Ontem, uma militante da campanha Lula, ativista que integra a relação de indispensáveis de nossa história, relatou “estar com medo”.
Normal, previsível e justificado.
Afinal, estamos na véspera de uma batalha decisiva, cujo resultado afetará não apenas os destinos do mundo e do Brasil, mas também incidirá sobre o destino de cada um de nós, a começar pelas mulheres, negras e negros, trabalhadores pobres, moradores das periferias, explorados e oprimidos em geral.
Sendo assim, ter medo é uma reação instintiva natural e indispensável para quem deseja sobreviver. E vencer!
O problema, portanto, não é ter medo.
O problema surge quando o medo produz intimidação e paralisia.
Este é o objetivo declarado da campanha fascista, como vimos, aliás, na atitude do miliciano no debate da Band, domingo passado.
A estratégia dos fascistas foi “teorizada” por Pablo Venal, em reunião com “influenciadores” de direita, da seguinte forma: “esta eleição não é a da esperança, é a eleição do medo”.
Segundo a imprensa, Venal teria detalhado assim sua “tese”: “Você vence uma ideia ou pela esperança, ou pelo prazer e, se não der conta de vencer nesses dois, vence pela dor. (…) Qual é a forma de fazer eles perderem votos? Medo. O medo atrai. Essa é a eleição do medo."
O que parece ser apenas uma orientação de comunicação, na verdade é o plano de batalha dos Traidores da Pátria nesta reta final do segundo turno.
“Vencer pela dor!”
É por isso que, por paradoxal que possa parecer, os Traidores da Pátria exibiram, numa recente manifestação realizada na Avenida Paulista, a réplica de um míssil, onde estava escrito “Trump nuke Brazil”, ou seja, pediram que o Brasil seja bombardeado com armas nucleares.
(Aliás, é revelador que certa mídia dê mais atenção para a suposta depredação que teria ocorrido - por obra de provocadores? - num ato da esquerda, do que para esse pedido criminoso feito pelos cavernícolas: devastar o Brasil.)
(Assim como é incrível que exista gente na esquerda que siga não percebendo que este “míssil”não se trata de um erro, mas de uma estratégia de medo.)
O fato é que, percebendo os sinais da derrota, Venal e a campanha do Miliciano tocaram o “apito de cachorro”.
A técnica é a mesma utilizada nos territórios dominados pelo Crime e pelas Milícias: mesmo sabendo que estão diante de criminosos, as pessoas se submetem devido ao medo.
A “dor”!
É também por isso que, diferente do que ocorreu no primeiro turno e, também, diferente do que ocorreu no início do segundo turno, a “militarcia” (sic) da extrema-direita está partindo para a agressão física.
O objetivo é deter a onda de mobilização pró-Lula, principalmente no plano “micro”, onde ela é mais necessária: no corpo-a-corpo, ao pé de ouvido, nas conversas privadas, principalmente com os chamados “indecisos”.
O que fazer contra esta “estratégia do medo”?
Entre outras muitas coisas:
1/não se deixar intimidar: um bom exemplo foi dado pelos estudantes que derrotaram a fracassada invasão cavernícola na Universidade Federal do RN;
Mais detalhes aqui:
2/não baixar a guarda: CADEIA é para onde mandaremos os maiores criminosos deste país, cujas digitais estão no assassinato de Marielle, nos roubos do Master, na fraude do INSS, na doença das BETS, nas Milícias e no crime organizado, sem esquecer das centenas de milhares de pessoas que foram assassinadas pelas escolhas do governo Cavernícola durante a pandemia da COVID;
(Aliás, debater segurança pública com o Miliciano é tão sério quanto debater sobre Bancos de Sangue com um Vampiro.)
3/não largar nunca a bandeira da esperança: ao contrário da extrema-direita, devemos organizar a raiva para defender a alegria.
Numa eleição empatada entre medos, o que desempata é a esperança. Assim venceremos!
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