Se o cavernícola filho vencer as eleições presidenciais, o Brasil vira colônia dos EUA.
E a isso se soma o pacote de maldades já conhecidas.
Sem falar que tudo indica que um desgoverno do filho causaria mais danos que o do pai.
Sendo este o contexto, a classe trabalhadora precisa entrar em clima de mobilização total.
Inclusive nos locais de trabalho.
Nesse sentido, as orientações emitidas pelo governo federal, a pretexto de disciplinar a campanha no serviço público, constituem na melhor das hipóteses um desserviço.
Paradoxalmente, o Andes Sindicato Nacional, geralmente tão crítico, desta vez aderiu às orientações do governo Lula acerca do “defeso eleitoral”.
Foi esse um dos argumentos para “justificar” uma resolução - aprovada por 34 a 32 no Conad - que não defende explicitamente votar em Lula nas eleições presidenciais de 2026.
Esta (falta de) resolução pegou mal.
E, para piorar, demonstrou-se por A + B que a orientação do governo, respaldada pela diretoria do Andes, estava juridicamente errada.
A referida demonstração pode ser lida aqui:
https://www.correiobraziliense.com.br/direito-e-justica/2026/09/7492547-se-as-eleicoes-sao-a-festa-da-democracia-os-servidores-publicos-nao-foram-convidados.html
Frente a isso, a diretoria do Andes resolveu dobrar a aposta e divulgou o seguinte texto:
https://www.andes.org.br/conteudos/noticia/eleicoes-2026-aNJ-explica-limites-para-atuacao-do-aNDES-sN-e-secoes-sindicais1
Trata-se de um caso clássico do rabo balançando o cachorro: ao invés do jurídico ajudar a viabilizar a campanha, ele é chamado para atrapalhar a campanha, destacando o que não pode ser feito e pondo medo nas pessoas.
Para exemplificar isso, seguem trechos do texto divulgado pela diretoria do Andes: “eventuais sanções e irregularidades jurídicas”, “evitar penalidades”, “condutas expressamente proibidas”, “terminantemente vedado”, “proibição”, “não podem”, “restrições fundamentais”, “é vedado”, “consequências graves”, “multas”.
O texto chega ao ponto de dizer o seguinte: “A própria propaganda institucional do sindicato deve manter-se neutra, abstendo-se de publicar materiais que exponham a plataforma de apenas um candidato específico, que façam comparações direcionadas ou que sugiram que determinado concorrente é o mais qualificado”.
Na prática, a diretoria do Andes está aceitando e adotando passivamente uma orientação que limita ilegalmente a liberdade sindical garantida em lei.
Esta mordaça, além de ilegal e errada em qualquer circunstância, é particularmente absurda e surreal na atual situação, em que o fascismo está batendo nas portas.
Como essa postura é desmoralizante, o texto apela para o sofisma, como se pode constatar no seguinte trecho: “o sindicato preserva seu papel ativo na promoção do debate democrático e na conscientização da categoria. Os diretores da entidade, por exemplo, possuem o pleno direito de manifestar suas opiniões de caráter pessoal. No entanto, para evitar problemas jurídicos, a AJN recomenda que essas manifestações pessoais não sejam associadas à marca do sindicato”.
Ou seja: os diretores podem, o Sindicato não. Como, então, falar em “papel ativo”??
Alguém acha mesmo que, agindo deste jeito, vamos ter êxito em derrotar a extrema-direita e o fascismo?
Quero crer que, mais cedo que tarde, “cairá a ficha” da diretoria do Andes, que se dará conta de que sua interpretação do “defeso eleitoral”, além de ilegal, nos deixa indefesos.
Mas enquanto isso não acontece, seguiremos fazendo a campanha do Lula nas universidades, mesmo que isso desagrade a AGU, o MGI e a diretoria do Andes.
Avaliaçao "concreta" daxrealidade "concreta".
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