Tem uma guerra mundial em curso. Quem não se deu conta, não entendeu nada.
O segundo turno presidencial no Brasil é uma batalha decisiva. Não vai decidir a guerra. Mas vai decidir em que condições nós seguiremos participando dela.
Há um conflito, em nosso Estado Maior, sobre como conduzir esta batalha. Generais batendo cabeça, oficiais desnorteados, bizarrices na logística e na comunicação, uma polifonia de candidatos a salvador da pátria, confusão quase caótica que inclui - vide RJ - ratos que tentam manter um pé em cada canoa.
E, como se não bastasse, tem entre nós uma quinta coluna, composta pelos que não acreditam ser possível vencer e, também, pelos que, no fundo, torcem pela derrota. Entre esses últimos, há personagens que, incapazes de superar pela esquerda o PT e Lula, inconscientemente torcem para a direita fazer o serviço sujo, limpando o caminho para que uma supostamente "verdadeira esquerda" possa florescer.
Se por acaso ousamos defender o PT dos ataques, sempre haverá os que dizem não ser hora deste tipo de polêmica, afinal "partidarizar" atrapalharia a construção da ampla frente necessária para derrotar o fascismo. E, claro, argumentam que é preciso separar o que é de Lula e o que é do PT: os problemas, deveriam ser todos debitados na conta do Partido-Geni. Ou seja, nos azucrinam, confundem nossos ouvidos com privada, mas querem que fiquemos de cabeça baixa, ginuflexos, pedindo perdão por existir e, se possível, nos chicoteando em praça pública.
As vezes dá vontade de responder detalhadamente aos argumentos supostamente cheios de razão que esta gente anda expelindo. Mas, cá entre nós, não é a primeira e não será a última vez que publicam o obituário do PT antes da hora. E, como das vezes anteriores, a última palavra nessa história não será dada pelo "marxismo acadêmico", nem pela "fração do teclado vermelho", muito menos pelas seitas autoproclamadas revolucionárias. A última palavra será dada pela luta de classes. E, nesta luta, vale lembrar que são acima de tudo os fascistas que desejam destruir o PT.
Os erros e coisas piores cometidos pelo PT ou por petistas, especialmente a frente de mandatos, podem contribuir para a destruição desejada pelos fascistas? Seguramente pode. Mas, pelo menos até agora, as dezenas de milhões de pessoas que compõem a Nação Petista, nossa base vietnamita, a "militância para tempos de guerra", sempre conseguiu segurar a onda, sacudir a poeira e dar a volta por cima.
Aliás, é o que já estão fazendo, desde a noite de domingo 4 de outubro. Não foi preciso ordem nem orientação: foram à luta, conscientes de que precisamos vencer, porque uma alternativa tão ruim simplesmente não pode existir.
É isso que torna, no fundo, tão triste e melancólica a vida desses que volta e meia publicam, prematuramente, o obituário do PT. Pois a nossa hipotética derrota seria, também, a derrota da grande maioria do povo brasileiro, da classe trabalhadora, das mulheres, dos negros e negras, da juventude, dos "danados da Terra".
Em respeito ao nosso passado e à serviço do nosso futuro, a única atitude vermelha é combater. Não se trata de "organizar a resistência" ou de "lutar até o final", se trata de derrotar o inimigo e triunfar. E aí, goste ou não a turma da quinta coluna, vamos cantar que vai dar PT, vai dar!
Existem fascistas travestidos de Petistas. Eles queriam ser, gostam de assim parecer c suas roupas vermelhas e estrelas triunfantes, mas não o são; e um olhar mais atento vê os traços egoístas nas palavras e atitudes.
ResponderExcluirAh! Que seja, faz parte do caráter humano a fraqueza. Estar entre a força humana da vida e desejo nato pela liberdade, os tornam melhores.
Passado o domingo percebo uma erupção consciente e crescente na militância. Eu já comentei em outros momentos, podem parecer dispersos, mas a militância se levanta quando é p garantir liberdade. Sinto uma vibração grandiosa, magnânima e isso enche meu coração de esperança, e parece q muitos já perceberam que vamos lutar sim e não há nada nem ninguém que nos impedirá. Uma grande onda está se formando...
E essa potência há de garantir VITÓRIA !! E de vitória em vitória a RESISTÊNCIA se fortalece.
Bravo! Um ótimo exercício de ilusão!
ResponderExcluirNovamente, espero que não apague esse comentário, pelo princípio de crítica, tão importante para a democracia.
Em primeiro lugar, ninguém há de negar que estamos em meio aos prelúdios de uma nova partilha interimperialista mundial, certo? E qual o papel dos pretensos revolucionários? Claro, eleger um presidente num Estado cujo cerne é o Alto Comando das Forças Armadas! Que bela conclusão.
