quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Preparar desde já a batalha do segundo turno

Muita gente acreditava que Lula venceria as eleições no primeiro turno.

Alguns acreditavam em vitória no primeiro turno, por falta de memória. 

Afinal, em todas as eleições que ganhamos, foi sempre no segundo turno.

Por qual motivo seria diferente em 2026?

Outros acreditavam em vitória no primeiro turno, por superestimar as realizações e “entregas” do Lula 3.

Hoje, parece ter ficado evidente que estas realizações e entregas - não importa como as avaliemos - não se converteram em apoio majoritário para a reeleição no primeiro turno.

(Digo “parece”, porque no dia 9/9/2026 ouvi um autoproclamado expert falar no ICL que o governo Lula voa em “céu de brigadeiro”. Como se vê, tem gente que esqueceu totalmente do ensinamento da Dona Maria e segue acreditando que estatísticas alimentam o corpo e a alma do povão.)

Há um terceiro grupo que fala em vitória no primeiro turno, por um motivo distinto dos anteriormente citados.

Para este terceiro grupo, ou ganhamos no primeiro turno, ou seremos inevitavelmente derrotados no segundo turno.

As pesquisas mais recentes colocaram os defensores desta opinião diante do famoso dilema “se ficar o bicho come, se correr o bicho pega”.

Afinal, salvo uma reviravolta totalmente inesperada, não há como evitar o segundo turno na eleição presidencial.

Nossa sorte é que segue sendo possível vencer no segundo turno. Aliás, nunca ganhamos no primeiro turno.

Mas, para isso, é preciso começar a nos preparar desde já.

E a primeira providência é vacinar a militância contra o derrotismo explícito de quem acha que, se formos ao segundo turno, seremos inevitavelmente derrotados.

A segunda providência é lembrar que nossa vitória no segundo turno dependerá, em boa medida, de mobilizarmos eleitores da classe trabalhadora que tenham se abstido, votado branco ou nulo no primeiro turno.

Há outras óbvias providências, mas delas destaco ajustar imediatamente, política e organizativamente, a linha da campanha no primeiro turno.

Espero que essa seja uma das decisões da executiva nacional do PT, na reunião marcada para o dia 10 de setembro de 2026.

Dá tempo. Mas temos que agir já.

4 comentários:

  1. Por que tanta preocupação com as urnas?...Já se resvala no alarmismo.
    Recuperemos.
    Reconhecendo a verdade das críticas que apontavam afastamento do PT de suas bases e da massa, a agremiação, desde o primeiro mês do atual mandato de Luiz Inácio, desenvolveu porfioso e incansável trabalho para retomar o contato.
    Nessa vitoriosa tarefa, destaquemos, além obviamente do próprio Luiz Inácio, Fernando Haddad, Gleisi Hoffmann, Rui Costa, Camilo Santana, Alexandre Padilha, Wellington Dias, Rafael Fonteles, Jaques Wagner, Aloizio Mercadante, Edinho Silva, Rui Falcão, Washington Quaquá, Humberto Costa e, especialmente, Valter Pomar.
    O fruto será colhido daqui a um mês.

    (Jucemir Rodrigues da Silva_

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  2. E há quem diga q o Pt não sabe se comunicar... Movimentos extremistas frequentemente exploram os algoritmos de recomendação de grandes plataformas de redes sociais para amplificar conteúdos inflamatórios e atrair novos seguidores. Disparar fakes e propagar uma guerra de informação atacando direitos fundamentais c narrativas da dita ¨liberdade de expressão”. Os raptados na terra plana, unidos pelos seus defeitos de caráter ou pela fé insana, não apresentam, mesmo c o passar dos anos, a possibilidade de auto avaliação. Os indecisos indiferentes e ignorantes do cenário político, impõe a militância de Esquerda um árduo trabalho de conscientizá-los.
    Essa lúcida e firmemente posicionada militância indignada c os números das pesquisas, questionando como pode ser tão apertada uma eleição tão antagônica. São diretrizes q nos faltam, que novas estratégias sejam implementadas!
    De fato, essa eleição é um divisor de águas, onde teremos a comprovação da conscientização política dos Brasileiros ou a derrocada e ruptura dos valores humanos.
    Espero sinceramente, que estejamos todos muito motivados e de braços dados com Lula nessa luta pela vitória!

