 

Emenda 14

Valter Pomar/AE: O PT recomenda ao governo que tome as medidas necessárias, no âmbito de suas atribuições, para desmilitarizar a segurança pública brasileira e especialmente desmilitarizar as Polícias Militares. O povo pobre, negro e periférico não pode ser tratado, pelas polícias, como forças inimigas a abater.

 

Emenda 15

Valter Pomar/AE: O PT reafirma seu apoio à mudança nos artigos da Constituição que servem de pretexto para o golpismo e para a militarização da segurança pública. Orientamos a bancada do PT na Câmara dos Deputados a contribuir para que a PEC que altera o artigo 142 da Constituição alcance as 171 assinaturas necessárias para tramitar.

 

Emenda 16

Valter Pomar/AE: O PT recomenda o veto do presidente Lula à Lei Orgânica das Polícias Militares (LOPM), que aguarda sanção do presidente Lula. Além de renovar os dispositivos que davam grande poder e autonomia a essas corporações armadas e manter sua vinculação ao Exército, esta LOPM ainda amplia suas atribuições, permitindo às Polícias Militares “planejar, orientar, coordenar, supervisionar e executar ações de inteligência e contrainteligência” (artigo 5º, inciso XI do projeto de lei). É fundamental que a LOPM, tal como está, seja vetada por Lula, porque a nova lei vai na contramão das liberdades democráticas e fortalece o Terrorismo de Estado que ceifa milhares de vidas negras todos os anos no Brasil, vide as recentes chacinas em São Paulo (Baixada Santista), na Bahia e no Rio de Janeiro.

 

Emenda 17

Valter Pomar/AE: É preciso mudar totalmente a lógica punitivista predominante no sistema de justiça, a chamada política de “guerra às drogas” e de encarceramento em massa. Entre outras medidas nesse sentido, reafirmamos a proposta – debatida e apresentada pelo Partido, durante a campanha eleitoral – de criação do Ministério da Segurança Pública, lembrando que isso só terá efeitos positivos se este ministério estiver desde o início orientado por concepções civis, democráticas e de esquerda. É preciso mudar totalmente a lógica punitivista predominante no sistema de justiça, a chamada política de “guerra às drogas” e de encarceramento em massa. Entre outras medidas nesse sentido, reafirmamos a proposta – debatida e apresentada pelo Partido, durante a campanha eleitoral – de criação do Ministério da Segurança Pública, lembrando que isso só terá efeitos positivos se este ministério estiver desde o início orientado por concepções civis, democráticas e de esquerda.

 

Emenda 18

Valter Pomar/AE: O PT recomenda a retirada do decreto 11.498/2023, que estabelece incentivos para construção de presídios pelo setor privado. O sistema prisional não pode nem deve ser espaço para parcerias público-privadas.

 

14)      É nossa tarefa participar ativamente das eleições municipais de 2024, fazendo o embate contra a extrema-direita, para reeleger e aumentar as prefeituras em que estamos hoje, além de ampliar expressivamente nossa base de vereadores e vereadoras. É a partir da disputa nos municípios e da organização popular que poderemos contribuir, no próximo ano, para organizar e consolidar a base popular necessária para mudar a correlação de forças políticas e mudar o Brasil.

 

Emenda 19

Valter Pomar/AE O PT considera que o governo precisa fortalecer seus instrumentos de coordenação política, em particular com a direção do Partido dos Trabalhadores. A experiência de todas as nossas administrações, a começar pelos governos Lula e Dilma, confirmaram ser imprescindível o diálogo permanente entre os petistas que estão ocupando posições executivas no governo, as bancadas do partido no Congresso Nacional e o Diretório Nacional do Partido.

 

Emenda 20

Valter Pomar/AE O PT é o maior partido do Brasil, com uma militância poderosa e contamos com a preferência partidária de aproximadamente um terço da população brasileira. É preciso mobilizar esse potencial para fazer a disputa político-ideológica na sociedade em regime permanente. Para isso, é fundamental que o PT reafirme seu programa de transformação social, fortaleça sua identidade visual e reforce sua estrutura interna, de modo a promover a formação e a mobilização permanente da sua militância. Entre outros motivos porque, como disse recentemente o presidente Lula, “só a mobilização evita volta da extrema-direita”



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