Essa "confusão" entre generais que você menciona (espero que não seja mais uma típica figura de linguagem, pois na hora de bater continência para as FA, não faltou disposição para Lula) não é nada mais que a escolha sob qual forma vai tomar a reacionarização em nosso país: alguns defendem reação em toda linha de maneira gradual, gerenciando com o Executivo -- típico de uma ordem absolutista presidencial, e Luis Inácio cumpriu o dever deixando pulular uma milícia bolsonarista nacionalmente organizada no campo "Movimento Invasão Zero", que matou mãe Bernadete e queimou um acampamento Guarani-Kaiowa, no governo do seu presidente em reeleição -- ou a reação em toda linha imediatamente, todas sob mando e batuta do imperialismo ianque.
De repente, toda aquela história de revolução e forças golpistas, caráter de classe do Estado, etc, entram para o esquecimento seletivo. Adentrar ao mando do Executivo, lutar por "reformas" que impulsionaram e atrelaram associações populares num Estado governado e planificado pelo alto generalato? Ou vocês, petistas, se esqueceram que a pressão dada por Villas-Boas foi decisiva para a prisão de Lula? Mas belo! Voltam achando que há algo diferente a ser feito. Não faz sequer sentido para a cadência dos oportunistas, é uma paixão por se colocar ao lado da corja imperialista inexplicável.
Certamente não deve ser responsabilidade do Partido dos Trabalhadores nada do que está acontecendo, correto? Nasceu sob apertos de mão de Luis Inácio em Pernambuco a milícia Movimento Invasão Zero, bateu recorde histórico de conflitos agrários que não se via desde 1976, em especial indígenas de várias nações estão se organizando cada vez mais em grupos de autodefesa, o BOPE atuando como uma verdadeira força interestadual quando o assunto é repressão das massas em luta, assassinato seletivo de lideranças no campo e na cidade, tudo isso no mandato de Luis Inácio. Mas não há nada para fazer! Afinal, a Polícia Militar de Quaquá e Jerônimo Rodrigues devem ser responsabilidade dos...Bolsonaro!
Se esse cenário, segundo vocês, é incontrolável e não depende do mando do Executivo...para que então reeleger Luis Inácio? Para continuar a reação em toda linha mas "barrando um pouquinho"? Ou será que há certa cumplicidade na guerra preventiva que as Forças Armadas pretendem contra nosso povo? Fica a reflexão!
Nesses momentos em que a militância de panfletos é tida como "vietnamita" seria bom lembrar que o Grande Povo Vietnamita conquistou sua independência num processo sangrento de combate a oportunistas que gostariam de entrar no domínio colonial da Indochina para "disputá-la". E de boas intenções, que acabam apenas avançando a corporativização, no inferno pavimenta quilômetros de estrada!
Mais um comentário:
ResponderExcluirO que será que Pedro Pomar, maior dirigente que o Brasil já teve, acharia dessas posições de substituir a Revolução de classe pela crença nas reformas, que vocês dão tanta ênfase nessas eleições?
"Trata de conseguir, de modo gradativo, as transformações de caráter burguês, sem atingir em profundidade o sistema do latifúndio e sem romper por completo as amarras com o imperialismo. Simultaneamente, procura aumentar sua influência no poder, utilizando ora os processos eleitorais, ora a força militar sem, entretanto, recorrer a ações armadas que possam envolver as massas populares. Um dos métodos principais que utiliza é a demagogia trabalhista, tendo em mira fazer do proletariado uma força caudatária. Esforça-se por introduzir no movimento operário suas idéias reformistas e fazer com que os trabalhadores adotem a política burguesa como se fora a própria política da classe operária. Criou, nesse sentido, em muitos países, uma elite operária da qual a maioria dos dirigentes sindicais é a expressão mais destacada. Essa elite é um dos porta-vozes da burguesia nacional no movimento proletário." [...] "As grandes e profundas transformações de caráter democrático-burguês, cada vez mais prementes, só podem ser realizadas pela revolução popular, sob a direção do proletariado. Não há outro meio para acabar com a dominação, sempre maior, dos imperialistas ianques, com o arcaico sistema do latifúndio nem para alcançar um governo efetivamente democrático que assegure a liberdade para o povo, cultura e bem-estar para as massas e a independência nacional."
Será mesmo que são as eleições a via de GARANTIR a soberania nacional? Ou, ao contrário, as eleições são a sanção direta da dominação imperialista atualmente? E aqueles que iludem o povo que a soberania estaria ao alcance do voto, e não na luta consequente de classe, seriam esses os porta-vozes da burguesia no movimento operário?
E mais uma vez, Pedro Pomar responde: essa sanção eleitoral não garante nada, muito menos hoje (é só ter olhos para ver) onde a burguesia nacional média não tem sequer representante político organizado e o que vemos são frações da burguesia compradora disputando com a industrial estatal e não-estatal, mas ligada aos interesses ou europeus ou ianques (vide o acordo do Mercosul-UE)
"Esse neocolonialismo se exprime, em especial, na participação direta dos agentes ianques nos assuntos administrativos do Estado. Os governos latino-americanos continuam revestidos de formas nacionais e chegam mesmo a ser eleitos por setores da população. Mas, na realidade, estão estreitamente ligados a Washington."
Pasmem, que a ninhada tenha sido tão distinta!