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    1. Este comentário foi removido pelo autor.

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    2. A bem da verdade, o Governo Lula III deixa muito e muito a desejar quanto à comunicação - e não é de hoje.
      A contratação do craque Sidônio para supremo agitprop - Paulo Pimenta era nada mais que um curioso no ofício - melhorou mas não resolveu a deficiência.
      Também pudera: vender entregas do governo tá difícil.
      Sidônio poderia até ser acusado de propaganda enganosa.

      Agora, neste finalzinho de partida, que se encaminha pros descontos, convocou-se a militância.
      Missão ingrata e inglória: faltando um mês para as urnas, como ir às ruas e convencer o indistinto eleitorado de que o Novo Arcabouço Fiscal - carinhosamente também conhecido como Calabouço Fiscal -, com suas draconianas regras quanto a teto de gastos e déficit zero, é uma conquista histórica das classes trabalhadoras deste país?
      E olha que figuras de destaque da administração Lula III sinalizam necessidade de ir além nessa “conquista”.
      Recupero uma.
      Simone Tebet, a então ministra do Planejamento, em entrevista para Miriam Leitão:
      ““Eu vejo na janela de 26 a oportunidade que eu não tô vendo na janela de 2024 e 2025. Isso muito rapidamente: 2022, a janela de novembro e dezembro de 2022 foi a janela da gastança. Precisávamos recuperar as políticas públicas, Farmácia Popular, enfim, Bolsa Família etc…Ciência, Tecnologia, Educação e Inovação. E gastamos. Injetamos 140 bi a mais, né, por ano, que aí é acumulado por ano de gastos públicos. Chegou o momento em 27, seja quem for o presidente da República não governa com esse arcabouço fiscal, com essas regras fiscais, sem gerar inflação, dívida pública e detonar a economia. Então nós temos uma janela de oportunidade que não é agora, à véspera de uma possível eleição de 2026, que não é por culpa nossa. O Congresso tem54 senadores que vão pra reeleição. Eles não querem tratar desse assunto. Eu não tenho dúvida, eu conheço meus colegas, e não os critico. O que nós temos de janela de oportunidade ao inverso, a avesso do que foi feito em 22. Em 26, em novembro e dezembro, seja o presidente Lula candidato e reeleito, seja um outro candidato eleito, um outro presidente eleito, é fazer o dever fiscal. É cortar gastos, é o supérfluo, fazer uma política no arcabouço mais rigoroso, que não mate o paciente, obviamente. Né, a diferença entre o veneno e o remédio está na dose. Mas que permita garantir sustentabilidade da dívida pública, baixar juros, baixar inflação e fazer a economia crescer. Essa é a janela de oportunidade que nós não podemos perder.”

      Alguém não entendeu qual é o plano? O que nos aguarda?

      Simone Tebet, só lembrando, é hoje uma das candidatas do PT a senadoria por São Paulo.
      Vai ser lindo de ver a militância petista distribuindo santinhos e pedindo voto na companheira Tebet em logradouros da capital e de demais cidades do grande estado...

      Se em 2022 as promessas do candidato Luiz Inácio se davam em contraste do que era a administração Bolsonaro, hoje a confiabilidade das promessas será avaliada tendo como referência este seu último quadriênio.
      Agora é ver se o antifascismo, a grande e vitoriosa bandeira da campanha lulista de 2022, ainda funcionará.
      As pesquisas parecem indicar que não.

      (Jucemir Rodrigues da Silva)

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