terça-feira, 15 de setembro de 2026

Três opiniões sobre a suprema sessão

sessão do Supremo Tribunal Federal realizada nesta terça-feira, 15/9, merece uma longa avaliação.

Mas por enquanto me limito a três curtas opiniões.

Primeiro: apesar do heroico esforço de Flávio Dino, a judicialização da política e a partidarização da (in)justiça seguem a pleno vapor, comprovando que o judiciário precisa de uma reforma profunda.

Segundo: a divisão na Corte é brutal, o que a preços de hoje favorece a extrema-direita, entre outros motivos porque aumenta a margem de manobra do presidente do TSE (imaginem o que poderia ter ocorrido em 2022, se o presidente fosse outro).

Terceiro: o espaço ocupado pela “crise no STF”, tendo como pretexto as práticas absolutamente indefensáveis de muitos ministros, dificulta o debate que nos interessa: a pauta do povo, a defesa da soberania e o futuro do Brasil.

Em resumo: o que já estava ruim, pode ficar ainda pior, principalmente se levarmos em conta que o lado de lá tem o apoio - inclusive espionagem e mídia - dos EUA, de Israel e da “Internacional da Extrema Direita”.

Tudo isto junto e misturado aumenta a necessidade da esquerda mudar de tática, corrigir os erros e, principalmente, ocupar as ruas e conversar diretamente com as pessoas, olho no olho.

Se fizermos isso, venceremos - por pouco - no segundo turno. O que nos permitirá enfrentar em melhores condições o que virá em seguida à nossa vitória.



2 comentários:

  1. “ocupar as ruas e conversar diretamente com as pessoas, olho no olho.”

    Antes é bom saber de Lula se ele concorda, se não vê problema. Militância nas ruas sempre pode ser tomado como provocação.

    De todo modo, tal como em 2022, seria recomendável usar branco em vez de vermelho.
    ...
    Por falar no furdúncio no STF, segue comentário feito lá no Secom 247 mas que também cabe aqui.
    ..........................
    Eita!que arranca-rabo que só a porra no STF…Fortes emoções.

    Seja lá qual for o resultado das pelejas, reconheçamos: não obstante a atuação de Alexandre de Moraes após a Intentona de 8 de Janeiro, Lula, sua corte e turiferários deram muito mole nas louvações ao suprema toga.
    A imagem de Xandão, na visão popularmente construída, colou-se à do próprio governo Lula.

    Golpista da primeira hora do Golpe do Impeachment, Xandão (e também Gilmar) nunca se preocupou com essa tal de democracia. Só pegou visão das paradas quando a vitoriosa horda bolsonarista, insuflada por Dom Jair e Famiglia, partiu pra cima dele e do STF.

    Será difícil Lula, faltando poucas semanas para a eleição, desfazer a visão construída.

    Cena hoje por mim testemunhada no Calçadão de Campo Grande(oficialmente, Calçadão Bispo Daniel Malafaia).
    Cabos eleitorais bolsonaristas distribuindo panfletos e bradando VAMOS ACABAR COM ESSE PARTIDO DAS TREVAS.FORA LULA. FORA JANJA.FORA MORAES.

    Campo Grande é o bairro mais populoso de Pindorama.
    Em segundo lugar, temos Santa Cruz.
    Nem precisaria passar na Felipe Cardoso – a rua mais movimentada de Santa Cruz – pra testemunhar a mesma cena.
    ..........................
    ((Jucemir Rodrigues da Silva)

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  2. https://youtu.be/nAzl9_ANjro

    Acima, o velho Nassif achou uma possível prova. Mendonça, Vorcaro e Nunes no aumento abusivo de serviços funerários.

    Onde está a campanha e seus coordenadores políticos?

    Vai demorar sabemos.

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