sexta-feira, 2 de outubro de 2026

"O grande dia chegará"

Li o slogan na camiseta de uma estudante: "Meus soldados não se rendem. O grande dia chegará."

Segundo informa o neopAI dos burros, a frase faz parte de um poema escrito por Emmanuel Bezerra dos Santos, integrante do Partido Comunista Revolucionário, assassinado pela ditadura militar.

No dia 4 de setembro, uma manifestação organizada pelo PCR homenageou Emannuel e Manoel Lisboa de Moura.

Aqui está uma das imagens da manifestação: https://share.google/VjNXqtEyR2bJ8XbZy

Na ocasião, várias pessoas escreveram comentando a grande presença de jovens. Esse parece ser, aliás, um dos traços da Unidade Popular, partido legal criado pelo PCR e que tem uma candidata a presidência da República.

Quem quiser mais informações sobre a Unidade Popular, ver aqui: https://unidadepopular.org.br/

A UP, assim como o PCB, o PSTU e o PCO, tem candidaturas à presidência da República, bem como a outros cargos majoritários.

O saldo eleitoral desta operação, veremos logo mais.

O que essas organizações farão no segundo turno, também saberemos em poucos dias.

Entretanto, há algo que não tem relação com o resultado eleitoral em si, mas diz respeito à linha política como um todo: enquanto o "grande dia" não chega, qual o "lugar" da luta eleitoral?

Para quem milita no PT, a luta eleitoral tem papel estratégico, embora o que isso quer dizer varie de tendência para tendência. Para algumas, seria em si mesma o caminho para o poder. Para outras, seria parte de uma estratégia mais ampla, que no passado chamávamos de "via chilena com final feliz".

Para quem milita em partidos e organizações autoproclamadas de esquerda e críticas ao PT, o papel que o petismo confere às eleições e à vida institucional como um todo sempre foi alvo de muitas críticas. Curiosamente, com o passar do tempo, muitos desses críticos começaram a mudar de opinião ou, o que é mais usual, a mudar de conduta. Alguns, inclusive, ingressaram ou voltaram ao PT, infelizmente defendendo posições muito mais moderadas do que no passado. 

Isso posto, fico pensando o que os candidatos da UP, do PCO, do PSTU e do PCB dizem, para um trabalhador consciente, ciente do risco que a extrema-direita oferece, na hora de convencer que o voto certo é nas candidaturas de algum deles, mas não em Lula.

O único jeito lógico de justificar este voto é demarcando muito com o governo. Acontece que, salvo engano, esses partidos estariam dispostos a chamar voto útil no segundo turno, para derrotar a extrema-direita. Portanto, trata-se de marcar posição. Em termos gerais, marcar posição é admissível. Mas, pergunto, será razoável fazer isso na atual conjuntura histórica?

Por exemplo:


Dizia um velho que a essência do marxismo está na análise concreta da situação concreta. Os quatro partidos em questão se reclamam marxistas. Mas pelo visto, operam noutra frequência de rádio.










4 comentários:

  1. Quando li no texto via chilena, pensei quem poderia ser o Pinochet do Lula.
    Semana passada assisti a Odisseia versão Nolan. Tudo bem o Cavalo de Tróia não vir com rodinha nas patas, mas qual o sentido de um cavalo sobre dois pés?
    Presente de grego, abrir a porteira...
    Acho que o xadrez como conhecemos hoje surgiu nos tempos medievais na Europa numa variação da Persia e Índia onde o elefante foi substituído pelo cavalo, que anda em saltos no formato "L".
    Alguns jornalistas que assisto fazem uma analogia entre Garrinha e Lula, pois finge que vai pra direita e no final vai pra esquerda e vice versa.

    https://www1.folha.uol.com.br/fsp/esporte/fk2912200217.htm

    Em 2002, Tostão tenta, mas ao final não triunfa em teorizar o que seria um craque. Na dúvida, passa a bola pro Lula.

    Sobre a UP, são valentes e tem autoestima acima da média nacional. Mas coragem às vezes, exige uma força para recuar organizadamente como fizeram russos, chineses em longas marchas e guerras prolongadas.
    Lembro outro poeta, um alemão que escreveu, "pobre o povo que precisa de heróis".

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    1. A UP e todas essas organizações são o que Ciro disse, puxadinhos do PT. E o lulismo lhes dará um abraço de afogado.

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  2. Eleições, para marxista, é só para educar o povo e divulgar a organização legal, existindo outra organização ilegal. E mesmo isso caducou. Esse seu post foi o velho hegemonismo petista, só isso.

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