O espantoso é a quantidade de gente bem-informada que estava 100% segura da vitória.
Parecido com isso, só a grande ilusão que precedeu a derrota ocorrida em 17 de abril de 2016: até pouco antes de começar a votação na Câmara dos Deputados, a esmagadora maioria dos dirigentes do nosso Partido acreditava que a base do governo, vitaminada pelo poder de convencimento de Lula, impediria o impeachment.
A derrota na votação do Senado ocorrida ontem, 29 de abril, foi ainda maior porque o candidato Messias demonstrou ser ideologicamente comprometido com muitos dos valores conservadores defendidos pela maioria do Senado.
Ou seja: mesmo sabendo que poderiam eleger para o Supremo mais um "terrivelmente evangélico", a turma do lado de lá não vacilou; colocou a política no posto de comando e impôs uma derrota ao governo.
A esse respeito, o presidente nacional do PT, companheiro Edinho, publicou um post na sua conta pessoal dizendo o seguinte: O Senado Federal, ao rejeitar a indicação de Jorge Messias, comete um grave erro, politizar uma indicação para um cargo onde a formação técnica é o mais relevante. Essa postura do Senado Federal também gera uma importante instabilidade institucional. Há 130 anos que uma indicação para a Suprema Corte não é recusada. Mais uma atribuição do Poder Executivo "é esvaziada pelo Legislativo".
Erro comete Edinho, quando acha que o mais "relevante" para compor o STF é "a formação técnica".
Nem Messias acredita nisso, como ficou claro quando - ao falar do aborto - ele destacou suas crenças religiosas e deixou de lado o que a legislação brasileira diz a respeito.
Sendo assim, melhor corrigir a frase de Edinho e deixar da seguinte forma: o objetivo da maioria do Senado não foi "também", foi principalmente criar uma "instabilidade institucional", termo elegante que deve assim ser traduzido: derrotar o governo.
A pergunta que não quer calar é: vai parar por aí? Se a resposta a essa pergunta for "não, vai é piorar", cabe também perguntar: Pacheco, candidato que o PT de Minas Gerais está apoiando para governador, é confiável como aliado?
Ou vamos deixar para descobrir, no meio da campanha eleitoral, que nos iludimos com Pacheco, com Paes, com outros e com tudo, tanto quanto nos iludimos agora acerca de qual seria o resultado de Messias?
Não fosse tão trágica a situação, valeria um comentário sobre o quanto se iludem aqueles que gostam de alardear seu pragmatismo.
Mas dada a situação, nos limitemos ao indispensável: a maioria do Congresso é inimiga do povo. Cabe dizer isso ao povo, com todas as letras. E tratar os inimigos do povo como eles merecem. A começar pelos cargos controlados por Davi Alcolumbre, Arthur Lira et caterva.
Inimigos declarados! Talvez nos mostrem mais uma vez que não há aliança saudável com os lobos. A história recente nos impingiu um trauma. Hora de superar e sair de dentro da matilha.
ResponderExcluirDavi Alcolumbre foi o único dos três senadores do Amapá a votar favoravelmente ao impeachment. Os outros dois representantes do estado na época, João Capiberibe (PSB) e Randolfe Rodrigues (então na REDE), votaram contra a destituição da presidente.
ResponderExcluirEm 2016, o senador Davi Alcolumbre (na época filiado ao DEM-AP) foi um dos defensores e votantes a favor do impeachment de Dilma Rousseff. Ele atuou tanto nas etapas preliminares quanto na votação final no Senado.
ResponderExcluirAlcolumbre votou a favor da abertura do processo em maio de 2016 e, posteriormente, a favor da condenação definitiva de Dilma em 31 de agosto de 2016.
Ele serviu como suplente da oposição na Comissão Especial do Impeachment, que analisou a admissibilidade das denúncias antes de levá-las ao plenário.
Durante seus discursos na época, Alcolumbre sustentou que o governo Dilma havia cometido crimes de responsabilidade. Seus principais argumentos foram:Ele afirmou que a presidente abusou do poder político e violou a Lei de Responsabilidade Fiscal e a Constituição através das chamadas "pedaladas fiscais.O senador argumentava que o afastamento era "inevitável" para permitir a retomada do crescimento econômico, declarando que Dilma "errou ao subestimar a crise".
ResponderExcluirEm sua fala antes da votação definitiva, ele declarou: "A presidente cometeu sim crime de responsabilidade", defendendo que o Brasil precisava de um "amanhã com mais
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirA mentira repetida mil vezes não vira verdade. O Ministério Público Federal e a perícia do Senado confirmaram: NÃO HOUVE CRIME DE RESPONSABILIDADE. O julgamento foi político, sem base jurídica real. O tempo provou que Dilma foi vítima de uma armação institucional que feriu a nossa democracia. ⚖️🚩 #JustiçaPorDilma
ResponderExcluir3 Mentiras que contaram para você em 2016
ResponderExcluirFake: crime de responsabilidade
Fato: Perícia do Senado negou.
Fake: a economia melhoraria com a saída dela.
Fato: O país mergulhou em precarização e inflação de alimentos.
Fake: Que o processo era estritamente jurídico.
Fato: Áudios de Jucá e outros provaram o 'acordo nacional', com agentes invasores do judiciário.
Davi Alcolumbre é GOLPISTA.
ResponderExcluirDurante o processo no Senado, foi realizada uma perícia técnica por assistentes da junta oficial.A perícia confirmou que Dilma assinou os decretos de suplementação orçamentária, mas em relação às pedaladas (Plano Safra), o laudo apontou que não houve uma ação direta (ato comissivo) da presidente naqueles atrasos específicos, embora a prática tenha ocorrido na gestão.
O golpe de Estado contra a classe tralhadora
Defendida pela oposição e chancelada pelo Congresso, baseou-se nas "pedaladas fiscais" (atrasos de repasses a bancos públicos) e na edição de decretos de crédito suplementar sem autorização do Legislativo.
DILMA INOCENTE
#congressoinimigodopovo já diziam na web a meses. O caráter quando é ruim, não melhora c o tempo.
ResponderExcluirA classe trabalhadora não está nem aí pra Pacheco, Paes, com outros e com tudo. A pressão, exploração e opressão sobre a classe está imensurável. Onde estava o guardião da Constituição em 2016? Ao permitir um impeachment sem crime comprovado, abriu-se um precedente perigoso. A confiança nas instituições só será retomada quando o erro histórico contra a Presidenta Dilma for plenamente reconhecido e reparado.
ResponderExcluirDemocracia não aceita 'jeitinho'. 🏛️🇧🇷
https://youtu.be/ZZZeAsBHAUA
ResponderExcluirA jornalista MB se aproxima do que pode ter acontecido embora tenha ampliado seu quadro de análise.
Jobim, o maestro, observou que o Brasil não é para principiantes. E com todo vício de auto engano, Lula é tudo menos isso. Até agora Lula está quieto e isso conta.
O fator qualitativo que MB lembra é que a presidência do Senado tem agora o poder do orçamento secreto.
Assembleia Constituinte Soberana agora com a extrema direita na ofensiva assim?
Truco....Seis....
https://www.brasildefato.com.br/2026/04/30/jorge-messias-traicao-de-davi-alcolumbre-erro-no-calculo-ou-insistencia-do-presidente-lula/
ResponderExcluir2+4=6