terça-feira, 13 de outubro de 2026

Eles estão voando abaixo do radar

Imediatamente antes e depois do golpe de 1964, a direita e a extrema-direita promoveram grandes mobilizações de massa.

Entre 1968 até 2013, as ruas foram basicamente monopólio da esquerda, com a exceção das manifestações religiosas.

De 2013 até a Intentona de 2023, a extrema-direita voltou às ruas. 

Desde então, submergiu. Ou, pelo menos, passou a navegar com grande parte do “casco” dentro d’água.

Isso contribuiu para o engano cometido, por muita gente, no primeiro turno das eleições de 2026, a saber: medir a força eleitoral da extrema-direita com base na quantidade de gente que manifestava publicamente sua adesão à candidatura do traidor da pátria.

Como vimos, até as pesquisas de opinião subestimam a força dos cavernícolas.

No segundo turno, não podemos cometer o mesmo erro.

As imensas manifestações em favor de Lula, neste segundo turno, permitem determinar que estamos numa ascendente.

Mas a mobilização discreta do lado de lá não serve de métrica para a votação que eles terão dia 25 de outubro.

Como alguém já disse, nosso lado se movimenta principalmente na esfera pública; já elles se manifestam principalmente em esferas privadas, como a “família militar”, os grupos de zap, as clientelas eleitorais e outras comunidades privadas ou semi-privadas.

Este é um dos motivos pelos quais nossa campanha nas ruas e nas redes precisa ser complementada por um trabalho “ao pé do ouvido”

Só assim conseguiremos furar determinadas bolhas e penetrar certas defesas, evitando que prevaleça a “democracia eleitoral burguesa”, onde os mais ricos compram o voto dos menos politizados, menos mobilizados e menos organizados.

(Sem revisão)





5 comentários:

  1. Sim, de fato todas as medidas são essenciais quando as consequências da inércia são irreparáveis e, digo sem medo de errar, mortais. Mas em todos os tempos da história há um problema maior, um formador de opiniões que tem muita credibilidade: . As mídias Impressas: Jornais, revistas, livros e folhetos.
    • Mídia Eletrônica / Audiovisual: Rádio, televisão e cinema.
    • Mídia Digital: Sites, aplicativos, portais de notícias e plataformas online.
    • Mídia Externa (OOH - Out of Home): Outdoors, painéis, cartazes e peças publicitárias em espaços públicos. Esses canais de informação trabalham para "quem paga mais" e os patrocinadores são as figuras mais escroques que a sociedade capitalista forma. E obviamente, salvo profissionais da resistência, as ideias difundidas favorecem os exploradores endinheirados. A missão é cobrar enfaticamente a responsabilização pelas mentiras, "fakes" que compartilham. Assistimos ao show de horrores na pandemia quando "profissionais" da saúde divulgavam vermífugo como "remédio" p covid. A revista VEJA, mais recente caso, de forma irresponsável imprimiu uma fake nesse momento político. Não se pode permitir que essa corja vendida engane a população!!

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  2. A entrevista do presidente do PT pro G1 é uma aberração pro momento que estamos. Inacreditável que a militância jovem e espontânea tenha que ensinar diretor de partido como vencer eleição.

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  3. https://globorural.globo.com/politica/noticia/2026/10/flavio-bolsonaro-precisara-de-equilibrio-em-negociacoes-do-agro-com-eua-e-china-diz-senadora.ghtml

    E

    https://jornalggn.com.br/analise/o-agro-o-sapo-e-o-escorpiao-por-milton-pomar/

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  4. ”Mas a mobilização discreta do lado de lá não serve de métrica para a votação que eles terão dia 25 de outubro.”

    Não nos preocupemos. Edinho Silva sabe o que fazer...

    (Jucemir Rodrigues da Silva)

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