Segundo informa o neopAI dos burros, a frase faz parte de um poema escrito por Emmanuel Bezerra dos Santos, integrante do Partido Comunista Revolucionário, assassinado pela ditadura militar.
No dia 4 de setembro, uma manifestação organizada pelo PCR homenageou Emannuel e Manoel Lisboa de Moura.
Aqui está uma das imagens da manifestação: https://share.google/VjNXqtEyR2bJ8XbZy
Na ocasião, várias pessoas escreveram comentando a grande presença de jovens. Esse parece ser, aliás, um dos traços da Unidade Popular, partido legal criado pelo PCR e que tem uma candidata a presidência da República.
Quem quiser mais informações sobre a Unidade Popular, ver aqui: https://unidadepopular.org.br/
A UP, assim como o PCB, o PSTU e o PCO, tem candidaturas à presidência da República, bem como a outros cargos majoritários.
O saldo eleitoral desta operação, veremos logo mais.
O que essas organizações farão no segundo turno, também saberemos em poucos dias.
Entretanto, há algo que não tem relação com o resultado eleitoral em si, mas diz respeito à linha política como um todo: enquanto o "grande dia" não chega, qual o "lugar" da luta eleitoral?
Para quem milita no PT, a luta eleitoral tem papel estratégico, embora o que isso quer dizer varie de tendência para tendência. Para algumas, seria em si mesma o caminho para o poder. Para outras, seria parte de uma estratégia mais ampla, que no passado chamávamos de "via chilena com final feliz".
Para quem milita em partidos e organizações autoproclamadas de esquerda e críticas ao PT, o papel que o petismo confere às eleições e à vida institucional como um todo sempre foi alvo de muitas críticas. Curiosamente, com o passar do tempo, muitos desses críticos começaram a mudar de opinião ou, o que é mais usual, a mudar de conduta. Alguns, inclusive, ingressaram ou voltaram ao PT, infelizmente defendendo posições muito mais moderadas do que no passado.
Isso posto, fico pensando o que os candidatos da UP, do PCO, do PSTU e do PCB dizem, para um trabalhador consciente, ciente do risco que a extrema-direita oferece, na hora de convencer que o voto certo é nas candidaturas de algum deles, mas não em Lula.
O único jeito lógico de justificar este voto é demarcando muito com o governo. Acontece que, salvo engano, esses partidos estariam dispostos a chamar voto útil no segundo turno, para derrotar a extrema-direita. Portanto, trata-se de marcar posição. Em termos gerais, marcar posição é admissível. Mas, pergunto, será razoável fazer isso na atual conjuntura histórica?
Por exemplo:
Dizia um velho que a essência do marxismo está na análise concreta da situação concreta. Os quatro partidos em questão se reclamam marxistas. Mas pelo visto, operam noutra frequência de rádio.
Quando li no texto via chilena, pensei quem poderia ser o Pinochet do Lula.
ResponderExcluirSemana passada assisti a Odisseia versão Nolan. Tudo bem o Cavalo de Tróia não vir com rodinha nas patas, mas qual o sentido de um cavalo sobre dois pés?
Presente de grego, abrir a porteira...
Acho que o xadrez como conhecemos hoje surgiu nos tempos medievais na Europa numa variação da Persia e Índia onde o elefante foi substituído pelo cavalo, que anda em saltos no formato "L".
Alguns jornalistas que assisto fazem uma analogia entre Garrinha e Lula, pois finge que vai pra direita e no final vai pra esquerda e vice versa.
https://www1.folha.uol.com.br/fsp/esporte/fk2912200217.htm
Em 2002, Tostão tenta, mas ao final não triunfa em teorizar o que seria um craque. Na dúvida, passa a bola pro Lula.
Sobre a UP, são valentes e tem autoestima acima da média nacional. Mas coragem às vezes, exige uma força para recuar organizadamente como fizeram russos, chineses em longas marchas e guerras prolongadas.
Lembro outro poeta, um alemão que escreveu, "pobre o povo que precisa de heróis".
A UP e todas essas organizações são o que Ciro disse, puxadinhos do PT. E o lulismo lhes dará um abraço de afogado.
ExcluirEleições, para marxista, é só para educar o povo e divulgar a organização legal, existindo outra organização ilegal. E mesmo isso caducou. Esse seu post foi o velho hegemonismo petista, só isso.
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